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Salve Os Pretos e Pretas Velhas! Adorei as almas!

Primeira incorporação de um Orixá

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Primeira incorporação de um Orixá

Mensagem por patriciaborba em Dom Maio 19, 2013 1:21 pm

Ola a todos.
Estou engatinhando a muito pouco tempo na umbanda, e tenho muitas duvidas.
Na casa que comecei a desenvolver só incorporava na gira de Exu, Exu Mirim e Ciganos, sem nunca sentir qualquer vibração em outra gira.
Apos me afastar do templo (por varias questões que não cabem aqui) e ficar mais de 1 ano sem ir a nenhum templo, fui convidada a conhecer uma casa de Umbanda, muito diferente do que eu tinha visto até então, são muito simples, com não mais de 5 ou 6 médiuns que incorporam , com ritos - nossa, muito diferente de onde eu vinha.
Foi conhecer a casa na festa de Ogum - 23 de abril deste ano, (por coincidência foi o dia que coloquei roupa pela primeira vez a dois anos atras).

''Apos um ano sem falar com minha madrinha, justo nesta mesma semana procurei por ela (ela também começou no mesmo templo que eu, mas esta em outro caminhar agora, por motivos semelhantes ao meu), e conversado com ela falamos sobre dificuldades, duvidas e mil questões sobre o tema desenvolvimento, e incorporação para mim, e lembro dela falando que algumas vibrações são suáveis como uma brisa - fiquei com essa palavra na cabeça. ''

Passei a acender vela para meu anjo da guarda, o que não fazia.

A grande questão: nunca havia incorporado antes em outras giras alem das que já descrevi acima, e nesta festa, simples e muitos diferente, apos vários pontos - que eu nunca havia ouvido antes, ao som de um único atabaque, fiquei lembrando da palavra BRISA, suave como uma brisa - acabei incorporando na assistência, e fiquei sabendo que havia incorporado um Caboclo - espanto meu.

Sempre tive receio de como é, pois ouvia historia de médiuns que imitavam outros ao incorporarem, e eu sempre incorporo com olhos fechado, não consigo abrir - e nem tento, nunca falei nada incorporada , sempre estive relativamente bem consciente, e sinto que luto - não sei como ou por que , mas por mim ninguém precisava estar presente , já que tenho muito medo de errar, se ter mais de mim do que do guia e não sei como agir.
Não quero ser uma charlatã com boa vontade, só desejo que aconteça o que tiver realmente de acontecer, e tenho medo até de inconscientemente esta manipulando uma situação, e por vezes me questiono se naquele momento estou incorporada, ou se é meu desejo de estar.

No final Fui convidada a falar com Traca Rua das Almas, que me falou muitas coisas sem nunca ter me visto antes, e fiquei - acho eu, tão confusa e com duvidas como antes, mas agora era diferente - não sei dizer por que.

Lá só tem sessão de 15 em 15 dias , voltei na seguinte, sessão de preto velho, mas desta vez tomei um banho com sabão e de rosa branca - como havia aprendido, e renovei a vela de meu anjo da guarda. Fui tranquila, pois estava precisando do colo dos vovôs - pela primeira vez senti uma energia enorme quando se cantou para Xango - que me foi dito ser meu pai de cabeça, como se ele estivesse sobre mim, mas foi só, fiquei emocionada e grata.

Sai um pouco do terreiro, e chorei, conversei com o astral - claro que na minha ignorância, pois não sei como fazê-lo, voltei para a sessão, e pouco depois senti meu corpo cansado, e tive meus sapatos retirados e senti que estava dentro do terreiro, não sabia por que, mas tive minha cabeça coberta - era como eu estar e não estar lá.
Senti desespero, alegria, medo, vergonha - não sabia o que fazer, não sabia o que estava acontecendo nem por que. Lembro de ouvir o pai de santo me pedindo benção , mas não compreendia por que, e mais envergonha e com medo de fazer algo errado eu fiquei.

No fim, ao sair, uma equede (acho que assim que se chama), soube que fiquei assustada, e me informou que eu não precisava ficar assustada, que havia sido muito bonito, e que eu havia recebido um Orixá, Omulu (Obaluayê), e um preto velho, fiquei perplexa, nunca pensei ser possível, ou merecedora, será que ela estava certa? Um Orixá, e um preto velho ?
E me perguntei como e porque?
Por que de uma hora pra outra?
Por que este Orixá?
O que eu tinha haver com esse Orixá ?


Comecei a pesquisar aleatoriamente na internet, e me dei conta de que aqui seria o melhor lugar para procurar as respostas e ajuda.

Desculpe tanto detalhe, acho que escrevi por demais.

patriciaborba

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Re: Primeira incorporação de um Orixá

Mensagem por Tania Jandira em Dom Maio 19, 2013 6:36 pm

Oi mana Patrícia!
Fiquei emocionada lendo você, por que... sei um pouco de suas buscas, né?
Eu não entendo que foi como você disse... de uma hora para outra. Todos nós temos nossos Guias e eles esperam uma hora certa para se manifestar.
O seu caboclo, seu preto velho te acompanham mana e lá onde foi, possivelmente sentiram que poderiam estar com você, que as manifestações deles seriam aceitas, que você poderia ter um amparo e acolhimento das pessoas que dirigem o Terreiro também.
Possivelmente outros Guias seus começaram a vir.

Há Terreiros de Umbanda que trabalham com Orixás e outros com seus falangeiros e que não se apresentam como caboclos. Nesses os médiuns trabalham com todas as energias/forças. Me parece que é esse o caso desse Terreiro.

No momento, entendo que você não deveria se preocupar com o por que do Obaluaiê ter a ver com você. Isso com o tempo você vai acabar sabendo. O que penso você deveria tentar perceber é que esse Orixá veio de fato, por que foi confirmado pelo dirigente e se veio é por que você estava precisando, trazendo a energia dele para você. Normalmente se cobre a cabeça do médium na manifestação dele também.
Eu gosto muito da energia de Obaluayê. Me traz muita paz. O vejo como o grande curador das doenças do corpo e da alma.

A Ekede, mana fez o seu papel. Ela deve ter visto tudo, ajudado na hora e quando soube de seu susto, foi lhe tranquilizar, dizendo o que você precisava no momento.

Não sei qual foi a sua conversa com o Tranca Ruas, ou com os pretos velhos, mas me parece que eles estão te ensinando aos poucos. Me pareceu também que este lugar apesar de pequeno te deu uma boa acolhida.

É importante para todo médium ter seriedade com as manifestações, as inseguranças são normais mana ou deveriam ser, para todo médium que leva a sério a religião e elas só vão terminando quando encontramos acolhida e seriedade dos mais velhos.

Eu... fiquei muito feliz com seu encontro!
Que Yemanjá possa lhe amparar e levar sempre a encontros felizes!

Tania Jandira

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Re: Primeira incorporação de um Orixá

Mensagem por patriciaborba em Seg Maio 20, 2013 12:34 am

Tania Jandira escreveu:Oi mana Patrícia!
Fiquei emocionada lendo você, por que... sei um pouco de suas buscas, né?
...
Eu... fiquei muito feliz com seu encontro!
Que Yemanjá possa lhe amparar e levar sempre a encontros felizes!

Olá amada mana Tania

Lá vou eu responder com alegria seu post Very Happy
Um pouco não, sabes praticamente tudo, por isso me sinto tão bem e feliz com sua postagem .

Realmente o terreiro é pequeno, mas decididamente especial e inesquecível, compreendi com as entidades da casa em 2 sessões o que não aprendi ou compreendi em anos.

Fui carinhosamente acolhida, como uma filha que chega em casa, parecia estar sendo recebida pelos Guias da Umbanda, e não pelos médiuns de lá, não foi a energia do homem que senti (não que também não tenha havido), mas eram grandes braços, como uma interminável corrente, uma corrente definitivamente espiritual .
Entendi definitivamente que não sou eu que escolho nada, nem mesmo onde vou desenvolver, os guias me conduzem e sempre conduziram, mesma que eu não entenda como ou por que, isso fez muito sentido para mim.

Eu fiquei surpresa com toda a informação que Tranca Rua sabia sobre mim, e sobre minhas questões, foi a primeira vez que não preciso falar nada, e tudo me é dito, até alem do que imaginei saber ou perguntar.

A vovó que cuidou de mim eu nunca havia ouvido, foi a Vó Maria Redonda, fui procurar informações sobre ela depois, e me alegrou muito tudo que li, além dela própria claro, adoro o colo dos vovôs e vovós.

Eu me senti exatamente assim quando fui para casa, em paz, cheguei na sessão muito eufórica, ansiosa e tensa, por problemas pessoais, que me esforcei para não interferirem, mas sei é que sai de lá leve, principalmente apos a incorporação deste Orixá que tão pouco conheço.

E passo a passo começo a caminhar, acredito que não preciso ter pressa, muito menos medo, porem preciso ser responsável com essa religião tão rica e que tanto amo, e pouco sei - ou melhor, nada sei.

Estou Muito feliz em estar aqui compartilhando meu caminhar.
Só tenho vontade de dizer:
Salve as Almas!!!

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Re: Primeira incorporação de um Orixá

Mensagem por Eduardo Higa em Sab Maio 25, 2013 9:57 am

Salve irmãs!
Que belo relato! Não sei o porquê, mas fiquei emocionado e até algumas lágrimas rolaram de meus olhos enquanto lia seu maravilhoso texto!
Será que o Orixá Omulu não seria o seu "verdadeiro" Pai de Cabeça ao invés de Xangô? Bom, isso é o que menos importa no momento, pois como disse a mana Tânia: "Isso com o tempo você vai acabar sabendo."
Creio que você encontrou uma casa onde seus guias se sentem a vontade e seguros para começar seu desenvolvimento, e se você também gostou da casa, creio que seria uma boa depois de frequentar algumas giras e ter certeza mesmo que é uma casa confiável, você pedir para poder se desenvolver nela. Eu mesmo conheço uma casa simples, pequena, com poucos médiuns, mas que é uma benção! Os médiuns e as entidades são maravilhosos! Todos muito alegres e sempre dispostos a ajudar.
Que Pai Omulu te abençoe sempre em seu caminhar!
Omuluyê Tatá!

Eduardo Higa

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Re: Primeira incorporação de um Orixá

Mensagem por Laércio em Sab Maio 25, 2013 10:15 am

Ola mana,
Tudo sempre depende de como o aeroporto é preparado.
Se a pista é cheia de pedras, o pouso tende a ser ruim, com solavancos e até saidas da pista.
Se a torre de controle é boa, mesmo com neblina ou "teto baixo", a aeronave faz uma boa aproximação e acha o eixo da pista para que o pouso seja mais uma vez muito bom.
Para que seja achado a pista e o sinal da torre, é preciso que ambos os VOR, ADF estejam na mesma sintonia, ou pelo menos com o dial quase próximo , necessitando somente pequenos ajustes para uma perfeita sintonia.

Existem vários tipos de aeroportos.Alguns estão preparados somente para aeronaves pequenas e outros para jumbos 747, e para ambos os tipos.

Acredito que sua ida a casa de umbanda , terreiro não foi mera "coisncidência".As brisas são o que movem as jangadas e não furacões.É tudo uma questão de como colocar em posição as velas.

Acredite nos ventos e nas aeronaves.confie na torre e os pousos e decolagens serão cada vez mais perfeitos, levando e trazendo AXÉ para que a sua vida e a dos demais possa ser cada vez mais plena, longa com paz ,saúde e prosperidade.

Abraços e continue postando seus relatos e experiências.
Precisamos debater a Umbanda sem dúvida, ver os meandres, as vezes até levantar o lado podre, os estigmas , os paradigmas, os tabus mas nada como um relato de felicidade para mostrar aos leitores que "nossa" religião vale a pena.

weiter....

Laércio
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