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Jogo de Búzios na Umbanda 5 4.2 10

Jogo de Búzios na Umbanda

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Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Eduardo Higa em Ter Abr 09, 2013 9:18 pm

Salve irmãos e irmãs!
Gostaria de saber a opinião dos irmãos a cerca do uso do Jogo de Búzios pelos sacerdotes Umbandistas.
Mesmo não sendo iniciado no culto à Ifá, o sacerdote pode aprender a jogar e a interpretar os búzios? Não é necessário o Sacerdote ser "raspado" para poder aprender a manipular os búzios? Não são somente os Babalawos dos Cultos de Nação que tem o direito de jogá-los?
Essas perguntas me surgiram pois sempre fui interessado no jogo de Búzios e sempre tive um desejo de aprendê-lo e esses dias estava conversando com um amigo umbandista que disse que não confia muito em sacerdotes umbandistas que jogam búzios a não ser que tenham feita uma iniciação no Candomblé.
Aguardo ansiosamente pelas respostas de todos!
Abraços e muito Axé para todos!

Eduardo Higa

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por convidad em Ter Abr 09, 2013 10:01 pm

Eduardo Higa escreveu:Salve irmãos e irmãs!
Gostaria de saber a opinião dos irmãos a cerca do uso do Jogo de Búzios pelos sacerdotes Umbandistas.
Mesmo não sendo iniciado no culto à Ifá, o sacerdote pode aprender a jogar e a interpretar os búzios? Não é necessário o Sacerdote ser "raspado" para poder aprender a manipular os búzios? Não são somente os Babalawos dos Cultos de Nação que tem o direito de jogá-los?
Essas perguntas me surgiram pois sempre fui interessado no jogo de Búzios e sempre tive um desejo de aprendê-lo e esses dias estava conversando com um amigo umbandista que disse que não confia muito em sacerdotes umbandistas que jogam búzios a não ser que tenham feita uma iniciação no Candomblé.
Aguardo ansiosamente pelas respostas de todos!
Abraços e muito Axé para todos!

Olá mano Eduardo!

O que penso tá legal?

Primeiro o termo jogo parece coisa tipo baralho, carteado, mudemos para Oráculo já que o Oráculo do Erindilogun/Merindilogun utiliza-se dos 16 odus. Mas te afirmaria que para muita coisa na Umbanda pode ser decifrada com o jogo de 4 búzios ou do Obi ou ainda da cebola (Àlubósa). Essa técnica de leitura tem por característica uma resposta de SIM/NÃO/TALVEZ.
Se tiver um bom instrutor e tiver mão de jogo pode aprender sim e saber utiliza-lo com destreza e presteza.
Há um ditado Yorùbá que diz: "Ohun ti awa mò ni die, Ohun ti awa kò, náà. Nigbanáà, kínla bí gbodò, nje awa duro abi losi waju?(O que se sabe é pouco, o que se aprende também. Então o que se deve fazer, estagnar-se ou aperfeiçoar-se?)"

Abraços e axé!

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Eduardo Higa em Qua Abr 10, 2013 3:29 pm

Salve irmão!
Obrigado pela correção e pela ótima resposta!
Fico no aguarda das respostas dos demais manos e manas do fórum!
Abraços e Axé!

Eduardo Higa

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Luís Costa em Qui Abr 11, 2013 10:38 am

Olá Eduardo,

Não querendo perturbar teu estudo e o que você pensa e a forma como você cultua a Umbanda, na minha vertente eu não vejo abertura para isso.
Mas já vi coisas como uma casa de Umbanda Exotérica que indica a um iniciante que ele deva se conduzir a um pai de santo externo a casa para saber quem são o pai e mãe de cabeça... eu creio que existam junções mais afro dentro da religião, mas acho que o jogo é próprio do Candomblé e que não se deva misturar alhos com bugalhos.

Salve sua fé e sua coroa.

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por convidad em Qui Abr 11, 2013 10:58 am

Luís Costa escreveu: "não se deva misturar alhos com bugalhos".

Olá Luís!

Entendo bem que foi uma palavra figurativa só não entendi o por que usá-la de forma pejorativa.

O que seria o ALHO e o BUGALHO em seu entendimento?

No Candomblé como na Umbanda não se usa ou não se faz JOGO o que se usa e o que se faz é abertura de ORÁCULOS que podem ser os citados por mim acima e ainda o TAROT entre outros.

Entendo também que no caso Umbanda e bem como descrito a sua necessidade é mínima já que os guias dão toda orientação em palavras do que deva ser realizado, porém já vi entidades se valerem de Oráculos exatamente por fugir talvez de sua alçada já que existe toda uma hierarquia dentro da espiritualidade.

Abraços e axé!

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Luís Costa em Qui Abr 11, 2013 11:09 am

Olá Claudio,

Em momento algum usei de forma pejorativa, e sim no tocante de dizer que uma coisa, NA MINHA HUMILDE VISÃO, não tem nada haver com a outra... só isso!

Acho que é válido o culto dentro da sua vertente, mas como deixei claro, na minha visão não o acho.

Salve cada um na sua fé e na sua coroa.

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por convidad em Qui Abr 11, 2013 1:20 pm

Luís Costa escreveu:Olá Claudio,

Em momento algum usei de forma pejorativa, e sim no tocante de dizer que uma coisa, NA MINHA HUMILDE VISÃO, não tem nada haver com a outra... só isso!

Acho que é válido o culto dentro da sua vertente, mas como deixei claro, na minha visão não o acho.

Salve cada um na sua fé e na sua coroa.

Ok, Luís!

Mas entenda que para fazermos uma afirmação mesmo essa sendo embasada em nossos estudos ou comportamentos há de se dar um entendimento dos porquês e não apenas falarmos que não tem nada a ver.

Quando nos colocamos dessa forma em meu entendimento significa que observamos e somente aceitamos nosso ponto de vista e não o "ponto de vista Umbandistico".

Sendo todos nós como estudiosos da Umbanda/Candomblé e demais religiões nos colocamos sempre não em afirmações e sim nos entendimentos de em uma casa poder haver e noutras não.

Como já deve ter lido aqui na comunidade há pontos sim que entramos quase que em uma guerra acirrada na tentativa muitas vezes de mostrar que determinadas coisas que nos são apresentadas mais como descabidas e infundadas que outras.

Perceba que o próprio Oráculo de 4 búzios é visto com normalidade por Umbandistas ao ponto de transferirem esta caracteristica da imagem de um Preto Velho usando para uma camiseta. Vide link abaixo:

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Luís Costa em Qui Abr 11, 2013 1:27 pm

Olá Claudio,

Eu entendo e respeito, mas como disse desde a minha primeira participação, essa é a visão que eu tenho, como vejo a religião e sendo este um fórum onde opiniões são bem vindas e como o Eduardo, pediu a opinião dos confrades que aqui postam, eu lhe dei a minha. Pode não ser a mais pacífica ou mais aberta, por isso é uma opinião, eu venho digamos da linha dura da Umbanda, que alguns chamam de linha branca, mas vejo vários regimentos como corretos, visto que sigo aquilo que fora passado pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas e seguida por outros até os dias de hoje.

Eu não vejo como correto várias junções da linha afro, acho que existem vertentes que seguem mas na minha prática eu acho "uma coisa uma coisa, outra coisa outra coisa!", não vejo que possamos juntar rituais de uma religião a outra. É como dar comunhão no terreiro... Espero não ter sido mal interpretado foi somente uma opinião.

Salve cada um na sua fé e na sua coroa.

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda

Mensagem por Marco em Qui Abr 11, 2013 3:48 pm

Salvem manos,

Interessante esta discussão, estava para não interferir por ser um assunto com o qual nunca tive grande contacto, mas chegou a um ponto que achei interessante, pois em nossa casa quando há que definir os pais de cabeça, por exemplo, é o preto-velho quem vem lançar os busios. Não se sei isto é raro ou frequente, até gostava de ouvir vossas opiniões sobre isso.

Mas, o que observo, é que de uma maneira ou outra, uma entidade do terreiro (de Umbanda) está trazendo para dentro deste o oráculo. Não sei se o PV tem fundamento no candomblé ou não, só observo o que esta a praticar. Também é verdade que não o faz dentro de uma gira, quando o faz é sempre em recolhimento.

Essa questão dos costumes afro dentro da Umbanda, também é interessante, mas gostava de saber se as linhas como a do mano Luis, que afastam alguns costumes/rituais por serem afro, usam os atabaques, por exemplo, pois pelo que sei são também dessa origem.

Axé

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Luís Costa em Qui Abr 11, 2013 3:59 pm

Olá Marco,

Isso que trouxe é bem interessante, por que eu entendo que a entidade pode ter seu trabalho centrado em várias vertentes ou pode até ser oriundo delas em suas outras trajetórias, mas por exemplo se a casa não tivesse a nuance de aceitar tal rito ele faria?
Sobre a pergunta, existem casa que adotaram o tambor, usado já antigamente na ritualística dos índios também e existem casas como as de origem dessa Umbanda trazida pelo Caboclo da 7 Encruzilhadas quem nem mesmo o usam e dentro da sua ritualística tem uma mesa bem conhecida dos kardecistas. Mas não vejo nada contra o uso do atabaque, eu acho que o rito do jogo de búzios muito mais do Candomblé que da Umbanda, pois tem a preparação toda o caso das raspagens coisas que dentro daquilo que vivo e acredito serem muito próprios de outros matizes, somente isso.

Salve cada um na sua fé e sua coroa.

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por convidad em Qui Abr 11, 2013 7:48 pm

Luís Costa escreveu:

Eu não vejo como correto várias junções da linha afro, acho que existem vertentes que seguem mas na minha prática eu acho "uma coisa uma coisa, outra coisa outra coisa!", não vejo que possamos juntar rituais de uma religião a outra. É como dar comunhão no terreiro... Espero não ter sido mal interpretado foi somente uma opinião.

Salve cada um na sua fé e na sua coroa.

Então Luís, eu te entendi muito bem o que não "aceito" mesmo sendo uma visão é as afirmações que os Umbandistas da vertente C7E apregoam e te digo isso fundamento no que seja ou o que tenha dado origem tanto a palavra Umbanda como sua forma de culto. Inclusive é tema do novo trabalho do grupo EscrevAyê.

Perceba que quando você quis se expressar você uso o termo por mim sublinhado. Na Umbanda não podemos afirmar o que "CORRETO" ou o que deixa de "SER" mesmo por que ela é rica em vertentes e em rituais.

Em momento algum mano foste mal interpretado, mas como estamos aqui é um espaço para debatermos e torcermos ou espremermos os "sucos das laranjas".

Abraços e axé!

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por convidad em Qui Abr 11, 2013 7:55 pm

Luís Costa escreveu:pois tem a preparação toda o caso das raspagens coisas que dentro daquilo que vivo e acredito serem muito próprios de outros matizes, somente isso.

Salve cada um na sua fé e sua coroa.

Olha o que disse lá acima mano Luís!

Quem te ensinou que para utilizar qualquer que seja o Oráculo tem que passar por Rituais de iniciação que usem de raspagem, (Acredito eu do cabelo, correto?).

Não!

Não existe determinação de que um olhador de Oráculo tenha que raspar, quando muito e não no caso aqui pedido, ele passa por Rituais diferentes, mas isso em casos de Babalorisa e de Awofá que dentro do preceito ai sim da religião que praticam, também se iniciam naquela cultura a um Òrìsà (Orixá).

Abraços e axé!

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda e vertentes

Mensagem por Tania Jandira em Qui Abr 11, 2013 10:06 pm

Luís Costa escreveu:Olá Claudio,

Eu entendo e respeito, mas como disse desde a minha primeira participação, essa é a visão que eu tenho, como vejo a religião e sendo este um fórum onde opiniões são bem vindas e como o Eduardo, pediu a opinião dos confrades que aqui postam, eu lhe dei a minha. Pode não ser a mais pacífica ou mais aberta, por isso é uma opinião, eu venho digamos da linha dura da Umbanda, que alguns chamam de linha branca, mas vejo vários regimentos como corretos, visto que sigo aquilo que fora passado pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas e seguida por outros até os dias de hoje.

Eu não vejo como correto várias junções da linha afro, acho que existem vertentes que seguem mas na minha prática eu acho "uma coisa uma coisa, outra coisa outra coisa!", não vejo que possamos juntar rituais de uma religião a outra. É como dar comunhão no terreiro... Espero não ter sido mal interpretado foi somente uma opinião.

Salve cada um na sua fé e na sua coroa.

Oi mano Luis!
Só para entender sua visão... você não acha só correto a junção com cultos afro, e com outros cultos religiosos, pode? E se sim, por que só com os cultos afro não pode? Ou seriam só algumas práticas?

Mano, há muito que precisamos estudar... não temos como negar a influência de ritos e práticas de cultos afros na Umbanda. Acabei de escrever que a Umbanda do Zélio praticava o amaci em outro post... de que cultos religiosos essa prática vem?

Candomblé é uma religião diferente da Umbanda, ok, mas não há como negar que a Umbanda sofreu influências de cultos africanos presentes no Brasil.

Sobre os ensinos do Zélio mano... tem um grupo que estuda isso e diz que HOJE só há 2 Terreiros que o seguem. A da filha dele e um outro em outro estado brasileiro. O resto, mesmo as tendas que foram filiais já modificaram seus ritos, que tanto pode ser por conta da " história" pessoal do sacerdote, como pelas orientações do Guia Chefe.

Abração e axé!


Última edição por Tania Jandira em Seg Abr 22, 2013 9:47 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Qui Abr 11, 2013 10:10 pm

Eduardo Higa escreveu:Salve irmãos e irmãs!
Gostaria de saber a opinião dos irmãos a cerca do uso do Jogo de Búzios pelos sacerdotes Umbandistas.
Mesmo não sendo iniciado no culto à Ifá, o sacerdote pode aprender a jogar e a interpretar os búzios? Não é necessário o Sacerdote ser "raspado" para poder aprender a manipular os búzios? Não são somente os Babalawos dos Cultos de Nação que tem o direito de jogá-los?
Essas perguntas me surgiram pois sempre fui interessado no jogo de Búzios e sempre tive um desejo de aprendê-lo e esses dias estava conversando com um amigo umbandista que disse que não confia muito em sacerdotes umbandistas que jogam búzios a não ser que tenham feita uma iniciação no Candomblé.
Aguardo ansiosamente pelas respostas de todos!
Abraços e muito Axé para todos!

Olá mano Eduardo!
Eu entendo como o Kamabami citou em sua 1ª resposta.
Mas me diz uma coisa, que fiquei curiosa. Você diz que estuda uma vertente. Nela se joga búzios? Qual a visão dela sobre isso?
Você entende que é necessário ser sacerdote para se jogar búzios? Tem o desejo de ser um sacerdote de Umbanda?

Abraços e axé!

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda e vertentes

Mensagem por Marco em Qui Abr 11, 2013 10:22 pm

Sobre a pergunta, existem casa que adotaram o tambor, usado já antigamente na ritualística dos índios também e existem casas como as de origem dessa Umbanda trazida pelo Caboclo da 7 Encruzilhadas quem nem mesmo o usam e dentro da sua ritualística tem uma mesa bem conhecida dos kardecistas.

Salve mano Luis,

a mana Tania foi mais rápida a por a questão que vou colocar, mas mesmo assim vou po-la do meu jeito:

Então "importar" o tambor dos índios esta tudo bem, mas se for atabaque já é "africanisse"?

Se for jogo de busios africano não tem cabimento, mas se for uma mesa kaderkiana , francesa/Europeia, já pode?

Já agora me desculpe a brincadeira mano e se for uma tábua Ouija, já pode?

Axé.

Marco

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda e vertentes

Mensagem por Luís Costa em Sex Abr 12, 2013 11:07 am

Olá a todos,

Vou tentar responder a todos, a minha visão vem do ver sentido no estabelecimento de certas práticas, por exemplo, por que do jogo de búzios se os mentores estão ali para ajudar. Outro ponto, como sabem a linha de Umbanda de cada um tem seus preceitos advindos de várias culturas, como toda religião, o que não vejo como certo é importar o culto sem ter nenhuma junção aparente, por que acho interessante, como já me disseram certa vez: "...cada um na sua vertente com seus costumes!".
Como bem disse o Cláudio e eu tentei deixar isso claro, na minha visão na vertente que sigo não vejo necessidade das junções hoje a Umbanda para mim é bem distante das matizes africanas tomando o seu próprio caminho, pois creio na Umbanda como religião brasileira advinda de outras cultos, mas tendo seu próprio caminho...

Respondendo ao Marco, não acho que seja discriminação com os cultos só diante daquilo que é o caminho a que se quer seguir, só isso, no caso a minha vertente tem mais haver no pensamento com as ideias de Kardec e conhecimentos Orientais do que com as ideias encarnatórias dos cultos afros, só isso. Acho duas vertente bem distintas pensando na vertente que sigo, lembremos que existem várias Umbandas, e cada qual com sua forma de ver, o que fiz foi expressar a minha forma.

Respondendo a Tania, eu não estou negando influencia, mas cada qual pode beber da fonte de outras religiões sem trazer para si o que não acha correto, por exemplo o Judaísmo e o Cristianismo. Sobre as mudanças a vertente que goste é meio alterada, mas mantendo a base, a linha seria a Umbanda do Caboclo Mirim ou Escola da Vida, essa se baseia em conhecimentos advindos também dos Orientais e dos Índios, coisa que já existia antes da Umbanda do Zélio, mas que fora bem modificada. Ainda gosto de várias coisas colocadas pelo Matta e Silva, na Umbanda Exotérica lá na raiz, mas também discordo de outras.

Espero que não me entendam, mal mas é uma visão dentre muitas, e somente a expressei, foi somente uma resposta a um questionamento onde exprimi a minha opinião diante dela, que é fruto de estudo e de similaridade de pensamento de um grupo, que fundou uma vertente dentro da Umbanda.

A quem se interessar, deixo aqui um link [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] onde um amigo conseguiu nos arquivos da Biblioteca Nacional e em outras fontes informações de uma entrevista do Sr. Benjamim Figueredo e do Sr. Zélio sobre a origem e as bases da vertente de Umbanda fundada por eles.

Salve a todos na sua fé e sua coroa.

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda e vertentes

Mensagem por Marco em Sex Abr 12, 2013 11:43 am

Olá mano Luís,

Vou tentar responder a todos, a minha visão vem do ver sentido no estabelecimento de certas práticas, por exemplo, por que do jogo de búzios se os mentores estão ali para ajudar.

Usando o que já aprendi aqui neste blog, vou tentar comentar. Então os guias são espíritos que buscam a evolução como nós. E como nós estão no caminho. Logo não têm todo o conhecimento nem acesso a toda a informação, ou seja, têm os seus limites como nós. Dai a necessidade de recorrer a fontes que consigam atingir limites mais amplos.

Mas já vi coisas como uma casa de Umbanda Exotérica que indica a um iniciante que ele deva se conduzir a um pai de santo externo a casa para saber quem são o pai e mãe de cabeça...
Como fica então? Os guias desta casa são piores que os outros??

Como bem disse o Cláudio e eu tentei deixar isso claro, na minha visão na vertente que sigo não vejo necessidade das junções
Até aqui tudo pacifico, penso que é generalizadamente aceite que a Umbanda tem flexibilidade suficiente para aceitar e abraçar isso e mais, de uma vertente. A questão surge, quando o mano generaliza para a Umbanda, que ela precisa ou não, ai é que o arroz pega...

mas acho que o jogo é próprio do Candomblé e que não se deva misturar alhos com bugalhos.

Daqui meu comentário anterior, a mesa de kardek é menos bugalhos que os busios, porque?? Porque uma vertente acha?

Uma das principais características que sempre me fascinou na Umbanda, foi a capacidade desta de aceitar sem julgar quem chega, independente da bagagem que trás, quer seja judeu, católico, muçulmano, kadercista, ...etc. Por isso não consigo entender que dentro da própria, haja questões de aceitar ou não o que uma ala pratica ou deixa de praticar.

Mano, não estou entendendo mal nada do que diz, estou só trocando pontos de vista.

Aranuam.

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda e vertentes

Mensagem por Luís Costa em Sex Abr 12, 2013 11:58 am

Olá Marco,

Acho que uma coisa que pode, ter sido mal interpretado lá em cima, e que deixei claro...

Luís Costa escreveu:
Não querendo perturbar teu estudo e o que você pensa e a forma como você cultua a Umbanda, na minha vertente eu não vejo abertura para isso.

Sempre falei da minha vertente, nunca disse nada das outras vertentes... Isso fica claro aí!

Marco escreveu:
Então os guias são espíritos que buscam a evolução como nós. E como nós estão no caminho. Logo não têm todo o conhecimento nem acesso a toda a informação, ou seja, têm os seus limites como nós. Dai a necessidade de recorrer a fontes que consigam atingir limites mais amplos.

Como você disse eles estão em elevação, mas num patamar mais alto que o nosso por isso de poderem vir e ajudar, e se tem méritos para isso e já estão aqui por que buscar outras fontes? Acho interessante o senso crítico de buscar saber por outros guias (visto a interferência!) e mais do que nunca pelos seus, mesmo que esses não incorporem, através de sonhos e da intuição.

Marco escreveu:
Como fica então? Os guias desta casa são piores que os outros??

Acho tão somente descabido buscar fundamento em algo que nessa casa não se pratica, na casa não tem jogo de búzios, entendeu? Aí você me diz que eu preciso procurar alguém da confiança dele para jogar. Estranho, não?

Marco escreveu:
Uma das principais características que sempre me fascinou na Umbanda, foi a capacidade desta de aceitar sem julgar quem chega, independente da bagagem que trás, quer seja judeu, católico, muçulmano, kadercista, ...etc. Por isso não consigo entender que dentro da própria, haja questões de aceitar ou não o que uma ala pratica ou deixa de praticar.

Cada um tem sua visão, eu já não acho esse pluralidade tão boa assim, pois perde um pouco a característica dela, própria que advêm de quem a criou e buscou distingui-la das demais. Em outros lugares já tive debates como esse e até com a própria Tania, não vejo mal a quem veja a Umbanda assim, mas acho que não cabe naquilo que acredito e vivo. São coisas diferentes.

Salve sua fé e sua coroa.

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda e vertentes

Mensagem por convidad em Sex Abr 12, 2013 12:19 pm

Mano Luís sabemos que fala de sua vertente e da mesma forma não estamos nós falando de você e sim tentando ter/obter uma fundamentação de sua vertente através das palavras que nos trouxe.

Veja bem não compactuar não nos dá a razão para dizer que não existe ou que não tenha efeito ou ainda que não pode existir para que não haja mistura se somos sabedores de que tanto o Candomblé como a Umbanda são religiões brasileiras pois religião africana é outra coisa e se chama Culto indígena africano e não Candomblé de Ketu, Candomblé de Gegê ou de Angola/Kongo entendeu?

Verdade seja dita não sei se felizmente ou infelizmente somos sabedores de que as vertentes de Zélio ditadas pelo C7E não são muito bem vistas por grande parte dos Umbandistas assim como as escolas do CM , PM e S.

Aliás quem teve oportunidade de assistir os filmes de iniciações e diplomação de tais escolas se assusta primeiro pela quantidade, segundo pela total falta de conhecimento seja de história, geografia e principalmente religiosa.

Entenda que não quero com isso agredir sua escola, não é esse o caso mas para darmos afirmações devemos embasar as mesmas em vários artigos, experiencias, livros, antropologias e etc...

Nosso querido mano Jairton de Souza que infelizmente já não está mais entre nós poderia endossar minhas palavras trazendo de seus estudos coisas comprobatórias como cansou de fazê-las.

E nem por isso ele desmentiu a versão dada sobre a palavra Umbanda ter outra origem senão Banta.

Se não m engano aqui mesmo no forum há algo sobre AH - UM - BAN - DAN. Uma palavra de origem de um idioma perdido...

Bem se foi perdido a pergunta fica, quem traduziu? Como podê a pessoa saber o significado de cada letra ou sílaba? Em que ela baseou-se?

Bem diferente dos desenhos e hieróglifos Egípcios, Zulus e etc....

Abraços e axé!

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Buzios e outras práticas afros na Umbanda e vertentes

Mensagem por Tania Jandira em Sex Abr 12, 2013 12:23 pm

Olá mano Luis!

Eu compreendo o que você diz, mas me permito ainda conversar mais um pouco...

Alguns estudos vão mostrar que até a visão de índio em algumas bandas da Umbanda descredenciavam as práticas rituais indígenas brasileiras como atrasadas.... daí verem espíritos de índios presentes na Umbanda, como espíritos de índios de outros países que julgavam mais evoluídos, quiçá de índios de outras galáxias, como também algumas bandas acreditam.

Se não bastava dizerem ( o que concordo) que os espíritos de índios que se apresentam na Umbanda podem não ter sido índios mesmo... ainda aumentam seus dizeres, dizendo que estes espíritos são padres e mestres orientais e cósmicos.

Isso bate com o que estivemos discutindo por aqui em relação a nomes de entidades ilustres na Umbanda.
O que para mim tem tudo a ver com os ditos do Kardecismo também, pois importa para eles o dito e o feito pelo espírito e não o nome com que se apresentam.
Tem até uns que dão NOME "X" e não houve necessidade de se dizer quem é esse ilustre "X".
Uma das coisas que realmente não gosto é de que algumas bandas da Umbanda sempre se utilizam de " figuras históricas" para se legitimar.
Isso vai para mim, contra a Umbanda onde o espírito que se apresenta para nós não necessita ser reconhecido por seus feitos anteriores.
E isso infelizmente vem de Umbandas mais cristãs e esotéricas.

Cultos indígenas no país, como o catimbó-jurema também foram atacados pelo Mata e Silva e outros como atrasados. Esses cultos que conhecemos também conformaram a Umbanda.

Quem for estudar de fato até mesmo sua vertente, pode ver se tiver isenção, que sempre se pode resignificar uma prática... e em alguns momentos se isso for feito para " descredenciar" um culto religioso, seja qual for... bem, eu ficaria com o pé atrás.
É disso que não gosto, quando essas mesmas bandas da Umbanda continuam descredenciando algumas práticas usadas na Umbanda, com intenções de desqualificá-las.

Se me permite um conselho.... que aprendi em fóruns de debates... sempre digo que posso falar por mim, pela minha prática, pela minha banda da Umbanda e não pela Umbanda.
Isso evita que entendam que pretendo uma UNIVERSALIZAÇÃO de conceitos e práticas de Umbanda ou achar que pretendo dizer o que é correto ou não para a Umbanda no plural.

Eu não conheço a vertente do Benjamim a fundo. Sei que há várias disputas até entre filhos carnais dele, sobre quem realmente o seguem ou não. O que vejo mano nessa prática da Umbanda é que ela é bem mais cristã até do que a do Zélio.

Se há influências orientais, não sei.....conceitos? práticas??? Um apetrecho, como cristais???
Isso sempre para mim fica meio no ar com todos que dizem ter influência de cultos orientais.... o que vejo nesse sentido e me desculpe a sinceridade, na maior parte das vezes, é uma tentativa de citar o oriental, como uma forma de se dizer mais evoluído, mas antiga.....esquecendo que mesmo em cultos orientais antigos havia muita atrocidade ( fruto de uma consciência e de um tempo histórico), assim como entre cultos religiosos cristãos e não cristãos.

Eu ainda entendo que as práticas de Umbanda aproveitaram tudo de bom de vários cultos religiosos presentes no país... só que o que é" bom" para uns, não o é para outros.

Abraços, axé e continuemos


Última edição por Tania Jandira em Seg Abr 22, 2013 9:53 pm, editado 1 vez(es)

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Indígenas??

Mensagem por convidad em Sex Abr 12, 2013 12:32 pm

Tania Jandira escreveu:

Olá mana Tania!

Então mas também me deixou confuso, pois fala de índios mas não coloca os africanos como tais. Por que?

Os africanos também são índios ou eram, apenas tinham uma cultura diferente dos índios brasileiros como dos índios americanos.

Mas compartilhavam de formas iniciatórias quase que idênticas, de comidas quase que idênticas, de vestimentas quase que idênticas, de objetos quase que idênticos, de armas quase que idênticas e até da cor de suas peles que sempre foram diferenciadas das tribos europeias que tinham a pele mais clara.

Todos nós somos indígenas, apenas a evolução social é que diferenciou, mas não a sabedoria.

Abraços e axé!

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Pluralidade da Umbanda, visões diferentes de sua origem

Mensagem por Marco em Sex Abr 12, 2013 1:14 pm

Voltando..

Cada um tem sua visão, eu já não acho esse pluralidade tão boa assim, pois perde um pouco a característica dela, própria que advêm de quem a criou e buscou distingui-la das demais.

Mano, e quem a criou??

Temos aqui no forum, vários irmão que dizem que estão em casas que abriram no século 19, o sr C7E só apareceu no inicio do 20...

Veja bem, atentando as actas da reunião, ele manifesta-se no dia 15, dá inicio do atendimento no dia 16, e tem já centenas de pessoa a porta... como essas pessoas ficaram sabendo.. se era uma coisa totalmente nova, como conseguiu tanta credibilidade em poucas horas????

Para não falar de quem defenda que a Umbanda tem milhares de anos...

Ou que teve outros emissários anteriores:
Existem inúmeros conceitos e histórias acerca do surgimento da Umbanda, possuindo cada um deles seu fundamento religioso.

Preferimos dizer que a Umbanda é uma religião milenar e brasileira em suas origens. O termo Umbanda nunca existiu em outro lugar fora do Brasil. A palavra Umbanda é derivada da palavra AUM-BHAN-DAN que significa o Conjunto das Leis Divinas.

Era considerada a Religião-primária, composta pelos quatro pilares do conhecimento humano (Arte, Filosofia, Ciência e Religião). Era, na época, a única Religião-Ciência da humanidade. Ao fragmentar-se, daria origem às religiões, filosofias, ciências e artes de todos os tempos. É por isso que muitos dizem que a Umbanda é uma mistura de religiões. Na verdade, de acordo com os conceitos esotéricos das escolas iniciáticas, todas as outras religiões teriam surgido, ao longo dos milênios, a partir da fragmentação do Aumbandan, que ocorreu em plena Atlântida. Portanto, tanto na Lemúria quanto na Atlântida, o Aumbandan era o Conhecimento-uno, transmitido a todos pela pura raça vermelha, a primeira raça a habitar o planeta Terra.

A palavra, no Antigo Egito, era sinônimo de criação.

A tradição nos leva a crer que o Movimento Umbandista teve a sua idealização há cerca de 500 anos no Plano Astral, já na época do descobrimento do Brasil. Vários espíritos, então, foram convocados para já na espiritualidade organizar o movimento que iria emergir no solo brasileiro, local escolhido para esse ‘re’surgimento.

A partir daí era esperar o momento certo para a UMBANDA renascer.

Em 1898, após a abolição da escravatura, uma entidade chamada Caboclo Curugussú preparava o ambiente Astral do Brasil para a reimplantação do AUMBHANDAN. Este, todas as vezes que incorporava, dizia ter vindo trazer a Umbanda. Isso começou a acontecer tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. Além de dizer que vinha trazer a Umbanda, ele dizia ser emissário da pura raça vermelha, ou seja, os caboclos missionários que coordenam o movimento umbandista atual, dos planos superiores, não são os índios que Cabral encontrou ao chegar no Brasil, muito menos os atuais remanescentes das tribos indígenas brasileiras, mas espíritos muito evoluídos da antiga raça vermelha, que habitou a terra do Cruzeiro do Sul há milênios.

Mas me parece estranho também o mano dizer:
Cada um tem sua visão, eu já não acho esse pluralidade tão boa assim, pois perde um pouco a característica dela, própria que advêm de quem a criou e buscou distingui-la das demais.

Quando estas são as palavras de quem penso, se refere que a criou:
“Vim para fundar a Umbanda no Brasil, aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos e os índios nativos de nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor , raça, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto”

Mano, por favor, não entenda isto como um "ataque" a si ou as suas ideias, é só um "retirar de suco"..

Axé

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Pluralidade da Umbanda, visões diferentes de sua origem

Mensagem por Luís Costa em Sex Abr 12, 2013 1:18 pm

Olá Claudio,

Concordo Plenamente!

Claudio El-Jabel escreveu:
Veja bem não compactuar não nos dá a razão para dizer que não existe ou que não tenha efeito ou ainda que não pode existir para que não haja mistura se somos sabedores de que tanto o Candomblé como a Umbanda são religiões brasileiras pois religião africana é outra coisa e se chama Culto indígena africano e não Candomblé de Ketu, Candomblé de Gegê ou de Angola/Kongo entendeu?

Mas em momento algum disse que não existia, e sim que não via como correto, isso é opinião...

Claudio El-Jabel escreveu:
Verdade seja dita não sei se felizmente ou infelizmente somos sabedores de que as vertentes de Zélio ditadas pelo C7E não são muito bem vistas por grande parte dos Umbandistas assim como as escolas do CM , PM e S.


Entenda que não quero com isso agredir sua escola, não é esse o caso mas para darmos afirmações devemos embasar as mesmas em vários artigos, experiencias, livros, antropologias e etc...

E nem por isso ele desmentiu a versão dada sobre a palavra Umbanda ter outra origem senão Banta.

Se não m engano aqui mesmo no forum há algo sobre AH - UM - BAN - DAN. Uma palavra de origem de um idioma perdido...

Bem se foi perdido a pergunta fica, quem traduziu? Como podê a pessoa saber o significado de cada letra ou sílaba? Em que ela baseou-se?

Bem diferente dos desenhos e hieróglifos Egípcios, Zulus e etc....

Concordo também que tais linhas não são bem vistas por serem chamadas de preconceituosas e não abarcarem várias idéias, e serem contra as demais linhas, não sou tão duro assim, acho que cada qual segue aquilo que mais lhe apetece ou é mais afim a sua vibração.
Sobre os questionamentos sobre as origens no link que deixei fala-se sobre a palavra que antes era usada e no livro do Matta e Silva, Umbanda e o Poder da Mediunidade, ele discorre da origem do cisma de Irshu e coisas afim que os maçons estudam bastante deixo outro link [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].

Salve sua fé e sua coroa.

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influências de cultos religiosos na Umbanda

Mensagem por Luís Costa em Sex Abr 12, 2013 1:22 pm

Olá Tania,

Tentando esclarecer.
Tania Jandira escreveu:
Tem até uns que dão NOME "X" e não houve necessidade de se dizer quem é esse ilustre "X".

Se cita o irmão X que escrevia através do Chico, se não estou enganado ele se apresentou posteriormente, sendo o escritor Humberto de Campos, [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]. Só fazendo esse adendo.

No tocante:
Tania Jandira escreveu:
Se há influências orientais, não sei.....conceitos? práticas??? Um apetrecho, como cristais???

No livro escrito pelo Sr. Benjamim Figueredo, podemos ver várias nuances das citações orientais como nas energias prânicas e nas hierarquias ancestrais, só para citar. Além disso podemos ir buscar com o Matta e Silva em autores como H.P. Blavatsky a origem de muitas religiões e cultos.

Eu só não entendo, por que de acharem que eu citei em algum momento, que isso seria para a Umbanda, se desde o inicio eu citei que era a visão dentro da minha vertente e naquilo que conheço como Umbanda.

Salve sua fé e sua coroa.

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Pluralidade da Umbanda, visões diferentes de sua origem

Mensagem por Luís Costa em Sex Abr 12, 2013 1:46 pm

Olá Marco,

Eu entendo que existiam outros cultos, mas não se usava o nome Umbanda, ou se usava? Eu vejo que hoje vários cultos, como o Vale do Renascer (não sei se já ouviu falar?) se intitulam Umbanda e não acho que a coisa seja por aí... Vejo na métrica criada pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas o começo da instituíção de um conceito mais antigo que advêm de outras culturas, tal como descrito pelo Matta e Silva


Para não falar de quem defenda que a Umbanda tem milhares de anos...

Eu acredito que a ideia já existia, é milenar mesmo! E que fora deturbada por alguns povos como podem ver em mais um texto [/quote][Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].


Ou que teve outros emissários anteriores:

Não vejo um vejo vários, pois todos os caminho estão certos se levam a Deus. Mas creio que não podemos colocar tudo dentro do mesmo guarda-chuva por similaridade, vejo que cada um tem suas nuances próprias e por isso são denominados vertentes diferentes tendo suas crenças diferentes, autores próprios, rituais próprios, etc etc.

Vou citar uma música do MV Bill, não em tom de deboche e nem ofensivo, mas é o que sinto por me espressar:

Código:

Olhos abertos fixados no céu
Perguntando a Deus qual será o meu papel.
Fechar a boca e não expor meus pensamentos
Com receio que eles possam causar constrangimentos


Salve sua fé e sua coroa.

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Multiálogo sem constrangimento

Mensagem por Marco em Sex Abr 12, 2013 3:54 pm

Mano Luis,

Eu preferia que isto não fosse um dialogo, que fosse um multialogo, mas não posso de deixar de dizer uma coisa, nenhum assunto ou posição de nenhum dos membros deste blog me da ou causa nenhum constrangimento.

O dia que seja obrigatório alguém saber tudo sobre um assunto para emitir a sua opinião, vai ser um dia muito silencioso.

A missão de Sócrates
« O seu amigo Querofonte, um dos intímos do pequeno grupo, tinha ido consultar o oráculo de Delfos para saber se havia alguém mais sábio do que Sócrates, ao que a Pítia respondera pela negativa.
- Tenho a consciência de que não sou nem muito nem pouco sábio. Que quererá ele dizer quando afirma que sou o mais sábio? » ( in Wolff, página 37)

«- Fui procurar um desses homens que passam por sábios, certo de que poderia pôr à prova o oráculo e dizer-lhe claramente em seguida: eis um homem mais sábio do que eu e tu declaraste-me o mais sábio. Examinei, então atentamente esse homem e, há medida que fui dialogando com ele, a impressão com que fiquei foi que esse indivíduo parecia sábio para muita gente, sobretudo para ele próprio, mas que de modo nenhum o era. Retirei-me pensando, afinal sou um pouco mais sábio do que ele. Com efeito, é possível que nenhum de nós saiba nada de importante; só que ele pensa que sabe, embora não saiba; ao passo que eu, se nada sei, também não considero que sei. Em suma, parece-me que sou um pouco mais sábio do que ele, quanto mais não seja pelo facto de não considerar saber aquilo que não sei.» ( in Wolff, página 38)

continuemos...

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Eduardo Higa em Sex Abr 12, 2013 3:56 pm

Salve irmãos e irmãs!

A irmã Tânia disse: "Mas me diz uma coisa, que fiquei curiosa. Você diz que estuda uma vertente. Nela se joga búzios? Qual a visão dela sobre isso?
Você entende que é necessário ser sacerdote para se jogar búzios? Tem o desejo de ser um sacerdote de Umbanda?"


Então irmã, ainda não sei direito qual o posicionamento da vertente que estudo sobre esse tipo de prática, mas creio que não haja nenhuma restrição em relação a isso, até porque tem um sacerdote formado nessa mesma vertente que atende com o Merindilogun. Pretendo enviar um e-mail perguntado sobre isso ao Pai Rubens ou à outros sacerdotes da mesma banda.

Sim irmã, tenho a consciência de que se deve ser um sacerdote para jogar búzios e se essa for a minha missão que assim seja! O desejo em si eu tenho, não para obter poder ou status perante os homens/sociedade mas para ter o prazer também de fundar uma casa de caridade onde eu possa repassar o que aprendi ao longo dos anos. Isso eu deixo nas mãos de Deus e dos Sagrados Orixás, que acima de tudo a vontade Deles seja feita (=

Sou um admirador da cultura Africana e seus cultos. Embora eu tenha escolhido meu caminho na Umbanda, não posso negar que tenho uma "queda" também pelos Cultos de Nação rs.
Abraços! Axé!
Continuemos...

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Pluralidade da Umbanda e mal entendidos

Mensagem por Luís Costa em Sex Abr 12, 2013 4:09 pm

Olá Marco

As intervenções são livres, só achei que o meu posicionamento, foi interpretado de forma errada e gerou um tipo de constrangimento, por que alguns não acham certo o meu ponto de vista, só isso!

Não deixo de ver que temos origens africanas, só que não acho certo cultuar como é próprio de outras religiões, por exemplo citando o kardecismo, não acho que tenha que doutrinar espírito que se julgam sem luz. Se ele teve permissão para tomar parte é por que traz algo a baila que será de importância... Isso é somente um exemplo de como coisas são tidas como úteis e outras não, na minha vertente não tem entrega, bori, raspagem, catulagem, sacrifício... é a abordagem que se achou mais conveniente para um ramo da sociedade, mas cada um tem a sua forma de ver e aquilo que trouxe consigo da sua história e o que acha correto sempre o irá acompanhar, entende?

Nunca quis ser pejorativo e nem me mostrar que sei mais ou menos, somente expressei a minha visão, que como o Claudio enumerou não é bem vista por vários... mas como disse Sr. Benjamim na entrevista que deixei aqui o link: "...uns cultuam de uma forma e nós cultuamos a nossa maneira dentro de nossas casas."

Marco escreveu:
Eu preferia que isto não fosse um dialogo, que fosse um multialogo, mas não posso de deixar de dizer uma coisa, nenhum assunto ou posição de nenhum dos membros deste blog me da ou causa nenhum constrangimento.

O dia que seja obrigatório alguém saber tudo sobre um assunto para emitir a sua opinião, vai ser um dia muito silencioso.

As história é show de bola, já conhecia...

Salve sua guarda e sua coroa.

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influências de cultos religiosos na Umbanda

Mensagem por Marco em Sex Abr 12, 2013 4:23 pm

Mano Luís,

Por acaso gostava de ver, quanto mais não seja por puro exercicio mental, no que se tornaria a Umbanda se fosse expurgada de tudo que fosse influencia de outra cultura ou religião. Pelo que entendo a sua vertente é das que mais se aproxima disso pelo lado africano, só falta agora retirar a influencia de Kardek, e Cristianismo... será que sobra alguma coisa?

Juro que se me sair a mega.. que aqui chamamos de Euromilhões, vou fazer um cruzeiro e visitar todos os terreiros que puder, dando prioridade aos dos manos aqui do forum... Wink

Axé

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por José Roberto em Sex Abr 12, 2013 4:38 pm

Irmão Luís...

Costumo dizer que as discordâncias me fazem pensar e testar minhas teorias. Assim minhas convicções ou ganham mais força ou são substituídas por convicções melhores.

E não se sinta exprimido ainda... Pois, além de mim, faltam muitos a lhe questionar... kkkk


Eduardo

O Rubens joga búzios e sua vertente passou a reconhecer o título de Babalawo, quando de um acordo feito no início de 2011 com outros dirigentes e federações.



Beijos nos corações de todos.


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Pluralidade da Umbanda, debates para PENSAR

Mensagem por Laércio em Sex Abr 12, 2013 6:58 pm

ola, pegando uma ponta da conversa pelo final, já que pelo meio me perdi, digo que poucos praticam "in natura" o que foi pregado pelo mito formador.

Por exemplo, o pupilo do ww matta e silva, o rivas, modificou em muito os conceitos a partir da FTU, e pelo que sei, houve até cisões entre grupos, da chamada "ordem do cruzeiro do sul" e os nomes iniciáticos que mais pareciam gurus indianos.

Dentro da religião, seja qual for, sempre haverá grupos fundamentalistas e grupos renovadores, grupos reacionários e grupos revolucionários.
Há também algo chamado "contra fatos não há argumento" e dentro deste contexto, a umbanda vem a cada dia se readaptando dentro dos fatos.Arquivos históricos foram abertos, os museus e antropologia deram uma nova face quanto ao estudo dos grupos afros, e quanto as etnias indigenas brasileiras, pouco se sabe, e pasmem, tem mais material do indio brasileiro na frança e inglaterra.

costumo dizer que temos que dar os direitos de fato a quem é, e no caso da umbanda, não tem como negar a cultura afro, a indigena e também os conceitos europeus e até asiáticos dentro dela.
Como já debatemos tantas vezes, temos até ritos islâmicos, como a forma de se ajoelhar e bater a cabeça no chão, com as mãos estendidas.
contudo, não torna a umbanda do islã e nem pelo fato de ter jesus no congá, católica.

quando fomentei com a mana tânia de formar um forum de debates , a intenção não era de tentar enfiar na guela de nínguem conceitos ou uma umbanda única ou a umbanda de "meu terreiro", como tantos grupos que tem ou já vi na net, nestes quase 20 anos de internet no Brasil.

Nosso intuito é de fomentar o debate, entender o "porque " foi feito de tal maneira ritos e formas.
Posso até repudiar veemente o nazismo, mas repudiar sem entender o que os levou a "verdade deles" será ignorância de minha parte.

O que procuramos fazer neste grupo, é que as verdades de cada um sejam expostas, mas que sejam embazadas em um contexto que haja pelo menos fatos, cola, que tenha e demostre algo palpável.

A tempos soube de um terreiro aqui em nossa região que fez "campo de pouso para disco voador" e as pessoas se sentam ao luar, meditam, ai baixa um preto vleho, que pelo conceito deles é um mestre ascencionado que traz mensagens de alan kardec e sua familia que vive em outra galáxia.
Tudo bem, cada um com a loucura que mais apetece.Como digo as vezes, "vai que receber entidade é tudo coisa de minha cabeça".Tudo bem, que até seja, que sejamos todos loucos, mas temos algo ético que nos une, que é NÃO CAUSAR DANO.

quando cito não causar dano, abro campo não só a danos espirituais, ou "supostos" como diria o padre quevedo, mas materiais, físicos e psicológicos, sem falar de coasão, e a prática de usurpar volumosas quantias de dinheiro pelo uso do sagrado em pessoas desesperadas.

Assim como o jogo de cartas, oráculos como o jogo de búzios podem ser palatáveis dentro da umbanda, podem ser uma prática em algumas casas, pela composição de ancestralidade.Em uma casa onde todos são de origem italiana, a tendência é que a casa venha a ter até um cunho mais kardec ou esotérico, afinal, conceitos, medos, dogmas, "céu", inferno" são tão incrustados na pele que não saem só com banho de sal grosso.
O problema reside na MARMOTAGEM.

Hoje em dia, encontramos cursos de oráculos na internet, jogos de probalidade matemática onde a função futura depende da resposta do cliente.
Que me desculçem os que fazem uso desta forma, mas para mim, fica a mesma logistica aplicada pelos pastores caça níquel.Em uma platéia de 1000 pessoas ele solta o jargão," o espírito santo me disse que um senhor de calça jeans presente aqui está com ulcera!"...me digam que é que não tem problema de estômago hj em dia, com tanta porcaria e guloseimas ( adoro!!kkkk) no mercado? vira roleta russa o atendimento.
Já fui em jogo de buzios, e sem eu abri a boca, foi dito aquilo que eu precisava ouvir, que certamente irei levar comigo.Como disse o oráculo em matrix, "o que foi dito é para vc".

tenho como administrador deste grupo e fórum, acesso a ferramentas que me dá uma visão dos acessos e visitas ao nosso grupo diariamente, e embora tenhamos poucos associados e escreventes, o número de leitores impressiona.
Digo que há curiosos, outros estudiosos, outros praticantes e muitos "catadores".

recebo quase que diariamente emails elogiando nossa rede e pasmem, até pessoas que tinham uma visão a respeito da religião e agora passam a ter outra, com menos preconceito.
Há também um grupo interessante de emails, os quais criei uma pasta chamada "chute no balde"..são de pesssoas que sairam de suas casas e já estavam montado as suas e até gastando o que não tinham para virar "sacerdote".

Então vejam a responsabilidade de nossas opiniões e escritas.Tanto podemos constituir simpatizantes como fazer o papel de freio, o que acho salutar, pois quebramos medos e trazemos versões que levam as pessoas a PENSAR.

Este é nosso objetivo e meta: PENSAR.

Entrar em uma religião sem saber de onde ela veio comparo a entrar em um carro andado na noite de faróis apagados e sem motorista.

Nossa intenção seja qual for o segmento adotado pelo leitor ou nossos amigos da rede, é que aos poucos possam ver qual a marca do carro, o motorista, a estrada a frente, a curva seguinte, e a que passou, o velocimetro, e quem sabe até um guia, e um mapa.Mas não a estrada toda.Esta somente a duas escolhas: relaxa e reclina o banco e aproveita a viagem, ou pede para descer no próximo ponto.Viajar sob tensão esperando uma capotagem na curva é suicidio.

para encerar este prólogo enquanto chove e estou preso na LAN..kkk peço a todos que mantenham o bom nível de debates, tragam informações, suas visões e que não fiquem melindrados quando questionados ou replicados nos debates.
Contenham o impeto de querer responder na "Lata", pois entra a emoção e a razão foge.Pensem , leiam , reflitam e depois postem.
hoje o tempo de réplica entre uma postagem e outra é livre.espero não ter que determinar tempo de resposta.

abraços a todos e continuemos...

Laércio
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influências de cultos religiosos na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Sex Abr 12, 2013 7:51 pm

Claudio El-Jabel escreveu:
Tania Jandira escreveu:

[color=darkblue]Olá mana Tania!


Olá mano Kambami... só uma tentativa didática de conceituação. Falei antes aqui de práticas de "cultos religiosos afro" e sua influência na Umbanda. Agora quiz falar sobre "indígenas brasileiros" e como alguns rejeitam a sua influência, mesmo alguns que os citam.

Sabe, até para falar com a conceituação de "cultos orientais" é complicado, pois alguns que falam de Egito e sua influência na Umbanda esquecem em que continente esse país fica e spo vêem esse país e seus cultos como evoluídos.

E também "indíos"... com a conceituação de primitivo, como alguns citam... gosto não. Pelo que sei se começou a chamar de índios os povos da Índia, de início com uma conotação também de atrasados para a cultura européia.

Espero que agora tenha sido clara.
Abraços e axé!



Última edição por Tania Jandira em Seg Abr 22, 2013 10:05 pm, editado 1 vez(es)

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influências de cultos religiosos na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Sex Abr 12, 2013 8:04 pm

Luís Costa escreveu:Olá Tania,

Tentando esclarecer.
Salve sua fé e sua coroa.

Olá mano Luiz!
Eu perguntei sobre qual era a influência oriental em sua vertente. No Matta eu conheço.Desculpe se não fui clara.

Citei o Irmão "X" mano, que está nos livros do Espiritismo, codificados pelo Kardec; (Inicialmente os espíritas não se preocupavam com nomes de espíritos e sim sua mensagem seja ela fosse de cunho doutrinário) citei isso por entender que sua vertente tem muito do kardecismo, mas posso estar enganada.

Abração e axé!


Última edição por Tania Jandira em Seg Abr 22, 2013 10:06 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Sex Abr 12, 2013 8:10 pm

Eduardo Higa escreveu:Salve irmãos e irmãs!


Olá mano Eduardo!
Obrigado por matar minha curiosidade!
Vou te dizer por que fiz as perguntas.
Por conta do debate sobre o uso de prática rituais religiosas de diferentes povos que seu post ocasionou e como cada adepto se posiciona frente as concepções de sua vertente e práticas de outras.
Abração e axé!

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por convidad em Sex Abr 12, 2013 9:23 pm

Laércio escreveu:ola, pegando uma ponta da conversa pelo final, já que pelo meio me perdi, digo que poucos praticam "in natura" o que foi pregado pelo mito formador.

Por exemplo, o pupilo do ww matta e silva, o rivas, modificou em muito os conceitos a partir da FTU, e pelo que sei, houve até cisões entre grupos, da chamada "ordem do cruzeiro do sul" e os nomes iniciáticos que mais pareciam gurus indianos.

Dentro da religião, seja qual for, sempre haverá grupos fundamentalistas e grupos renovadores, grupos reacionários e grupos revolucionários.
Há também algo chamado "contra fatos não há argumento" e dentro deste contexto, a umbanda vem a cada dia se readaptando dentro dos fatos.Arquivos históricos foram abertos, os museus e antropologia deram uma nova face quanto ao estudo dos grupos afros, e quanto as etnias indigenas brasileiras, pouco se sabe, e pasmem, tem mais material do indio brasileiro na frança e inglaterra.

costumo dizer que temos que dar os direitos de fato a quem é, e no caso da umbanda, não tem como negar a cultura afro, a indigena e também os conceitos europeus e até asiáticos dentro dela.
Como já debatemos tantas vezes, temos até ritos islâmicos, como a forma de se ajoelhar e bater a cabeça no chão, com as mãos estendidas.
contudo, não torna a umbanda do islã e nem pelo fato de ter jesus no congá, católica.

quando fomentei com a mana tânia de formar um forum de debates , a intenção não era de tentar enfiar na guela de nínguem conceitos ou uma umbanda única ou a umbanda de "meu terreiro", como tantos grupos que tem ou já vi na net, nestes quase 20 anos de internet no Brasil.

Nosso intuito é de fomentar o debate, entender o "porque " foi feito de tal maneira ritos e formas.
Posso até repudiar veemente o nazismo, mas repudiar sem entender o que os levou a "verdade deles" será ignorância de minha parte.

O que procuramos fazer neste grupo, é que as verdades de cada um sejam expostas, mas que sejam embazadas em um contexto que haja pelo menos fatos, cola, que tenha e demostre algo palpável.

A tempos soube de um terreiro aqui em nossa região que fez "campo de pouso para disco voador" e as pessoas se sentam ao luar, meditam, ai baixa um preto vleho, que pelo conceito deles é um mestre ascencionado que traz mensagens de alan kardec e sua familia que vive em outra galáxia.
Tudo bem, cada um com a loucura que mais apetece.Como digo as vezes, "vai que receber entidade é tudo coisa de minha cabeça".Tudo bem, que até seja, que sejamos todos loucos, mas temos algo ético que nos une, que é NÃO CAUSAR DANO.

quando cito não causar dano, abro campo não só a danos espirituais, ou "supostos" como diria o padre quevedo, mas materiais, físicos e psicológicos, sem falar de coasão, e a prática de usurpar volumosas quantias de dinheiro pelo uso do sagrado em pessoas desesperadas.

Assim como o jogo de cartas, oráculos como o jogo de búzios podem ser palatáveis dentro da umbanda, podem ser uma prática em algumas casas, pela composição de ancestralidade.Em uma casa onde todos são de origem italiana, a tendência é que a casa venha a ter até um cunho mais kardec ou esotérico, afinal, conceitos, medos, dogmas, "céu", inferno" são tão incrustados na pele que não saem só com banho de sal grosso.
O problema reside na MARMOTAGEM.

Hoje em dia, encontramos cursos de oráculos na internet, jogos de probalidade matemática onde a função futura depende da resposta do cliente.
Que me desculçem os que fazem uso desta forma, mas para mim, fica a mesma logistica aplicada pelos pastores caça níquel.Em uma platéia de 1000 pessoas ele solta o jargão," o espírito santo me disse que um senhor de calça jeans presente aqui está com ulcera!"...me digam que é que não tem problema de estômago hj em dia, com tanta porcaria e guloseimas ( adoro!!kkkk) no mercado? vira roleta russa o atendimento.
Já fui em jogo de buzios, e sem eu abri a boca, foi dito aquilo que eu precisava ouvir, que certamente irei levar comigo.Como disse o oráculo em matrix, "o que foi dito é para vc".

tenho como administrador deste grupo e fórum, acesso a ferramentas que me dá uma visão dos acessos e visitas ao nosso grupo diariamente, e embora tenhamos poucos associados e escreventes, o número de leitores impressiona.
Digo que há curiosos, outros estudiosos, outros praticantes e muitos "catadores".

recebo quase que diariamente emails elogiando nossa rede e pasmem, até pessoas que tinham uma visão a respeito da religião e agora passam a ter outra, com menos preconceito.
Há também um grupo interessante de emails, os quais criei uma pasta chamada "chute no balde"..são de pesssoas que sairam de suas casas e já estavam montado as suas e até gastando o que não tinham para virar "sacerdote".

Então vejam a responsabilidade de nossas opiniões e escritas.Tanto podemos constituir simpatizantes como fazer o papel de freio, o que acho salutar, pois quebramos medos e trazemos versões que levam as pessoas a PENSAR.

Este é nosso objetivo e meta: PENSAR.

Entrar em uma religião sem saber de onde ela veio comparo a entrar em um carro andado na noite de faróis apagados e sem motorista.

Nossa intenção seja qual for o segmento adotado pelo leitor ou nossos amigos da rede, é que aos poucos possam ver qual a marca do carro, o motorista, a estrada a frente, a curva seguinte, e a que passou, o velocimetro, e quem sabe até um guia, e um mapa.Mas não a estrada toda.Esta somente a duas escolhas: relaxa e reclina o banco e aproveita a viagem, ou pede para descer no próximo ponto.Viajar sob tensão esperando uma capotagem na curva é suicidio.

para encerar este prólogo enquanto chove e estou preso na LAN..kkk peço a todos que mantenham o bom nível de debates, tragam informações, suas visões e que não fiquem melindrados quando questionados ou replicados nos debates.
Contenham o impeto de querer responder na "Lata", pois entra a emoção e a razão foge.Pensem , leiam , reflitam e depois postem.
hoje o tempo de réplica entre uma postagem e outra é livre.espero não ter que determinar tempo de resposta.

abraços a todos e continuemos...


Olá mano Laércio!

Estou pasmo ou entendi errado?

Quer nos por mordaça no forum?

Se há respostas rápidas não justifica qualificá-las como incorretas desculpe.

To tirando férias OK.

Abraços a todos e bom proveito.

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Laércio em Sab Abr 13, 2013 10:07 am

convidad escreveu:
Contenham o impeto de querer responder na "Lata", pois entra a emoção e a razão foge.Pensem , leiam , reflitam e depois postem.
hoje o tempo de réplica entre uma postagem e outra é livre.espero não ter que determinar tempo de resposta.

abraços a todos e continuemos...


Olá mano Laércio!

Ola mano claudio...

Estou pasmo ou entendi errado?

zéjuiz....eu fiquei pasmo foi quando minha muié disse "vc vai ser pai"..kkkk e olha que eu tinha 21 anos..kkkk

Quer nos por mordaça no forum?

Não claudio, nínguem vai por censura...o que foi postado é um CONSELHO E NÃO UMA ORDEM, haja visto que tenho que fazer as partes de moderador e administrador da bagaça...se fosse para por mordaça, eu teria deletado mais da metade das postagens..inclusive minhas..kkkk
Na minha parca experiência de vida e mesmo na internet, respostas rápidas demais podem se tornar um jogo de "quem saca mais rápido pistola no duelo", e começa com tirinhos de espoleta, e o tamanho da arma passa de pistola a espingarda, bazuca, tanque e no final, bomba H , que destroi tudo...inclusive o fórum.


Se há respostas rápidas não justifica qualificá-las como incorretas desculpe.

Não que sejam "incorretas" mas intempestivas. tenho visto algumas palavras que podem ter duplo sentido e depende do "estado emocional" de quem lê, acha que é ofensa.Minha postura é de alertar para que as replicas sejam bem escritas para quem ler não achar que é algo pessoal ou ofensivo.
Você sabe que isto ocorre.Já debatemos a respeito
.


To tirando férias OK.

As vezes é bom...eu mesmo estou pensando em ir para a patagônia conversar com pinguim..kkk

Abraços a todos e bom proveito.
[/quote]

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Re: Jogo de Búzios na Umbanda

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Sab Abr 13, 2013 6:22 pm

Oraculo de buzio na Umbanda é valido sim tanto quanto runas, taro, cartas ciganas, leitura de mão.... desde que na hora em que pela primeira vez (batismo, confirmação, outros) em que o Pai velho ou Caboclo baixe de o seu nome , a sua falange e o seu ponto riscado.....Saravá

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Pluralidade da Umbanda

Mensagem por Robson Claro em Sab Abr 13, 2013 8:30 pm

Olha, está historia de quem é o fundador A ou B da Umbanda já deu muito pano e ainda vai continuar dando pano para manga.
Seja aqui ou em qualquer outro lugar, fugi do contexto.
Mas sabe gente eu em minha concepção e pouco conhecimento não vejo como separar a Umbanda de sua raiz afro.
Por mais que tentem todas as vertentes utilizam preceitos herdados de lá.
Não estou utilizando o Candomblé como exemplo por que ele também é uma religião nascida no Brasil.
Em fim este assunto é uma luta sem vencedores e no meu modo de ver apenas entristece o grande arquiteto de tudo isso que chamamos de Universo e diversidade


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Pluralidade da Umbanda, visões diferentes de sua origem

Mensagem por José Roberto em Sab Abr 13, 2013 10:18 pm

Irmão Robson...

Quem fundou a Umbanda foi o coletivo anonimo, foram índios brasileiros, índios africanos, europeus degredados, condenados a colonizar a terra a ser explorada... Foi esse coletivo anonimo que fundou a Umbanda, é esse coletivo anonimo que baixa nos Terreiros e permanecem anônimos sob nomes coletivos... São os Tupinambás, O Pais João, as Vós Marias e tantos outros.

O que me entristece realmente é ver pessoas requerendo a propriedade de nossa herança ancestral... Chegaram a registrar a propriedade do que não compreendem, se arvoram em defensores de verdades individuais... Não enxergam que a Umbanda é, sempre foi e sempre será a religião do coletivo anonimo.

Codificar a Umbanda é necessário a cada praticante que a ama. Mas a codificação é intima, pois o coletivo ancestral de nossa fé, só toca os corações dos anônimos que compreendem que há uma luz muito maior que a dos holofotes.

Posso escrever livros a relatar minhas verdades, mas nem mesmo minhas verdades me serão eternas, pois busco evoluir todos os dias e fico feliz quando minhas verdades se tornam equívocos passados, substituídos por novas verdades... Tijolos de uma estrada sem fim, rumo a Deus, a unica verdade.

Se na Umbanda se joga Búzios? Como me disse um amigo; "até tampinhas de garrafa", bastando obedecer regras básicas, inerentes a qualquer outra coisa... Saber e Poder.

Sou Babalorixá e Babalawo de Umbanda, iniciado no culto a Orumilá e Ifá, na Umbanda, nunca fui candomblecista, sou a 4ª geração de minha raiz religiosa até onde eu saiba, e recentemente recebi o título de El'Esu, sacerdote de Exu, cultuo Orixá, cultuo nossos ancestrais eguns, cultuo Ori, cuido de Odus, e essa minha raiz, minha família na Umbanda, é muito anterior a 1900, muito anterior a Zélio, a Matta e Silva, a congresso de 1941 e mesmo assim, nunca vi minha Mãe, meu Avô ou soube que meu Bisavô no Santo, se declararam donos, fundadores ou reais representantes da Umbanda.
A historia da Umbanda, nunca foi documentada, não há registros, os poucos rastros se apagaram, o que restou foram as estórias da Umbanda...
A unica e verdadeira Umbanda é a que se pratica por atos, não por belos e floridos textos.

Quem pretende estudar que abra sua mente para o novo, e aguarde o antigo oculto com carinho, pois este só foi preservado por ter sido guardado... nunca escondido, mas oculto dos ladrões.

Um beijo aos corações daqueles que me suportam

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Pluralidade da Umbanda e vertentes

Mensagem por Luís Costa em Ter Abr 16, 2013 11:59 am

Olá Tania,

Tania Jandira escreveu:
Eu perguntei sobre qual era a influência oriental em sua vertente. No Matta eu conheço.Desculpe se não fui clara.

Citei o Irmão "X" mano, que está nos livros do Espiritismo, codificados pelo Kardec; (Inicialmente os espíritas não se preocupavam com nomes de espíritos e sim sua mensagem seja ela fosse de cunho doutrinário) citei isso por entender que sua vertente tem muito do kardecismo, mas posso estar enganada.

Não está enganada não, eu embaso muito no Kardec, na vertente do Caboclo Mirim, ele também tem um embasamento nela, mas parte para coisas como as que o Matta e Silva aponta em seus livros, até por que os dois se respeitavam e se viam como sinônimos de uma mesma "verdade".
Lembrei de um material que data da época de fundação da Escola da Vida e ainda é usado pelo Primado de Umbanda, que seria um braço ideológico dos conceitos do Caboclo Mirim, [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], e pode vir a colaborar com o que venho tentando embasar.

Gostei dos apontamentos do José Roberto e do Laercio, acho que no ponto de me expressar posso ter dado a entender de falar na Umbanda no geral, mas quis apenas mostrar a visão que tenho e a forma como cultuo, não quis de maneira alguma dizer o que era certo ou errado, somente opinei.

Só fazendo um adendo em forma de colaboração:

Laercio escreveu:
Por exemplo, o pupilo do ww matta e silva, o rivas, modificou em muito os conceitos a partir da FTU, e pelo que sei, houve até cisões entre grupos, da chamada "ordem do cruzeiro do sul" e os nomes iniciáticos que mais pareciam gurus indianos.

Os remanescentes da Raiz de Guiné, não concordam em dizer que o Rivas Neto seja o continuador da linhagem fundada pelo Matta e Silva, eu tenho contato com alguns deles e eles, se mantiveram na conduta antiga, em quanto o Rivas mudou muita coisa...

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Vertentes da Umbanda e seguidores

Mensagem por Laércio em Ter Abr 16, 2013 1:06 pm

Luís Costa escreveu:
Os remanescentes da Raiz de Guiné, não concordam em dizer que o Rivas Neto seja o continuador da linhagem fundada pelo Matta e Silva, eu tenho contato com alguns deles e eles, se mantiveram na conduta antiga, em quanto o Rivas mudou muita coisa...


Eu acompanhei alguns "embates" em fóruns e nos antigo "grups" do MSN e UOL, com assuntos deste naipe...
Segundo o que sei, o rivas se apoia numa "passagem de cargo" feita a ele, inclusive com "documentação" e fotos...
procede?

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Vertentes da Umbanda e seguidores

Mensagem por Luís Costa em Ter Abr 16, 2013 1:12 pm

Olá Laercio,

Laércio escreveu:
Eu acompanhei alguns "embates" em fóruns e nos antigo "grups" do MSN e UOL, com assuntos deste naipe...
Segundo o que sei, o rivas se apoia numa "passagem de cargo" feita a ele, inclusive com "documentação" e fotos...
procede?

Sim seria isso mesmo, mas os que estão a tentar preservar a Escola da Raiz de Guiné, dizem que não houve passamento e sim um ritual simples onde o Matta e Silva estava a se despedir de todos...

Um amigo que é inciado da Escola me passou esses como sendo os pontos chave:

1- o documento que ele apresenta no segundo ou terceiro parágrafo está escrito todos os iniciados possuem este documento.
2- a tal gravação que ele diz possuir com a fala do Pai Guine colocando ele como sucessor nunca foi mostrada.
3 tive contatos com dissidentes da época, que relataram que foi mais um despedida, mais eu com o ouço conhecimento o rito da Raiz posso afirmar que era um rito de confirmação de grau.
4 - na Umbanda não acredito em sucessão e sim em continuadores, coisa que infelizmente ele deixou de ser.

Além disso ele é acusado de estar modificando os livros do Matta e Silva que hoje são publicados pela mesma editora.

Salve sua guarda e sua coroa.

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Disputas entre vertentes da Umbanda

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Qua Abr 17, 2013 10:38 pm

Pelo que andei observando(opinião minha mesmo) o Rivas Neto mudou muita coisa a partir do aparecimento do Saraceni, como se fosse uma disputa entre ambos...

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Disputas entre vertentes da Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Qua Abr 17, 2013 11:51 pm

Olá Daniel!
Ta aí algo que também me parece, que há uma disputa entre os dois, mas olhando mais fundo penso que a disputa é entre escolas esotéricas da Umbanda e outras coisitas mais.

Se lembrarmos de alguns ilustres...
O Benjamim Figueiredo dizia que tinha começado com o Zélio. Aí alguns adeptos foram vasculhar e até decobriram algumas lacunas entre o tempo dele com a família famosa no Espiritismo e quando começou a fazer um culto de Umbanda... os adeptos afirmam que ele esteve com Zélio.

Ao mesmo tempo, o Benjamim tinha uma afinidade maior com a doutrina do Matta e Silva, que tirava a concepção da Umbanda ter nascido com o Zélio e quiçá a partir das 3 culturas religiosas presentes no país ( negra,branca, índigena) citadas por este. Colocam em outros povos e galáxias. Praticava uma umbanda mais kardecista e esotérica.

Quem trouxe a história do caboclo Cangurussu foi o Matta...

De comum entre os 3 uma negação da importância da cultura religiosa negra na Umbanda. Não apenas ritos, mas concepções.
Quem brigou contra isso, na época, foi Tancredo da Silva Pinto.

Passados pouco mais de 50 anos.... o que se vê?

As Tendas que Zélio fundou não atuam mais a partir do que ditou. Houve muitas mudanças. Mesmo que muitos umbandistas se digam Zelistas ou que siga os ensinamentos do Zélio, só se referem a algumas questões básicas: usar o branco, não cobrar, não imolar, etc.
A maior parte tem em seus rituais apeterechos afros e até concepções religiosas desses cultos.
Mas, tem um umbandista e pesquisador que diz que seguindo mesmo o Zelio, só o terreiro dele e o da filha do Zélio.

Não é muito diferente em relação a Umbanda e os Terreiros que foram criados pelo Benjamim. Se verifica várias mudanças e até dissidências. Divergências inclusive entre os filhos carnais de quem seguiu o pai.

O Rivas Neto que foi seguidor do Matta, vem praticando uma Umbanda em que há presente tanto elementos do Catimbó/Encantaria como de cultos afros. Esses dois cultos eram execrados pelo Matta e pelo Rivas também em seus livros iniciais. Mas ele fala que antes de seguir o Matta, ele tinha sido seguidor de uma Umbanda mais afro e até tenta resignificar as palavras e concepções do Matta em relação ao Catimbó. Não enfatiza a Umbanda afro, mais a assimilou na prática, embora parece que dá mais enfase a parte oriental e ao catimbó e tenta se mostrar como seguidor do Matta, o que adeptos deste contestam.
Há inúmeros blogs com discussões bem interessantes destes.

E o Sarraceni... diz que esteve junto ao Zélio enquanto espírito na criação da Umbanda, através da fala de seu Preto Velho.... fala de Orixás até não muito cultuados na Umbanda, cria novos sincretismos ( como de Santa Sara e Egunitá), fala também de sua origem em uma umbanda mais afro, dá nomes cabalísticos/orientais aos Orixás, os coloca em tronos e ..também na prática dá mais ênfase a parte oriental da Umbanda. Ao mesmo tempo, tasca o pau no Matta que diz que deve estar estar purgando por ter dito que a Umbanda não nasceu com o Zélio... também alguns de seus seguidores tem blogs tacando o pau no Rivas, nos adeptos do Matta e ele mesmo faz isso abertamente.

Um disputa que tem o lado do mercado religioso - cursos, jornais, revistas, etc, etc.
Uma disputa que tem sempre uma " entidade" e seus ditos... um " mestre".
Uma disputa que se referencia em um ilustre, como " mote".
E para mim uma barganha... que são os inúmeros e anônimos umbandistas que praticam uma Umbanda com vários elementos afros.
Qual dos dois entende realmente e respeita a pluralidade da Umbanda? O que eles disputam???

Abraços, axé e continuemos...


Última edição por Tania Jandira em Seg Abr 22, 2013 10:12 pm, editado 1 vez(es)

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Disputas entre vertentes da Umbanda

Mensagem por Marco em Qui Abr 18, 2013 7:44 am

manas Tania

Durante um período da nossa história os maiores e mais cultos cérebros da nossa sociedade cientifica perderam dias, meses, amizades, etc, a discutirem a "geração espontânea", imagine-se ...
Nota: ainda hoje essa causa tem defensores...

Hoje isso é apenas assunto de estudo de crianças na escola.

O ser humano, na busca de explicações para o que desconhece cria inventa e fantasia, mas muitas vezes, quando o ego entra na equação, esquece que a explicação nunca será a realidade, essa sempre será maior que a nossa capacidade de compreende-la, mas o nome do jogo é "ir tentando", não é?

Pena que algumas pessoas, ainda por cima com posições de relevo dentro da religião, esqueçam o que pregam e partam para a disputa pessoal, tacando o pau.

Axé


Última edição por Marco em Qui Abr 18, 2013 2:31 pm, editado 1 vez(es)

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Disputas entre vertentes da Umbanda

Mensagem por Luís Costa em Qui Abr 18, 2013 10:40 am

Olá a todos,

Eu acho que as ideologias, não discriminam e nem tentam deixar para trás a história da religião, vejo só como uma forma de culto diferente em cada uma delas talvez pela similaridade dos participantes e da forma como melhor se sentem dentro de cada culto. Cada vertente presa por lados que são mais palpáveis a seus adeptos como o caso do kardecismo.

Para neófitos como eu, o estudo e o entendimento das outras vertentes é necessário mas cada um sempre buscará a Escola que mais lhe é afim, pelos fundamentos e crenças que essa traz consigo. Mudanças ocorrem, mas as tradições eu acho que deveriam ser mantidas, como em Escolas Ideológicas Antigas, como no Ocultismo temos e os maçons são mestres em buscar essas conhecimentos, que acho muito similares aos que buscamos mas com um intuito diferente.

Em cada uma das histórias citadas pela Tania acho que ficam lições e erros, mas sobre tudo isso a tradição que foi sendo perdida e que algumas casas ainda lutam para manter, posso parecer apegado demais, mas vejo que muitos dos "ventos do novo tempo" tem apagado a essência da coisa que é a caridade.

Salve cada um na sua fé e sua coroa.

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Disputas entre vertentes da Umbanda e " caridade"

Mensagem por José Roberto em Qui Abr 18, 2013 11:34 am

Olá Luís

O problema é que a essência nunca foi a "caridade". Isso também foi um conceito mal explicado, agregado a pratica religiosa já existente e que ainda hoje é mal compreendido.

A caridade de fato, e não a "caridade que se prega", é um efeito colateral. Na raiz do culto, se busca tratar o "Eu", o "Ori" do individuo que aceita por caminho o culto a Orixá. Se busca pela melhoria do individuo praticante, do filho de fé... A caridade é efeito colateral do individuo que atingiu um determinado grau de lucidez, que se ajudou e conquistou estruturas que o possibilite a ajudar. Mas a busca sempre foi pela melhoria do "Eu".

Quem de fato deve ou deveria se preocupar com caridade dentro da Umbanda, é o sacerdote. Pois teoricamente, este sacerdote ja atingiu um grau de lucidez que o possibilite ajudar... É como citei: "Cego não guia ninguém, só para o buraco".

A ideia do que seja "caridade", entrou para Umbanda, pelas portas do kardecismo e não pelo catolicismo, como muitos imaginam. Mas lá a aptidão para o auxilio ao próximo, vem pela graduação acadêmica, onde se realiza estudos, e se adquire o conhecimento necessário aquela proposta.

Uma pessoa no fundo de um poço, pode no máximo oferecer os ombros para que se suba nele, afundando mais ainda no lodo do fundo desse poço... Isso não é caridade, é suicídio. Se ajude primeiro, estenda a mão e peça que alguém a alcance, e quando sair do poço, reúna forças e só depois, ajude a quem estiver la dentro... Isso é caridade, o resto é papo furado.

Essa coisa que falam por ai de "nossa missão é ajudar os necessitados", é muito bonito, mas sem estrutura, afunda o tal necessitado e o tal do caridoso.

Nossa missão é crescer, melhorar, aprimorar o que foi melhorado, manter, existir e ser feliz... Nossa missão é melhorar o espírito que somos, de um modo que este espírito possa até mesmo, melhorar um pouco do pó que deixaremos para traz. E é isso que todos instintivamente procuramos.

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Disputas entre vertentes da Umbanda e " caridade"

Mensagem por Luís Costa em Qui Abr 18, 2013 12:10 pm

Olá José Roberto,

Eu compreendo perfeitamente o que escreveste, mas eu acredito na caridade, pois fui ajudado por ela e num momento em que quem ajudou também precisava de ajuda, mas mesmo assim conseguimos juntos nos ajudar e agora a minha busca se galga nisso, tentar ajudar o máximo que eu puder.

Eu sempre vi pessoas que por estarem desestruturadas na fé buscando a Umbanda para se entenderem e ao se estabilizarem não procuram mais, eu na minha concepção quero deixar quem me ajudou a ajudar os outros seja onde for e como for, sei dos riscos tenho meus medos, mas estou aqui a quem precisar. Já vi várias vezes um amigo meu sair de casa tarde da noite para ir receber o velho dele para ajudar uma pessoa que lhe pede ajuda, isso como ele mesmo diz: "...se eu posso eu faço!".
Concordo que há que se ter um preparo para tudo isso, não se chega em qualquer lugar que seja e se coloca no front de batalha de armas em punho sem saber em que atirar ou entender o por que da guerra, mas creio que essa máxima do kardecismo é algo que deve ser a tônica dos trabalhos, eu vou um pouco além acho o kardecismo a teoria e a Umbanda a prática.

Salve sua fé e sua coroa.

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Disputas entre vertentes da Umbanda e papel do umbandista

Mensagem por José Roberto em Qui Abr 18, 2013 9:39 pm

Olá Luís

Primeiramente deixo claro que não pretendo discutir fé, pois somos livres a crer no que bem quisermos. Não me proponho a ser juiz entre vertentes e seus conceitos, pois defendo a crença de que "seja feliz no caminho que escolheu, mesmo que este caminho não sirva a meus pés".
Porém, me permito discutir fatos históricos, alguns fundamentos, teorias doutrinárias, cosmogonias, teogonias, e etc.

Portanto meu posicionamento pretende ser o de quem busca por respostas e compartilha o pouco que sabe, adquirido por via acadêmica e/ou empírica.

Agora que já expliquei meu posicionamento... XD

Irmão, ninguém neste mundo está livre de problemas. Acordamos todos os dias, cercados de problemas a resolver, de vários graus de dificuldade, desde com que pé desço da cama, até com que mão apanho minha cadeira de rodas, se como frutas com cereais ou até, será que consigo alimentar meus filhos hoje?... Não teremos um só dia com problemas, e isso não nos descredencia a prestar auxilio a quem quer que seja. Muitas vezes basta uma palavra certa, no momento certo.
O problema é quando transportamos isso para o contexto religioso na Umbanda. Médium despreparado, por maior que seja sua boa intenção, não auxilia, atrapalha. Sacerdote virtual não tem tempo para pesquisar no Pai Google, respostas as aflições de quem o procura. Sem contar que "Caridade sem disciplina é perda de tempo", acho que deve conhecer o autor desta frase.

Um médium desempregado, passando por necessidades de várias ordens, econômicas e emocionais, atarefado com suas tentativas em alimentar seus filhos, não tem condições de prestar auxilio dentro da tão falada "caridade", pois é ele que precisa de ajuda a se equilibrar.

O Sacerdote de qualquer religião que o tenha, se ocupa de zelar por quem? Zela pelos praticantes daquela religião... "Praticantes"... E só deveria dispor destes, em amparo a tal "caridade", quando do cumprimento de sua tarefa primordial, que é dar-lhes meios a obtenção do equilíbrio, seja emocional, energético, espiritual e consequentemente físico, material... Afinal, precisamos de recursos materiais para que possamos nos estabilizar.

Se tratando de Umbanda, médium com fome não serve de escora, com dor não serve de ouvinte, com frio não serve a acolher... Mas e a Entidade?... Talvez esteja se utilizando de todos os seus recursos a tentar ajudar o filho, ou talvez nem esteja lá...
Há hora para ajudar e há hora para ser ajudado. Portanto "caridade" não justifica muitas das coisas que levam este nome.

Você escreveu que "acha o kardecismo a teoria e a Umbanda a prática".
Dentro do que creio ser Umbanda, não cabe a teoria kardecista. Tanto que a Umbanda, por mais vilipendio que tenha sofrido, tem sua própria teoria, que no caso de religiões dividimos em teogonia, cosmogonia, genese e etc... É em suma o conjunto teogônico que estabelece parâmetros a pratica da religião.

A religião espirita kardecista, tem sua base doutrinária nos estudos de Kardec, que em vários momentos são contrários as práticas umbandistas. Isso resumindo a Umbanda ao conjunto de práticas mais comuns a suas variadas ramificações, pois se nos atermos as práticas umbandistas nas vertentes mais africanistas ou mais indígenas, podemos descartar os apontamentos kardecistas em sua totalidade.

A Umbanda tem sua própria base doutrinária, mas não é uma base rígida, por isso ha a existência de vários entendimentos entre as vertentes, o problema é que muitos dos que se auto intitularam mestres disso e daquilo, nunca se preocuparam em estudar, se preocuparam muito mais em falar e em escrever o que lhes era agradável... Disso surgiram teorias dignas de risos e outras de choro e dessas teorias algumas escolas se valeram, fundamentando coisas estranhas e absurdas.

Tem vertente que promove estudo da doutrina kardecista, onde kardec chama de atrasado o espírito de um preto velho... Em seguida abre gira pra Preto Velho... Haaa, mas Kardec falou com um preto velho atrasado e ignorante que nada tinha a contribuir, que era francês, não era igual os nossos...

Ou se lê sobre socorristas, hospitais, umbral, colonias... E depois se toca pra Caboclo, se saúda Aruanda, Orun, Exu...

Isso quando não colocam pendurado na parede uma imagem de Cristo com a inscrição: "Jesus, o maior de todos os médiuns".
Incorporou quem?... Psicografou quem?... Quais os relatos de suas vidências?...
Mas ele fez milagres, apenas impondo suas mãos... Então deveria ser "O maior de todos os Reikianos".
Mas ele é o Cristo, o primogênito do Senhor, filho incriado do próprio Criador... Mas não é médium, não serviu de mediador entre os planos dos encarnados e dos desencarnados, na condição de espírito encarnado...

Tudo é muito bonito, mas mesmo para tentar agradar a gregos e troianos, se tem de conhecer as duas culturas. Não basta se apropriar de seus ícones, nem de suas doutrinas, tem de se construir elo inabalável entre tais culturas, para que lhe sirva de base a construção da variável que se pretende estabelecer.

Isso já foi feito várias vezes na historia das religiões, mas foi feito por quem conhecia e vivenciou as culturas doadoras, e além disso, só se estabeleceram pela imposição a força mantida por um longo período de tempo.

Mas isso é apenas a minha opinião, e não tenho a pretensão de convencer ninguém a aceita-la.




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Disputas entre vertentes da Umbanda e pluralismo da Umbanda

Mensagem por José Roberto em Sex Abr 19, 2013 8:33 am

Irmãos Tania e Daniel

Quando se perambula pelas proximidades de algumas lideranças, verificamos que a discussão teológica da passagem a discussão mercadológica...

Nem vou citar o que sei, o que ouvi ou o que vi... Apenas comento que, quando convidado a compor uma famosa família, e me tornar um prospero associado desta franquia, recusei... Minha recusa me garantiu notoriedade, pois recebi vários títulos, entre eles, destaco este: "Mago Negro Negativado do Arco-Iris Invertido"... Tem outros, mas gosto deste, pois quando imagino um arco-iris invertido, me vem a mente um sorriso colorido no céu... Deve ser a expressão mai bela, o quadro mais bonito que pintaram de meu cinismo.

Dinheiro e ego, movimentam muita coisa em qualquer segmento, e nas religiões isso nunca foi novidade... Quantos já não se valeram de nossos textos para vender apostilas, ou publicar livros?
Recentemente me decepcionei com um membro deste fórum, que me pediu ajuda em off, para lhe esclarecer sobre algumas coisas... Ajudei no que pude, isso foi inserido em um livro sem os devidos créditos, e sem minha autorização... Fiquei chateado, mas acabei ficando decepcionado, quando discordei de conceitos desta pessoa em outro tópico, e ela simplesmente me deletou de seus contatos... Pior é que se diz sacerdote, pior é que tem gente que se submete a esse tipo de gente... É só mais um triste exemplo de como tem gente cega levando outros para o buraco.

Por esses e outros motivos é que devemos manter fóruns como o nosso. Para que outros tenham contato com a diversidade de posicionamentos dentro de nossa religião, para que tenha acesso a informações básicas, de forma gratuita e sob o crivo de outras pessoas. Pois, embora não seja o ideal a formação de uma identidade religiosa, serve ao menos de referencia para que isso ocorra e eu acredito que contribua para uma construção de um senso crítico, algo muito necessário em meio ao turbilhão de informações e desinformações que vem sendo publicadas por vários segmentos.





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