Contra a intolerância

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Contra a intolerância

Mensagem por Laércio em Ter Set 30, 2014 6:37 pm

http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--1232-20140930&tit=mae+de+santo+promete+se+acorrentar+em+frente+ao+forum+de+londrina

As mães de santo Cláudia Ikandayô e Bete Obaloby mantêm há dez anos o Centro de Umbanda Cachoeirinha de Xangô na rua Humberto Piccinin, na vila Guarujá (área central de Londrina). Os cultos religiosos são realizados às 20h das quartas e sextas-feiras no local e, há quatro anos, vêm enfrentando resistência por parte de uma vizinha. Cláudia Ikandayô vê "intolerância religiosa" nas reclamações damulher, que foi à Justiça. 

"As celebrações são interrompidas frequentemente pela presença da polícia, que é acionada pela vizinhasempre quando nós iniciamos os trabalhos espirituais. Ela reclama do barulho dos nossos tambores, mas releva as atividades dos outros vizinhos, que, em alguns casos, também vão até tarde da noite", argumentou a ialorixá em entrevista ao Bonde nesta terça-feira (30). 

Cláudia garantiu que a reclamação é isolada. "Temos o apoio de toda a comunidade. Tanto é que estamos no local há dez anos", observou. 

A vizinha já entrou com ações por perturbação de sossego contra o centro de umbanda. Uma audiência do processo criminal será realizada no início da tarde da sexta-feira (3) no Fórum de Londrina. Os integrantes do espaço religioso prometem fazer um protesto em frente ao fórum às 11h, horas antes do início da audiência. Cláudia Ikandayô vai se acorrentar durante a manifestação para "chamar a atenção das autoridades". "Vamos levar placas e faixas e estaremos todos de branco. A manifestação será pacífica, mas queremos respostas sobre quando vamos ficar livres da intolerância e do preconceito", destacou. 

De acordo com mãe de santo, a liberdade religiosa de todo e qualquer cidadão brasileiro é protegida pela Constituição Federal. "Não mentimos, não roubamos... Apenas nos manifestamos religiosamente. Qual é o crime cometido?", indagou. 

Cláudia Ikandayô também lembrou do assassinato da mãe de santo Vilma Santos de Oliveira, mais conhecida como Yá Mukumby, registrada em Londrina no dia 4 de agosto do ano passado. Vilma, a filha e a neta foram assassinadas a facadas pelo maquiador Diego Ramos Quirino. Na época, o Ministério Público (MP) apontou que a chacina pode ter sido motivada justamente por intolerância religiosa. 

"Calaram a voz de Yá Mukumby, mas não vão conseguir calar os nossos tambores", ressaltou Cláudia. 

O ato contra a intolerância religiosa supostamente sofrida pelo Centro de Umbanda Cachoeirinha de Xangô está sendo divulgado no Facebook. A página do evento contava com 90 pessoas confirmadas até as 16h30 desta terça-feira.
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Re: Contra a intolerância

Mensagem por Tania Jandira em Ter Set 30, 2014 6:55 pm

Eita mano, vocês aí em Londrina enfrentam uma barra pesada, como nós no Rio.
Estarei divulgando isso, para a mídia afro que conheço dar uma força, para mobilização da região.
Bjs e axé!
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Re: Contra a intolerância

Mensagem por Convidado em Ter Set 30, 2014 11:37 pm

Acho que essa questao e' mais relativa 'a lei do silencio que, alias, e' totalmente ignorada no Brasil, ne'? Nao sei, nao, mas se eu morasse colada a um terreiro que iniciasse seus toques de tambores 'as 8 h da noite em dias de semana, penso que tambem estaria reclamando, ja' que tenho de acordar muito cedo p/ ir trabalhar. Sera' que se as MDS citadas mudassem suas giras p/ o final de semana ou p/ um horario mais cedo, ainda haveria reclamacoes?

Isso me lembra tambem uma estoria que ocorreu no terreiro do meu saudoso tio e PDS. Os mais velhos contavam que la' pelos anos 50, a policia aparecia frequentemente em seu terreiro, talvez por resquicios da perseguicao de Vargas 'a nossa religiao. Por fim, o proprio delegado comecou a aparecer, p/ fazer a ronda ele mesmo. Final da estoria: ele gostou tanto do terreiro que acabou sendo iniciado, junto com a sua esposa, por meu tio e depois de muitos anos tornaram-se sacerdotes e abriram seu proprio terreiro. Meu tio creditava ao Caboclo dele essa total transformacao. Mais um "causo" da nossa querida Umbanda...

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Re: Contra a intolerância

Mensagem por Tania Jandira em Ter Out 07, 2014 1:34 am

Centro de Umbanda protesta na porta do fórum de Londrina contra intolerância religiosa
Integrantes de religiões de culto afro, apoiado por outros grupos sociais diversos, realizaram no início da tarde desta sexta-feira (3), na entrada do Fórum de Londrina, um protesto contra a intolerância religiosa. O protesto, que contou com atabaques e cantos de cunho religioso, foi organizado por membros do Centro de Umbanda Cachoeirinha de Xangô diante de uma ação judicial - a terceira - na Vara Criminal, por pertubação de sossego durante os horários de culto de louvor, em que os atabaques são tocados das 20h às 22h. Com paramentos utilizados nos cultos afros, a mãe Cláudia Ikandayô utilizava uma corrente sobre o corpo, pedindo ao Judiciário o direito de liberdade de culto. A audiência contra uma dirigente do centro, Bete Obaloby, estava marcada para começar às 14h.
No entanto, a autora da reclamação não compareceu à audiência, o que acabou suspendendo o julgamento. Agora, a ré na ação aguarda a manifestação do Ministério Público por um novo agendamento para o julgamento ou o arquivamento da ação.
Mãe Cláudia diz que não é contra a vizinha do Centro, que está instalado na Rua Humberto Picinin, na Vila Brasil, área central, que reclama do barulho. Porém, ela pede que as pessoas reclamem dos seus direitos, mas que também respeitem ao direito de culto religioso. "Pedimos apenas que as pessoas não sejam intolerantes. Estamos vivendo um momento que estamos voltando para as senzalas, no meio do mato, para fazer o culto escondidos", afirmou.
Para a religiosa, as igrejas de culto cristãos, por exemplo, possuem amparo governamental e garantias dos seus cultos. "Queremos ter este mesmo amparo pra não sermos penalizados. Esta já é a terceira ação contra a gente. As duas primeiras foram na Cível. Agora na criminal. Afinal de contas, qual é o crime que estamos cometendo ao praticarmos o nosso culto religioso?", questionou.
De acordo com mãe Cláudia, os atabaques cessam os trabalhos às 22h, quando passa a vigorar a lei do silêncio. No entanto, reconhece que em algumas ocasiões, os atabaques param as 22h30, mas de forma excepcional.  Para evitar problemas futuros, diz que já compraram material para erguer o muro com a vizinha em mais dois metros. Porém, a falta de recursos - uma vez que o Centro trabalha com doações dos membros, sem dízimo como nas igrejas cristãs - faz com que os esforços sejam mais lentos.
"Todos nós trabalhamos para nos sustentar e manter o Centro. Hoje estamos aqui, protestando, deixando de trabalhar. Seremos prejudicados nos nossos vencimentos. Mas não podemos deixar de protestar contra a intolerância religiosa", enfatizou. Ela garante que os membros do Centro querem aplicar isolantes acústicos no Centro, mas que para isso demanda recursos que o grupo não possui.
Para complicar, mãe Cláudia afirmou que há pelo menos dois anos aguardam uma vistoria por parte da prefeitura para fazer a medição de decibéis nos horários de culto. "Eles não comparecem. Aliás, precisamos de uma série de vistorias para que possamos ter os alvarás definitivos de funcionamento", explicou, informando que o Centro funciona em Londrina há pelo menos dez anos.
Outras reclamações
O caso do Centro de Umbanda Cachoeirinha de Xangô não é o único que foi parar na Justiça. O Centro de Tereza Pinto de Oliveira, a Kaia Undê, no Jardim Olímpico, também chegou a ter audiência judicial para tentar regularizar a situação.
De acordo com Kaia Undê, o Centro foi instalado na Rua do Hipismo quando ainda não havia residências no bairro. "O interessante é que quem está reclamando contra o centro é justamente o morador que deixou material de construção no nosso terreno quando começou a construir a sua casa. Hoje estamos aqui, sendo acionados judicialmente também", desabafou.
O grupo aguarda para breve uma nova audiência em uma das varas cíveis de Londrina.


http://londrina.odiario.com/londrina/noticia/1205329/centro-de-umbanda-protesta-contra-a-intolerancia-religiosa/#ad-image-9


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Re: Contra a intolerância

Mensagem por Convidado em Qui Out 09, 2014 3:36 pm

Oi, Tânia

Obrigado pela postagem dessa reportagem mas a verdade é que em toda a minha vida de Umbandista, eu nunca vi um único terreiro que começasse a tocar atabaques e encerrasse duas horas depois, e você?

A realidade é que as reuniões geralmente são marcadas p/ terem início às 8 h, terminam começando por volta das 9 e se adentrando pela madrugada, certo?

Continuemos...

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Re: Contra a intolerância

Mensagem por Tania Jandira em Qui Out 09, 2014 5:16 pm

Oi Sandra,

Lá no Terreiro começamos por volta das 18 hs e terminamos por voltas 22 hs.

Conheço que trabalhe ainda mais cedo, por ser domingo o dia de sessão.

Bjs e axé!
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Re: Contra a intolerância

Mensagem por Convidado em Sex Out 10, 2014 3:04 am

Creio que vocês sejam uma exceção à regra, certo, ou será que estou enganada?

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Re: Contra a intolerância

Mensagem por Convidado em Sex Out 10, 2014 6:41 pm

Obrigado, Baba, por postar os horários da sua casa. Vou me referir a eles p/ agendar a minha visita a seu Ilê em Março. 

Talvez fossem os terreiros de outrora que se adentravam pela noite...

Parece que essa "praga" evangélica (desculpem a expressão) está mesmo invadindo o Brasil de uma forma terrível (como é o estilo deles) e causando muitos prejuízos a todos. É simplesmente o comércio religioso que os impele. Passei pelo assédio deles na Carolina do Norte (um estado bem no meio do  Cinturão Bíblico) e detestei, mas nunca pensei que eles fossem invadir o Brasil dessa forma.

Continuemos...

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Re: Contra a intolerância

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