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Salve Os Pretos e Pretas Velhas! Adorei as almas!

Doutrinar a entidade.557

Doutrinar a entidade.

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Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marco em Ter Jun 25, 2013 2:07 pm

Salve manos e manas,

Volta e meia ouço falar de doutrinar a entidade, até já ouvi falar de prender ou escravizar...

Fica-me difícil entender estes conceitos, que me podem dizer sobre o tema?


Obrigado e continuemos..

Marco

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Luís Costa em Ter Jun 25, 2013 2:27 pm

Olá Marco e demais amigos,

A gente houve por aí coisas como essa, mas creio eu que a entidade não tenha essa necessidade visto que ela tem permissão para acompanhar e ajudar uma pessoa encarnada. Por mais que ela tenha os devidos "degraus" a subir ainda ela já se encontra numa posição tal que transpôs muitas das mazelas que aqui vivemos e com isso pode nos dar a mão em ultrapassarmos essa barreira.

Mas eu também já vi em algumas casas citarem isso de que quem se desenvolve é a entidade junto ao médium, o que não creio, pode ser que ela tenha que se adequar nos procedimentos ritualísticos da casa, mas isso também é um ponto complicado se a mesma fora aceita pela Direção Espiritual, por que podar algo que seja próprio dessa entidade? Será que o ritual tem mais importância do que o trabalho que a entidade desempenha, mesmo sendo a sua maneira?

Salve cada um na sua fé e na sua coroa.

_________________
--
Best Regards;
da Costa, L.C.

Luís Costa

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Tania Jandira em Ter Jun 25, 2013 10:55 pm

Olá Marcos!

Acabei de ler o mano Zé Roberto,  em outro post falando sobre isso, tão inspirado como o mano Luis antes aqui:
"Eu não compartilho do conceito de se doutrinar Entidade. Acredito que as Entidades com as quais trabalhamos na Umbanda, são espíritos que estão muito além de nós nesse caminhar evolutivo. Assim sendo, não sou eu o mestre, mas sou discípulo. cabendo a Entidade me ensinar, me doutrinar e não o contrário.

Não creio também que Entidade necessite espiar seus carmas e darmas por intermédio da interação mediúnica junto aos que aqui estão. Eu acredito que quando um espírito de elevado grau se presta a este serviço, é por sua consciência caridosa e amor a obra Divina."
[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

Que a escrita dos dois possa falar, tocar o coração dos umbandistas que nos lêem..

Abraços, axé e continuemos

Tania Jandira

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Qua Jun 26, 2013 5:59 pm

Doutrinar ao pé  da letra também não acredito. O que acontece é que talvez a entidade tenha que se adaptar aos procedimentos e Ritualistica da casa.... Agora quanto aos nossos Guias, Protetores e Guardiões estarem a muito anos evolutivamente na nossa frente isso eu não vejo muito como verdade absoluta....o que acontece é que do lado de lá eles tem uma perspectiva melhor para se observar a vida terrena como ela realmente é...E talvez esse guardião que vela por nós hoje, amanhã nós o velaremos.... Saravá a todos

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Laércio em Qua Jun 26, 2013 6:47 pm

ola, boa tarde a todos!

No candomblé acreditasse que por se tratar de uma força supra humana, que não "sabe" como executar as performaces rituais, o iniciado através da yalorisá recebe dentro do roncó por mais de 40 dias recebe a conclusão dos ensinamentos que irão ajudar na mecanização do orixá.
Nos candomblés mais tradicionais, a iniciação , a transferência de usos e costumes ancestrais começa na infância e mesmo com o passar dos anos, o aprendizado de rezas, danças, fundamentos é quase que diário.

Na umbanda "olhou, espiritou"...
eu diria que não é a entidade que precisa se adequar, mas o médium que por ter amarras rituais, ou desconhecer muitas vezes o que pode ou não pode dentro da casa, acaba cometendo exageros ou "travando" durante os ritos.
Não só no caso de danças, performaces mas de ÉTICA da casa, o que pode ou o que não pode ser externado.
Vamos lembrar que entre entidade e mundo profano sempre tem um intermediário, que de acordo com o padrão ao qual foi iniciado, pode sobressair um ou outro padrão de performace.
mas como deus o diabo sempre leva a culpa, é mais fácil quando enche o caco de pinga ou fuma 500 charutos, ou comete descalábrios, dizer que é a "entidade em evolução".

Imagine vc mano quando um pai de santo usa o termo "amarrei sua entidade"...a bagunça psicológica que deve fazer na cabeça da pessoa, e ai para mim tem um nome: chantagem.

continuemos...

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Qui Jun 27, 2013 2:32 pm

Tem coisas que eu até evito escrever, pois além de chocarem, necessitam de muita explicação para que se separe fatos de opiniões pessoais... Não vou lançar mão aqui de um estudo que fiz sobre a realidade atual dos médiuns de Umbanda, onde os percentuais assustam, mas servem de base para o que vou comentar sobre a proposta deste tópico.

"Entidade de verdade", não precisa de doutrinação ou qualquer castração... Mas, como isso é moeda rara, médiuns tem aprendido a se portar como entidade, e nesses casos, numerosos, tem de se doutrinar muito a pseudo entidade.

Quem já não se acostumou aos relatos de que tem de se esforçar para que não interfira nos ditos da Entidade, ou que se esforça ao transmitir exatamente o que a Entidade esta passando???
Médium de incorporação não tem que interferir na incorporação, pois este, não retransmite nada, quem o faz não esta incorporado, portanto seria mais honesto apagar o charuto, se despir do arquétipo e relatar que a entidade está presente a lhe ditar ou intuir... Mas, o que vemos é o médium intuitivo, sentado no toco e fumando cachimbo.

Sem contar as pessoas que vivem em meio a dilemas existenciais, recorrendo a uma miríade de Terreiros na busca por uma Entidade que lhe desperte algo... Ai, você pergunta se ela é umbandista e ela lhe diz que trabalha a mais de vinte anos "incorporada", dando consultas... Eu, em um ato até indelicado pergunto pelas tais "entidades", como se fazem presente para realizar a tal "caridade", na vida dos outros e não ajudam seu intermediário terrestre??? E acreditem, que nas vezes que pedi que tais entidades baixassem para que conversássemos, elas nunca deram o ar de sua graça. Alguém arrisca dizer o  porque?

Essa estória de doutrinar entidade, é reflexo do despreparo, da falta de zelo, do desrespeito, do que é praticado na maioria das Casas, pois falta desenvolvimento mediúnico.
O próprio sacerdote, que não exercita sua mediunidade, de maneira a estreitar vínculos para com as Entidades, e apenas se dedica a dar passagem a atendimentos, torna-se vitima dessa armadilha.

Desenvolvimento mediúnico não é só dar passagem, é estudar, se envolver, assumir compromissos conscientes, ter equilíbrio, vivenciar a religião dos espíritos em um longo processo de reforma intima... O resto é papo furado.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Laércio em Qui Jun 27, 2013 4:27 pm

ola,
sic-zé roberto:
"médiuns tem aprendido a se portar como entidade"..

pois é mano...
creio que embora haja uma ajuda do consciente do médium para mecanizar a entidade em terra, a soma, creio que as vezes me parece mais que os médiuns estão tendo curso de teatro.

Uma coisa que vc falou é verdade.Em busca de curas existenciais, de bipolaridades, de traumas, as pessoas estão buscando os terreiros para dar vazão a um padrão de entidade construido na cabeça e entidade mesmo, é uma espécie em extinção.

Não sei ainda se é "nossa mea culpa", se damos campo a liberdade, se pelo fato de deixar as pessoas trabalharem o ego não acabamos colaborando com os shows.

continuemos...

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Qui Jun 27, 2013 8:45 pm

Sabe irmão Laercio, muitos se aventuram a importar para a Umbanda, superficialidades de outras crenças. E isso já não é de hoje, como a importação do conceito kardecista de que todos somos médiuns, por exemplo.

Na Umbanda isso se generalizou tanto, que hoje uns 80% ou mais, dos umbandistas, são médiuns de incorporação... Será que é assim tão comum?

Sabe irmão, não é só o ego, é a necessidade de aceitação em uma comunidade que mais tem dado valor ao teatro do que ao estudo, é a venda da religião que necessita cada vez mais de publico pagante, é a fabrica de sacerdotes sem o mínimo necessário para se estar a frente de uma Casa... As desculpas, já conhecemos: Caridade incompreendida e mal explicada, necessidade da expansão da religião, estruturação a uma resposta representativa aos algozes de nossa fé... Isso sem contar os que se utilizam de outros artifícios, tais como: Abertura do portal estelar, ciclo do sistema galáctico, e outras viagens...

Conheço centenas de pessoas que se dizem médiuns, trabalham e dirigem Terreiros, e que eu realmente não creio que algum dia tenham incorporado sequer o juízo que lhes faltam. Tenho certeza que muitos aqui tem contato para com essa realidade, isso não é surpresa a ninguém.

Assim como não generalizo a incompetência, também não posso generalizar a competência. Mas que a qualidade do trato a assuntos religiosos está cada vez pior, isso é fato concreto.

Eu conheço casas, não é uma ou duas, são muitas... Que não fazem desenvolvimento, pois se aprende atendendo a assistência e observando os mais velhos.
Realmente, nessas casas, se deve doutrinar muito as ditas entidades, deve até lhes ensinar a riscar ponto, escolher o nome que se quer que elas tenham (pratica já relatada nesse fórum), ensinar como falar, se portar... Já viram casas onde as entidades se utilizam do mesmo linguajar, andam igual, só utilizam as mesmas ervas, conhecem as mesmas receitas??
Isso se deve a doutrinação de entidades, ou como costumo dizer, se deve a construção de identidades.

Hoje a Umbanda tem se tornado a religião da plateia, pois até a assistência tem se tornado plateia a escolher o espetáculo do dia... Ou alguém aqui discorda que em determinadas Giras a Casa tem maior procura?

Sou radical? Rude? Intolerante?... Não! Eu posso é bater no peito e dizer que sou um sacerdote que faz aquilo que prega. E assim como respeito quem afirma que em sua Casa, todo mundo é médium e se não for fica sendo, mantenho o que aqui é apenas minha opinião, mas em minha Casa é minha decisão.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Sex Jun 28, 2013 2:02 am

Me lembrei de dois casos que participei, que acabam retratando um pouco do que eu disse:

Anos atrás, fui convidado a conhecer uma Casa, por uma amiga que na época frequentava o local.
A Casa segue uma linha bem distinta da minha, trabalhando no mesmo espaço, mas em paralelo, Umbanda e Kardecismo... Funciona em dois prédios no mesmo terreno, ao mesmo tempo, o dirigente abre os trabalhos de Umbanda, e passa a direção ao Pai Pequeno, depois ele vai ao outro prédio e incorpora um médico que dirige os trabalhos Kardecistas e fica por lá atendendo.

Eu fui direto ao barracão onde se tocava Umbanda, enquanto minha amiga foi para o atendimento kardecista, peguei minha senha e permaneci calado, sentado em meu banco. Quando chamaram minha senha, fui atendido por um Caboclo, na hora que entrei, me pediu licença para me levar ao dirigente da Casa, pois o mesmo fazia questão de atender os sacerdotes que os visitavam, (eu não me apresentei nem como umbandista). Fui conduzido ao outro prédio, onde o espírito do médico que dirigia os trabalhos, veio a meu encontro e saudou pelo nome o Caboclo com quem trabalho, me deu sua benção a mim e a minha Casa... Nesse dia eu não beijei apenas as mãos, me abaixei e beijei os pés dessas duas Entidades. Fiquei emocionado, não por ser reconhecido, pois isso não me tem importância, mas por que tive o privilegio de ser abençoado por duas Entidades.


A alguns meses, após muita insistência de uma irmã que trabalha a tempos em outra Casa, lá pelo quinto convite dela e da dirigente que queria me conhecer, fui junto a minha esposa. Chegamos no horário, pegamos nossas senhas e aguardamos.
Passei por uma entidade e minha esposa por outra... Me foi dito que sou médium e deveria procurar a mãe de Santo, para me desenvolver e trabalhar naquela casa, deveria após a consulta procurar a dirigente e pedir para participar... Minha esposa que estava sendo atendida do outro lado da casa, (é muito grande), ouviu de outra entidade, exatamente a mesma coisa.
Quando do término dos trabalhos, nossa irmã nos avistou e veio nos dar um abraço, depois nos apresentou a mãe de Santo, que nos indagou o porque não nos apresentamos. Respondi que não era necessário, que apenas fui conhecer a Casa, atendendo aos convites e que sua casa era muito bonita.
A segunda pergunta foi com quem havíamos passado, e eu respondi que não conhecíamos os médiuns e não sabíamos seus nomes. Ai a mãe de Santo falou que deveríamos ter avisado, pois assim ela nos atenderia, pois tem muitos médiuns novos na casa... A mim nada espantou esse comentário.
Mas vejam, a preocupação era com a opinião de um sacerdote e não com o atendimento que é dado a quem ali vai precisando de ajuda, pois se a preocupação fosse com o que se deve, acho que não teria atendimentos na tal casa.
Minha senha era de número 130, imaginem quantos não ouviram a mesma coisa, dos mais de cem médiuns que estavam trabalhando.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Laércio em Sex Jun 28, 2013 11:26 am

Ola mano zé roberto...
pois é...
esta de avisar quem vai acaba persuadindo os médiuns..ou ficam sedentos em atender ou tiram da reta...
já ouvi relatos de "médiuns" que dizem "puxa , eu não sabia o que dizer..." mas pera lá, quem falava? a entidade ou o "cavalo"?
e não quando fica uma roleta russa: "sua mãe está doente..."..........."não".............."hummmm seu pai?"................"não".............."sua esposa?"................."não"........................"seu vizinho?"............."parece que sim"........."hahaaaaaaa tá vendo como eu sabia?"

teve um caso recente que chegou aos meus ouvidos que foi o seguinte: o consulente se sentou na frente do preto velho e este começa a falar da mãe do consulente, que lá na arunda ela estava precisando de luz, que desde que ela faleceu ela estava tentando se comunicar, etc, etc..." ai o consulente "mas meu pai, MINHA MÃE ESTÁ VIVA!".
Pero que si pero que no, vai que a véia tinha batido as botas a tarde e o filho não sabia ainda, na frente do preto vleho ele pega o celular e liga "alô mãe, tudo bem ai?"..........."sim filho tudo bem...saudades...etc, etc..."..

e ai josé?
seria um celular que liga para o além?só faltava esta a saida do PV...tadinho dele...sempre leva a culpa...
então, sempre digo: deu branco, vacilou, não está sentindo a entidade "pegar" mesmo,usa o ritual...é preferivel acender 1000 velas do que falar 1 meleca...

continuemos...

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Sex Jun 28, 2013 4:21 pm

Bem Manos e quando se manifesta uma entidade digamos assim um pouco mais bruta tanto no seu modo de incorporação como no seu jeito de conduzir uma consulta....

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Eduardo Higa em Sab Jun 29, 2013 7:31 am

Salve irmãos e irmãs!
Creio que já postei essa história aqui... mas vou postá-la de novo porquê tem relação com o tema discutido:
Certa vez, um pai de santo observou que um Exu de sua casa estava tendo um comportamento rude e grosseiro durante seus atendimentos. Não gostando dessa situação, o pai de santo decidiu que após a gira pediria para o Exu permanecer e doutrinaria-o.
Ao término da gira, os dois vão para uma salinha à parte do terreiro e então o Pai de Santo começa a tentar doutrinar aquele Exu, mas a resposta que ele recebeu foi a seguinte:
"Me doutrinar? Vocês é que precisam ser doutrinados! Vocês em sua ignorância acham que precisam ficar me doutrinando, mas deveriam olhar para si mesmos e como agem. Exu é reflexo, eu sou um espelho do comportamento de vocês. Então, antes de pensar em me doutrinar, doutrine a si mesmo."
O Pai de Santo agradece ao Exu, e este vai embora.....
Uma grande lição né irmãos? 
Abraços e muito axé!

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Laércio em Sab Jun 29, 2013 10:19 am

Ola, 
não podemos confundir a maneira rupreste de caboclos ou a forma "patriarcal direta  " do exu com GROSSERIA DO MÉDIUM.

Da mesma forma, baianos e boiadeiros tem uma forma mais "popular", com risos , modo rústico de falar e se portar que as vezes as pessoas mais "evoluídas" acreditam ser "atraso" da entidade.

...atrasado hj em dia, nem o relógio...

continuemos...

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Tania Jandira em Dom Jun 30, 2013 11:41 pm

Olá mano Marcos!

Pitacando mais um pouquinho...Doutrinar entidade ainda ouço e leio, mas prender ou escravizar entidade... muito raro.

Penso que essa idéia - doutrinar entidade - tem origem no kardecismo... na visão de que espírito é ser em evolução... em visões preconceituosas de que como o espírito se manifesta e se expressa mostra seu grau de evolução... visões que trazem em si contradições... o que importa é a expressão ou o conteúdo???

Sabe, já li há tempos atrás um artigo falando de um Terreiro de São Paulo com capitais no exterior, que era ... a " Umbanda do Futuro" onde foram suprimidas as gargalhadas de Exu e o brado dos caboclos que afastavam a assistência. Entidades " moldadas" para um tipo de mercado...mas para mim não precisa ir tão longe. Há Terreiros que impedem até mesmo o fumo como algo ... atrasado.

Ao mesmo tempo, acredito que se "entidades" mesmo,  trabalhem nesses locais é por que aceitaram a "modelagem" da Casa e não ficarão aborrecidos por não bradar ou fumar. Se entendem que isso é importante para seu trabalho vão encaminhar o médium para outro lugar. Achar que vão mudar essa "modelagem" do local, entendo ser mais uma pretensão humana.

Lembrei também que há muitos anos atrás, tive com uma conversa com meu pai sobre esse assunto de " doutrinar entidade".
Vi ele conversando com uma PG que dizia que ia fazer e acontecer com a sua médium por não dar a ela uma saia. Conversa do jeito dele, olho no olho. Ele dizia que se houvesse algo com a médium, ele não ia acreditar que fosse ela, um espírito de luz. Perguntei sobre se era preciso isso, de doutrinar a PG? Ele me disse que não. Que ele falava a médium, não a PG. Que um médium tinha que ser honesto consigo mesmo, pois se engana alguem, era si mesmo.

A idéia de " prender"  e " escravizar " entidade.. creio que vem também desse ranço kardecista misturado com tentativas de demonstração de poder e coação de alguns dirigentes.

Abração e axé!

Tania Jandira

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Seg Jul 01, 2013 2:27 am

Irmã Tania, você acabou de apontar a cura de muitas das mazelas e errôneas interpretações que hoje observamos em meio a nossa religião.

Quando citou o exemplo de sacerdócio de seu pai, sinalizou o caminho... E não é a pretendida honestidade a cura, não... A cura tem de vir da raiz.
E a raiz terrena de qualquer Casa é o sacerdote.

Somente com sacerdotes preparados e compromissados, teremos uma religião estruturada. Pois é o sacerdote quem deve ensinar honestidade ao filhos de Orixás sob sua guarda. Cabe ao sacerdote agir de forma direta, acolhedora e sincera em tudo o que lhe for apresentado.

Hoje, o que vemos, são inúmeras pessoas que a frente de Terreiros, mal sabem diferenciar uma Entidade de uma expressão anímica e temem uma abordagem direta, pois não estão preparados para atuar... Dai surgem as desculpas, de que não se deve intervir, de que Entidades testam seus médiuns e os zeladores, de que a entidade deve ser doutrinada...
Desculpas que disfarçam o latente despreparo.

Terreiros onde tudo é direcionado a se manter na zona de conforto de seu sacerdote, pois a quebra da rotina demonstra inevitavelmente que o barco está a deriva... Identidades mornas com nomes de valentes guerreiros, padres sentados em tocos e rezando errado o rosário, senhores do ímpeto bebendo leite frio... Casas onde o brado é substituído por chiados incompreensíveis, onde Exu ou vem curvado com as mãos atadas as costas ou é convidado a se retirar... Naus a deriva, barcos a muito furados.


Cambonar é um presente, é o equivalente a uma aula particular tendo um Phd a lhe instruir...

Eu ouvi uma Entidade falar a uma consulente que a única coisa que a diferenciava de uma puta, era a forma de pagamento...
Também ouvi uma identidade falar para uma consulente que ela era vitima de feitiço e que iria ajuda-la.

A Entidade, respondeu a uma pessoa que clamava por vingança a uma possível rival, e que não se reprimia em denominar de prostituta seus desafetos...

A segunda consulente vivia a trair o marido com vários parceiros, e gostava de relatar esse fato detalhadamente em tudo que era Terreiro que visitava, chorando e pedindo ajuda, mas só queria ser atendida por médiuns homens e gostava de escolher, tanto que nesse dia, ela havia trocado de senha com a amiga ao perceber que não seria atendida por quem pretendia.

Aos desatentos talvez a Entidade possa parecer bruta em seus dizeres e a identidade pode parecer compreensiva e acolhedora... Me lembrei do dito popular: "Nem tudo que reluz é ouro".

José Roberto

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Tania Jandira em Ter Jul 02, 2013 3:49 pm

Olá mano Zé!

Eu gostei muito  de sua concepção de " identidade" X " Entidade". Realmente isso de se formar uma " identidade" é visto por aí... mas penso que cada um pode achar o que procura....se alguem quer isso para si, se entende assim, acaba encontrando "dirigente" assim também.

Uma vez tive um debate acalorado num chat com um jovem que fazia um desses cursinhos do Sarraceni, que estava se preparando para ser .... sacerdote. Falava do muito que aprendia nos cursos, enquanto eu perguntava sobre a relação dele com as Entidades dele, não apenas na incorporação....ele não sabia me dizer nada a não ser ...o que estava nos livros e ainda me questionou sobre missão de sacerdócio, que isso foi algo inventado... então, é só abrir um Terreiro ...e os filhos vem. Se a pessoa nem tem experiências concretas com as suas Entidades, vai lá saber da do outro???

Achei também, extremamente pertinente suas lembranças nesse momento com os “ causos” relatados:
“Também ouvi uma identidade falar para uma consulente que ela era vitima de feitiço e que iria ajudá-la...
A .. consulente vivia a trair o marido com vários parceiros, e gostava de relatar esse fato detalhadamente em tudo que era Terreiro que visitava, chorando e pedindo ajuda, mas só queria ser atendida por médiuns homens e gostava de escolher, tanto que nesse dia, ela havia trocado de senha com a amiga ao perceber que não seria atendida por quem pretendia."

[b style="mso-bidi-font-weight"]Identidades[/b] causam danos... a si mesmos, ao Terreiro... mas fácil colocar a responsabilidade no feitiço, no diabo...
 
“Eu ouvi uma Entidade falar a uma consulente que a única coisa que a diferenciava de uma puta, era a forma de pagamento... A Entidade, respondeu a uma pessoa que clamava por vingança a uma possível rival, e que não se reprimia em denominar de prostituta seus desafetos...”

Entidades trabalham sempre, não são cegos ao que somos...
 
Abração mano e muito axé para ti!

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Ter Jul 02, 2013 10:25 pm

Olha irmã... Nesses cursinhos de sacerdote, a coisa funciona assim:

Você chega, preenche uma ficha cadastral, paga o valor do curso, podendo dividir em parcelas este valor.
Recebe um cronograma que é mais ou menos seguido.
Recebe orientações quanto as vestimentas, datas e horários.

Frequenta o curso de duas horas semanais e no final de um ano recebe o certificado de sacerdote, homologado pela federação de propriedade do dono do curso.

No decorrer deste curso, lhe é oferecido outros cursos complementares e diversos materiais de apoio didático e até pemba, fitas, cordas, e um monte de bugigangas.

Geralmente os que se destacam no decorrer do curso, são convidados a receberem auxilio para abrirem suas casas, filiando-se a tal federação, que irá espedir certificações e prestar apoio logístico remunerado... etc, etc, etc.

Realmente irmã, para esse tipo de comercio não é necessário qualquer tipo de missão, basta ter tino comercial e vontade de ganhar dinheiro explorando a fé.

E haja livro e apostilas a doutrinar as identidades.

José Roberto

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marco em Qua Jul 03, 2013 9:45 pm

O que estranho é como quando esse novo "doutorado" vai para a gira e trás a sua entidade, essa não deixa um "recadinho" a perguntar o que é que o médio anda a fazer...

Axé.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Qui Jul 04, 2013 10:17 am

Marco, vou ilustrar uma situação corriqueira...

O individuo com uns dois anos na religião, que está no início de seu desenvolvimento, podendo ser médium ou não, é convidado a fazer um cursinho de sacerdote...
Resolve ir e nos primeiros dias é identificado por seu potencial em abrir e manter um Terreiro, pois tem meios financeiros para tal ou é uma pessoa bem articulada e poderá captar adeptos com maior facilidade. Pronto... A partir deste momento o individuo passa a ser tratado com distinção e é impelido a compor um pequeno grupo de cerca de um quarto dos cursistas, pois são os que tem o potencial a abrir franquias...

Nesse momento, a direção do curso passa a tecer elogios constantes aos participantes deste pequeno grupo, e passam a se referir as entidades destes, como os seres mais iluminados do momento... O ego é massageado constantemente e por indução da influencia exercida pelo vendedor do curso, todos os participantes passam não só a crer, como a exaltar cada vez mais a luz do individuo e de seus entidades.

Imagine isso na cabeça de um individuo que mal conhece a religião, sendo tratado por eleito das entidades, ouvindo sobre sua nobre missão e tendo tudo facilitado por esse motivo...
O despreparado, acredita em tudo isso e passa a gostar disso... É esse o objetivo, afinal ele tem de se envolver a ponto de aceitar o que virá em forma de proposta comercial.

Eu tenho filhos, formados sacerdotes de cursinho, que hoje fazem desenvolvimento e ainda não incorporam de fato Entidades, alguns já a incorporam, mas de maneira muito primária, faltando muito ainda em seus desenvolvimentos. E são sacerdotes, com certificados homologados por federações.

Quando conversamos sobre isso, hoje assumem que tinham vergonha (pois todos incorporavam tudo) e forçavam uma incorporação de arquétipos, ou que achavam que incorporação era aquilo, onde tentavam adivinhar o que a Entidade queria que fizessem, e até que em dado momento, o ego lhes dava um empurrãozinho, afinal são sacerdotes, tem de ser melhores...

Portanto irmão Marco, em muitos desses casos, não há Entidade para deixar recados, e quando há, não são ouvidas, pois tem muitas vozes a atrapalhar.

Imagine você, praticante de tal vertente, leitor assíduo do Pai de Santo famoso que perante umas mil pessoas fazendo curso sacerdotal, sendo apontado por um potencial iluminado, dono de um futuro religioso brilhante, pessoa que vai promover curas físicas e espirituais, trabalhador compromissado dos espíritos, etc, etc, etc... Não é difícil se deixar levar, e assim surgem as franquias.

José Roberto

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marco em Qui Jul 04, 2013 11:26 am

Obrigado mano Roberto, claro como agua da fonte...


Se todas as empresas do mercado tratassem assim seu clientes provavelmente a economia estava muito melhor.....

AAAllleeeluuiiaaa!!

Perdoem-me a brincadeira..

Axé

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Qui Jul 04, 2013 5:01 pm

José Roberto escreveu:


Eu tenho filhos, formados sacerdotes de cursinho, que hoje fazem desenvolvimento e ainda não incorporam de fato Entidades, alguns já a incorporam, mas de maneira muito primária, faltando muito ainda em seus desenvolvimentos. E são sacerdotes, com certificados homologados por federações.

Quando conversamos sobre isso, hoje assumem que tinham vergonha (pois todos incorporavam tudo) e forçavam uma incorporação de arquétipos, ou que achavam que incorporação era aquilo, onde tentavam adivinhar o que a Entidade queria que fizessem, e até que em dado momento, o ego lhes dava um empurrãozinho, afinal são sacerdotes, tem de ser melhores...




Mano José Roberto, baseado no que escreveste creio que as antigas provas seriam as mais plausíveis nos dias de hoje, separaria o joio do trigo. E o Mano oque achas? E as Federações mais antigas porque não reagem mostrando ao povo a marmotagem....

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Jonatas em Qui Jul 04, 2013 5:43 pm

Daniel A. Nascimento escreveu:Mano José Roberto, baseado no que escreveste creio que as antigas provas seriam as mais plausíveis nos dias de hoje, separaria o joio do trigo. E o Mano oque achas? E as Federações mais antigas porque não reagem mostrando ao povo a marmotagem....

 Boa noite mano Daniel,

algumas das provas mais antigas não podem ser aplicadas por oferecerem riscos aos "testados" sem contar que pode até virar caso de polícia.

Se fosse possível seria uma ótima ideia, muitos cairiam por terra.

Poderíamos pensar em alguns testes que não comprometam a integridade física. O que acha?

Falando em Federações...será que eles estariam dispostas a perder seus federados($$$$$)?



Abraços.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Qui Jul 04, 2013 7:58 pm

Irmãos, na verdade algumas provas ainda são executadas, mesmo porque quem as inseriu foram as Entidades com quem trabalho, são sutis, mas muito eficazes.
Infelizmente não posso descrever aqui as provas, que são executadas em segredo, onde apenas o sacerdote e a Entidade participam e em alguns casos, Entidade do dirigente, cambone e Entidade testada. Sendo que os resultados não são compartilhados com os demais...    

Aqui, após toda ritualística pertinente a autorização para se trabalhar no atendimento, a Entidade que trabalhará com o filho, conversa com uma das Entidades do Sacerdote, tendo duas testemunhas a esse dialogo...  E o primeiro atendimento da Entidade será o Sacerdote. Além disso é obrigação do sacerdote falar com todas as Entidades, antes do início dos atendimentos.  

O problema de muitas federações, é que são justamente elas a promoverem tais cursos, ou são pertencentes aos que assim procedem... Federação de nossa religião, infelizmente não atende a nossas aspirações.

Prossigamos...

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Qui Jul 04, 2013 8:47 pm

Mano Jose não questionei o seus filhos e nem como eles são desenvolvidos! Tenho certeza que eles estão em boas mãos...Usei sim o seu exemplo como forma genérica para ilustrar o mesmo que ocorre por esse Brasil afora......


  Mano Jonatas, com certeza as coisas hoje em dia são mais difíceis...porém a prova do marafo eu acho que ela é bem aplicável para os nossos dias.... a do Fogo com certeza daria cadeia....



  Lembrando o tópico é Doutrinar a Entidade

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por José Roberto em Sex Jul 05, 2013 8:00 am

Irmão Daniel, não havia entendido que estava a me questionar não... É que muitas vezes uso por exemplo o que me é rotineiro, e nada me é mais rotineiro que as coisas que acontecem em Casa.

E não se constranja em me perguntar o que ocorre em minha Casa, pois não vejo problemas nisso, e responderei da maneira que me for possível.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marco em Sex Jul 05, 2013 10:59 am

 
Poderíamos pensar em alguns testes que não comprometam a integridade física. O que acha?

Este tema é uma das minhas buscas de entendimento e não sei se é mais correcto deixa-la aqui ou criar novo tópico:

"Não é suficiente a presença de uma entidade para reconhecer a presença de outra? Ou seja, é necessário testes?

Axé.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Jonatas em Sex Jul 05, 2013 12:19 pm

Marco escreveu:
 
Poderíamos pensar em alguns testes que não comprometam a integridade física. O que acha?

Este tema é uma das minhas buscas de entendimento e não sei se é mais correcto deixa-la aqui ou criar novo tópico:

"Não é suficiente a presença de uma entidade para reconhecer a presença de outra? Ou seja, é necessário testes?

Axé.

Mas será que a entidade que "presente" realmente está?

Ou seja, os PDS que testam os filhos realmente tem "cacife" para tal?
São eles capazes de realmente saber se estão ou não incorporados?
Suas "entidades" realmente estão lá para ver quem está e quem não está?
Estes PDS topariam, em uma reunião onde só houvessem PDS passar por tais provas?

Neste mundão já vi cada coisa, desde PDS incorporado de Exu que de tanto que bebeu o "Exu" tropeçou e caiu. Até Pai de Santo que fez curso de "Sacerdote" quando nem sabia o que era "Umbanda" e prega que para ser PDS precisa 7 , 14 ou 21 anos.

Esse mundão me impressiona a cada dia.

continuemos...

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marcia Souza em Qui Jul 25, 2013 8:30 am

Tópico muito interessante, me encheu de dúvidas...

Na minha casa, nos dias de gira, o que escuto é a entidade chefe dizer pra outra "doutrina teu cavalo", ao menos lá sempre se diz que é o médium que tem que se doutrinar e já vi gente sair (emburrado) da corrente e até da casa pq a sacerdote disse que tal pessoa não é médium de incorporação (e a pessoa tava lá insistindo).

O que eu entendo é que mta gente tem intuição e acha que tá incorporado.

Eu ainda estou em desenvolvimento, por isso mesmo o tópico me deu nó, já que veio de encontro com meu ceticismo...

Minha sacerdote só deixa entidade dar consulta depois de dar o nome, riscar ponto e conversar com ela (semanas de conversa), isso seria um teste?

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marcia Souza em Qui Jul 25, 2013 8:41 am

Vou colocar um relato, pq fiquei bem confusa mesmo e de repente os manos me ajudam...
 
Antes de entrar pra Umbanda uma amiga minha que é MDS no candonblé jogou búzios e disse que eu era filha de Oxalá e que portanto, eu não iria incorporar...
 
Daí que qdo entrei na corrente achei que ia só cambonar, meu guia veio, deu nome e insistiu comigo que ele queria trabalhar naquela casa e eu me fazendo de sonsa, tudo que eu sentia na gira eu achava que era só intuição, até pq os outros médiuns tudo ficavam falando que eram 100% inconscientes...
 
Um dia, passei mal pra caramba e a entidade chefe me mandou parar de travar...
 
Pronto, confusão feita. Eu fui falar com a sacerdote depois, disse pra ela que tinha medo de animismo, que tava com vergonha, que não sabia como funcionava (coisa de filho iniciante, penso eu) e ela me disse pra não se preocupar, me explicou a semi-consciência e um monte de coisas sobre incorporação e me disse que dois dias antes o meu caboclo teria se apresentado pra ela e conversado (e o engraçado, ele deu o mesmo nome que tinha me falado e que ninguém lá sabia ainda), então ela me disse: O chefe da sua coroa já está aí já, basta saber como é que vcs vão trabalhar juntos agora, mas deixa que isso ele mesmo decide, não tenha pressa.
 
Daí no outro sábado teve uma festa pra preto velho, muito bonita por sinal, e eu tava lá cantando os pontos, na maior tranquilidade qdo a entidade veio e dessa vez não deu de travar nada, eu tentei falar com o zelador (eu ia pedir socorro pq eu parecia que tava era com febra alta, tremendo de bater o queixo e não controlava nenhum dos meus movimentos) mas qdo abri a boca saiu um dialeto esquisito e qdo vi tava eu lá no banquinho chorando e rezando um rosário...

Depois disso saí da corrente pq estava grávida e devo retornar só agora em agosto, isto qdo e se me conviderem de volta.

Agora as perguntas:

1. A MDS minha amiga pode ter errado nos búzios? Eu não fiz o amanci ainda, só no final do ano. Filho de oxalá não incorpora? Isso é verdade?

2. Não é o chefe da coroa que vai me dizer qual os Orixás regentes?

3. Ninguém quer me passar por MP uma forma de testar? Eu sou teimosa feito uma mula, não faço questão nenhuma de incorporar, mas não quero me enganar com animismo também e por isso ainda encuco mto com isto.

Muito axé a todos os manos!

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Laércio em Qui Jul 25, 2013 11:32 am

Marcia Souza escreveu:Tópico muito interessante, me encheu de dúvidas...

Na minha casa, nos dias de gira, o que escuto é a entidade chefe dizer pra outra "doutrina teu cavalo", ao menos lá sempre se diz que é o médium que tem que se doutrinar e já vi gente sair (emburrado) da corrente e até da casa pq a sacerdote disse que tal pessoa não é médium de incorporação (e a pessoa tava lá insistindo).

O que eu entendo é que mta gente tem intuição e acha que tá incorporado.

Eu ainda estou em desenvolvimento, por isso mesmo o tópico me deu nó, já que veio de encontro com meu ceticismo...

Minha sacerdote só deixa entidade dar consulta depois de dar o nome, riscar ponto e conversar com ela (semanas de conversa), isso seria um teste?

 Ola,
prezada marcia:
toda casa tem uma sistemática de fazer avaliações da conduta dos médiuns para ir então soltando aos poucos para que possam atender o publico.
embora eu tenha tido manifestações "cedo", demorou mais de 2 anos até o pds soltar as rédeas e eu ter a confiança necessária de não intervir no atendimento da entidade.

Todos nós temos incrustrado em nosso HD conceitos éticos advindos da familia, dos pais, da criação religiosa, em miúdos, tabus e medos, regras e anarquismos.
Nós regidos pelo padrão da sociedade temos conceitos a respeito de sexualidade, raça, ganhos financeiros, enfim toda a gama de éticas as quais nossos sentidos também agregam todo dia novos conhecimentos, que dependendo de nosso entendimento ou aceitação, podemos agregar ao nosso padrão de vida ou sermos intolerantes com o padrão.

A entidade está acima dos padrões ditos "normais" da sociedade e tem uma visão do todo grupal ou da vida da pessoa consultada em uma amplitude que foge a nossa compreensão.

Enfiar um charuto na boca, rodar, dançar, bater no peito, fazer a magia do ritual, pontos, roupas, etc, enfim a COREOGRAFIA de umbanda tem a eficácia e jamais podemos a desprezar, afinal como sempre digo, "caiu a conexão, use o benzimento, nem que seja vc mesmo...."

digo isto porque a "porqueta torce la rabeta" quando o sagrado é posto a parede para dar respostas como SIM OU NÃO.
Aliás, pouca gente vai no terreiro para querer saber do passado.as pessoas querem resoluções para o futuro.As vezes as entidades vasculham o passado, coisas que a pessoa nem lembrava, faz uma espécie de "ligue os pontos" e mostra que o que levou a situação presente foram fatos que a pessoa até achava sem importância.

Sua MDS está correta, pois antes de atender o pessoal "de fora", é preciso que vc e sua entidade estejam bem "assentados", confortáveis, seguros na mistura, desde traçar pontos e falar o nome com segurança, sem ser "zé" na segunda e na quinta "manuel"...
dizem os mais antigos que o "pajé era um doente que se curou"...
então, antes é preciso fazer um upgrade para depois estar atendendo...como vc vai suportar um atendimento que a pessoa vai se queixar que não foi a miami nas férias sendo que vc não tem pão em casa as vezes?
o médium pode perder o controle e furar os olhos do consulente por indignação...kkkkkkkkkkkkkkk  

continuemos...

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Laércio em Qui Jul 25, 2013 11:40 am

Marcia Souza escreveu: 
Antes de entrar pra Umbanda uma amiga minha que é MDS no candonblé jogou búzios e disse que eu era filha de Oxalá e que portanto, eu não iria incorporar...

se for candomblé, normalmente "vira" em osaguiã ou oxalufã
 
ficavam falando que eram 100% inconscientes...

ótimo! abre possibilidades de falar até coisas diretas a pessoa sem que ela interfira!!!!..kkkk ou então, enfia uma agulha de crochê na coxa do médium para ver se num sai um "ai"......... 
 
Um dia, passei mal pra caramba e a entidade chefe me mandou parar de travar...
parou? 


O chefe da sua coroa já está aí já, basta saber como é que vcs vão trabalhar juntos agora, mas deixa que isso ele mesmo decide, não tenha pressa.

sim, prefeito.
 
Daí no outro sábado teve uma festa pra preto velho, muito bonita por sinal, e eu tava lá cantando os pontos, na maior tranquilidade qdo a entidade veio e dessa vez não deu de travar nada, eu tentei falar com o zelador (eu ia pedir socorro pq eu parecia que tava era com febra alta, tremendo de bater o queixo e não controlava nenhum dos meus movimentos) mas qdo abri a boca saiu um dialeto esquisito e qdo vi tava eu lá no banquinho chorando e rezando um rosário...

seria o elvis..kkk?

Agora as perguntas:

1. A MDS minha amiga pode ter errado nos búzios? Eu não fiz o amanci ainda, só no final do ano. Filho de oxalá não incorpora? Isso é verdade?

depende.segundo algumas roças, exu ou oxalá não viram na coroa, sendo o orixá...e filho de oxalá, todos somos...
agora, na umbanda como é entidade "normalmente", pode ter por exemplo "caboclo roxo de oxalá"...

2. Não é o chefe da coroa que vai me dizer qual os Orixás regentes?

hummmmmmmm...sim e não.normalmente a confirmação é feita pelo pds.senão não precisaria de sacerdote.

3. Ninguém quer me passar por MP uma forma de testar? Eu sou teimosa feito uma mula, não faço questão nenhuma de incorporar, mas não quero me enganar com animismo também e por isso ainda encuco mto com isto.


o que é MP?

Muito axé a todos os manos!

asé

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marcia Souza em Sex Jul 26, 2013 7:42 am

Laercio,

Muitíssimo obrigada pelos esclarecimentos.

Verdade, meu caboclo deu mesmo um nome que termina com "de oxalá" Razz e nos búzios eles tinham falado em Oxaguiã...Mas é que na minha teimosia achei que ter clarividência já bastava e que não precisava de mais nenhuma outra mediunidade...

Se tiver um orixá que determine teimosia, com certeza tá na minha coroa Twisted Evil 

Se eu parei de travar? Vejamos, tô há 1 anos fora da corrente por conta da gestação/amamentação então não sei se qdo o caboclo vier eu vou deixar fluir naturalmente, é algo que ainda vai levar um bom tempo até se ajustar...E até prefiro que seja assim, com calma e segurança.

Gostei da idéia da agulha de crochê...rs

MP é mensagem privada, era sobre os testes pra diferenciar intuição de incorporação, mas deixa, na hora certa minha mds vai falar né? Apesar de que seria um bom tema de discussão aqui no fórum.

Axé.

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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Laércio em Sex Jul 26, 2013 10:38 am

Marcia Souza escreveu:Verdade, meu caboclo deu mesmo um nome que termina com "de oxalá" Razz e nos búzios eles tinham falado em Oxaguiã...

Ola, então está certo, pois oxaguiã é o JOVEM, o que usa a espada..é o guerreiro..
guerreiro por guerreiro, o arquétipo do caboclo...
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Re: Doutrinar a entidade.

Mensagem por Marcia Souza em Sex Jul 26, 2013 12:37 pm

Ah, que alívio!

Pq euzinha ainda não contei pra minha mds que joguei búzios (foi antes de entrar na casa, claro), mas é que ela tem 79 anos e é uma senhorinha bem tradicional defensora ferrenha da umbanda sagrada...mas eu vou ter que contar antes do amanci, não vai ter jeito.

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