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Salve Os Pretos e Pretas Velhas! Adorei as almas!

"Feitura" de Orixá na Umbanda 553

"Feitura" de Orixá na Umbanda

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"Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Laércio em Ter Mar 06, 2012 1:12 pm

Ola grupo,
saudações a todos!

Pegando carona no tópico de Kambami, abro este debate.

Um dos temas que tem sido debatido em várias listas, seja de Candomblé ou Umbanda, é quanto a "feitura" de Orixá na Umbanda.Como e quais seriam as interpretações a respeito?
Sabemos que a raiz advinda dos culto afros na Umbanda equivale a um bom peso, porém quais os delimitadores entre Candomblé e Umbanda nesta questão de "trato a Orisá"?

Um Pai de Santo de Umbanda precisa/deve ser iniciado no Candomblé, ter dado as obrigações para que possa "fazer os santo" da pessoa?

Abraços
Que Olorun nos guie!


Última edição por Laércio em Qua Mar 07, 2012 12:01 pm, editado 1 vez(es)

Laércio
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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Ter Mar 06, 2012 3:07 pm

Olá mano Laércio!

O que eu aprendi é que só se pode dar o que se tem, então se um Sacerdote da Umbanda fez seu orixá na Umbanda, pode iniciar os seus filhos também.

Na Umbanda que pratico o que podemos relacionar com a " feitura" no Orixá são nossos boris, que citei no tópico do Kambami sobre " imantação". É um processo, até o Bori de Iniciação á Umbanda.

Nesse Bori de Iniciação, todas as nossas entidades " comem"; assim como todos os Orixás com que trabalhamos e em especial nosso Ori. Também louvamos Oxalá e os Guias mais importantes da Casa e lógico também os Exús, nossos e o responsável pela Tronqueira.

Além disso, se não tivermos ainda otás de nossos Pais, isso é feito.

Temos também um pequeno cerimonial mais interno, aonde a pessoa sai do recolhimento sob um alá, com todos cantando para o Ori da pessoa, que se manifesta e é levado a saudar os Axés da Casa.
Normalmente também, ou o Pai ou a Mãe também se manfestam; assim como um preto (a) velho(a) ou um caboclo.
Pelo que percebo, quem mais na Umbanda vai responder em relação aquele filho.

Mas como falei antes não tem um tempo determinado para isso. Depende da necessidade ou desenvolvimento do médium.

Abraços e axé!

Tania Jandira

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por convidad em Ter Mar 06, 2012 8:24 pm

Olá manos e manas!

Creio que sempre deixei claro essa minha visão a respeito das iniciações feitas seja na Umbanda ou mesmo Candomblé.

Na Umbanda o Sacerdote não só pode como deve sim realizar da forma como a Umbanda trata a inicação daquele filho/a sem nenhum detrimento de seu Ritual que diz respeito apenas aos Umbandistas, assim como os do Candomblés dizem respeito apenas aos Candomblecistas.

Essa dificuldade de entendimento creio ter partido dos que passaram pela Umbanda e por motivos impares adentraram ao Candomblé.

É quando começam a haver as comparações e delas poucos sabem entender, mas a grande maioria se acha diferente e começam a pontuar, causando com isso uma separação imprópria de duas culturas religiosas que mesmo sendo similares e de origens influenciadas iguais o joguinho do quem pode mais.

Aprendi desde cedo que o vento que sopra lá também sopra cá e creio muito nisso ao ponto de saber comer de diversas maneiras, seja com talheres, mãos ou mesmo hashi.

Entendo que o que devemos ter é amor pelos guias, pelos Orixás/Inquinces e Voduns, o resto deixo por conta dos que se dizem sem ser.

Aprendi desde pequeno a dar valor a quem me alimenta, seja com um belíssimo banquete aos 4 talheres ou mesmo na folha da bananeira. O que me importa é se a comida saciou minhas necessidades, me fez bem e me foi servida com amor e carinho.

Entendo que no decorrer de nossa vida religiosa, topamos com sacerdotes muitas vezes confusos e que por alguns momentos até concordamos com eles. Porém o tempo é o Pai da grande sabedoria e nos mostra que o mais importante na vida é estar bem com os outros e com nós mesmo, pois temos a obrigação de completarmos nosso album com boas lembranças para estarmos pronto e sermos recebido no Orun/Duilo.

Como tanto o Candomblé como a Umbanda mesmo tendo algumas normas de conduta que são seguidas por todos os terreiros, sabemos também que cada casa é uma casa e jamais será igual ou unificada pelo próprio motivo do axé que é particular e intransferível.

Vejo ambos bem sadios quando não se tornam terreiros de filiais e sim espaços individuais que comungam uma mesma fé, pois uma coisa é ter hereditariedade (ser descendente de um axé, de um terreiro) outra é criar cartilhas iguais as de nosso iniciadores.

E mais uma vez trago para reflexão a fala de grandes mestres que vivenciram isso de perto, Hama e Ki-Zerbo.

Esse testamento vivo ilustra com eloquência a força da concepção africana de tempo mítico e social. Seria tal visão do processo histórico estática e estéril, na medida em que coloca a perfeição no arquétipo do passado, na origem dos tempos? Constituiria o ideal para o conjunto das gerações a repetição estereotipada dos gestos do ancestral? Não. Para o africano o tempo é dinâmico e o homem não é prisioneiro de um mecânico retorno cíclico, podendo lutar sempre pelo desenvolvimento de sua energia vital. Há, entre os Songhai, um poema significativo:
Não é da minha boca.
É da boca de A, que o deu a B, que o deu a C,
que o deu a D, que o deu a E,
que o deu a F, que o deu a mim
Que esteja melhor na minha boca do que na dos ancestrais.

A vontade constante de invocar o passado que não significa, no entanto, imobilismo e não contradiz a lei geral da acumulação das forças e do progresso. Daí a frase: Que esteja melhor na minha boca do que na dos ancestrais. A viva consciência do passado, sua importância sobre o presente, não anulam o dinamismo deste, como testemunham numerosos
provérbios.

Abraços e axé!

convidad

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Jairton de Souza em Ter Mar 06, 2012 8:55 pm

Salve mano Laercio e demais manos e manas

Bom voltemos um pouco na historia , e vamos la no período onde “sequestraram” os negros de sua terra ... sabemos que dentro das sociedades africanas existia uma hierarquia bem definida, com seus reis, sacerdotes , babalaôs, etc. Temos que lembrar também que os cidades possuíam seu Orixá Patrono, em sua grande maioria cultuavam apenas aquele orixá, não dominando assim os fundamentos dos demais Orixás do panteão .
Essa realeza e clero era quem detinha o conhecimento profundo das rezas, orôs, fundamentos, etc. O povo defendia essa realeza e clero a toda prova, sendo assim já temos em vista que nem todo negro tinha completo conhecimento do culto aos orixás, e nem sempre os que detinham o conhecimento era escravizado ...

Pois bem , trouxeram os negros ao brasil, espalharam eles pelo território e os misturaram intencionalmente para que as rivalidades entre as tribos servissem para evitar a aglomeração deles em uma única força de resistência contra os Senhores .

Cada um trouxe o pouquinho do conhecimento que lhe era permitido saber dentro da sua cidade a respeito do seu Orixá patrono, que foi misturado com conhecimentos das demais nações , dessa “misturebada” nasceu o culto aos orixás, que depois da libertação dos escravos, eles se aglutinaram por tribos, e passaram a ter o culto de nação, que veio dar origem ao candomblé..

Mas por que essa ladainha histórica toda, só pra lembrar que o que se faz hoje no candomblé muito pouco tem haver com o que era feito na África a 1000, 700 , 600 anos atrás, pois os que detinham o conhecimento ou não era escravizado ou quando era não repassava seu conhecimento, os que repassaram o conhecimento não detinha ele por completo, houve uma imensa mistura , sem falar na perda pela tradição oral... Então não existe feitura correta como a tradição Africana fazia..

Isso que muitos Candomblecistas e muitos Umbandistas que são contrários a feitura de Orixas na Umbanda defendem, que a Umbanda não tem conhecimento para tal , e um conceito sem fundamento, pois o povo do candomblé também não possui o conhecimento pleno como na África pré-colonial.

Da mesma forma que o Candomblé assimilou diversos cultos(nações), sem pleno conhecimento de todo seu panteão, a Umbanda também o fez , com suas adaptações ambas criaram seus ritos, sem que esses tivessem menos ou mais valor espiritual .....

O Sacerdote de Umbanda ,desde que tenha sido preparado pelo seu Sacerdote ou pelo seu Guia pra trabalhar com Orixás, poderá faze-lo sem nenhum problema ou risco para o iniciado. Da mesma forma que existe sacerdotes despreparados na Umbanda existe em toda religião, tem que se ter cuidado com “absurdos” que se fazem em nome da religião, o Sacerdote tem que ter um preparo , um conhecimento adquirido ou através de seu Sacerdote ou seu Guia.

Acredito que uma pessoa não possa dar aquilo que não possui, então para que um Sacerdote possa lhe dar com o Orixá de um filho, ele tenha que ter o seu Orixá assentado, tem que ter feito as obrigações previstas em seus ritos , não as previstas no rito alheio, mas as que lhe foram administradas pelo seu Sacerdote , só assim ele terá base, experiência e Axé para cuidar do Orixá e do filho que estão a seus cuidados ...

Jairton de Souza

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Convidad em Ter Mar 06, 2012 10:26 pm

Laércio escreveu:Ola grupo,
saudações a todos!

Pegando carona no tópico de Kambami, abro este debate.

Um dos temas que tem sido debatido em várias listas, seja de Candomblé ou Umbanda, é quanto a "feitura" de Orixá na Umbanda.Como e quais seriam as interpretações a respeito?
Sabemos que a raiz advinda dos culto afros na Umbanda equivale a um bom peso, porém quais os delimitadores entre Candomblé e Umbanda nesta questão de "trato a Orisá"?

Um Pai de Santo de Umbanda precisa/deve ser iniciado no Candomblé, ter dado as obrigações para que possa "fazer os santo" da pessoa?

Abraços
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Olá mano meciê, permita que lhe chame assim, rsrsrs.

Particularmente não gosto desse termo "fazer orixá" pois entendo que orixá não se faz em ninguém e os temos desde que nascemos.

Não entendo o Blé como diretriz para o culto aos orixás pois além de ser uma religião brasileira, muito se afasta do culto milenar ancestral Yorubá. Eles cultuam da forma deles e quem participa do forum da rede afro e estuda também entende que há muitas vertentes. É outra religião bonita para quem se adapta ou entende que é a forma de adorar seus deuses.

Aprendi com meu babá falecido que a feitura na vertente de Umbanda que cultuo leva em consideração não só o saber como também outros ingredientes como dedicação, amor, simplicidade, caridade e outros que fazem dele um ser humano normal (não é santo) que trabalha, tem família e não vive da religião, podendo e tendo a capacidade de abrir uma casa de caridade/tenda espírita/ou terreiro de Umbanda.

O título de PDS/MDS ou sacerdote é dado na sua consagração/feitura pela entidade dirigente por escolha e merecimento e não por amizade ou qualquer outra ligação com o babá. São praticamente 14 anos de preparação , de recebimento de axé louvando as manifestações do CRIADOR na natureza e de dedicação a causa que escolheu.

Entendemos que só pode trasmitir axé quem o recebeu e assim não há cursos e o aprendizado se dá no dia a dia, na manipulação de forças, na constancia dos trabalhos, enfim sendo "cavalo" ou "burro" de entidades que dirigem e transmitem suas mensagens.

Finalizando meu caro mano não vejo que para ser Pai/Mãe de Santo ou sacerdote na Umbanda precise ser "pastor", "padre", ou qualquer título que advenham de outras religiões.

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Qua Mar 07, 2012 11:30 am

Olá manos, eu de novo!

Eu entendo a “ feitura de santo “
do candomblé como um ritual para o fortalecimento do Ori de uma pessoa, então minha interpretação é que na Umbanda há também rituais que tem esse significado, podendo haver um ritual especifico, para alguns chamado de Coroação, outros Iniciação.

Mas, e me perdoem se erro em minha interpretação, entendo que no Candomblé , esse ritual é “ porta de entrada” do Filho de Fé e na Umbanda tem um sentido mais de uma solidificação de um processo.

Como duas religiões diferentes há entendimentos diferenciados também, da manifestação do Orixá da pessoa. “ Incorporação” na Umbanda, que vai se dando através de um processo de desenvolvimento mediúnico ( na maior parte das vezes) e “ possessão” no Candomblé que se dá pela 1ª vez ( na maior parte das vezes) a partir do ritual de feitura do Santo.

Penso que isso delimita uma parte do “ trato “ com os Orixás nas duas religiões. Daí dizerem que o Orixá “ nasce” no dia da feitura de santo” no Candomblé, precisando então, ser ensinado. E na Umbanda há um trabalho de desenvolvimento mediúnico para maior “ afinização” com o Orixá ( que se manifesta a partir de seus “ falangeiros”).

Só dando mais um pitaquinho, nessa prosa...

Abraços e axé!

Tania Jandira

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por convidad em Qui Mar 08, 2012 8:30 pm

Tania Jandira escreveu:Olá manos, eu de novo!

Eu entendo a “ feitura de santo “
do candomblé como um ritual para o fortalecimento do Ori de uma pessoa, então minha interpretação é que na Umbanda há também rituais que tem esse significado, podendo haver um ritual especifico, para alguns chamado de Coroação, outros Iniciação.

Mas, e me perdoem se erro em minha interpretação, entendo que no Candomblé , esse ritual é “ porta de entrada” do Filho de Fé e na Umbanda tem um sentido mais de uma solidificação de um processo.

Como duas religiões diferentes há entendimentos diferenciados também, da manifestação do Orixá da pessoa. “ Incorporação” na Umbanda, que vai se dando através de um processo de desenvolvimento mediúnico ( na maior parte das vezes) e “ possessão” no Candomblé que se dá pela 1ª vez ( na maior parte das vezes) a partir do ritual de feitura do Santo.

Penso que isso delimita uma parte do “ trato “ com os Orixás nas duas religiões. Daí dizerem que o Orixá “ nasce” no dia da feitura de santo” no Candomblé, precisando então, ser ensinado. E na Umbanda há um trabalho de desenvolvimento mediúnico para maior “ afinização” com o Orixá ( que se manifesta a partir de seus “ falangeiros”).

Só dando mais um pitaquinho, nessa prosa...

Abraços e axé!

Bem mana o que de fato ocorre no Candomblé não é apenas um fortalecimento do Ori e sim a união deste com o senhor "deus individual", por isso a palavra contraida, Ori (cabeça) Sà (senhor divino) dando o entendimento de Senhor da Cabeça.
O que ocorre nas inicições é a verificação da ancestralidade de cada filho com seu antepassado, por isso ele deve ser inicado a determinado culto.

No Candomblé porém uniu-se tudo em um ínico espaço onde todos aprendem a cultuar não somente o seu Senhor mais sim diversos outros.

A Palavra Bábàlòrìsà tem o significado de o Pai que detem o poder do conhecimento dos Òrìsà o que sabemos ser apenas uma palvra já que na verdade para se ter conhecimento profundo de um determinado Òrìsà deve-se ser inicado ao mesmo e não apenas tê-lo em assentamento, mas isso são outros quinhetos...

Sabedor de seu Deus pessoal o neófito passa a contar com a força deste e assim ter sucesso em suas súplicas e em sua caminhada.

Assim como descreveu apenas lembro que o Òrìsà no Candomblé de fato nasce no dia que lhe é feito o Ritual do Adoso (adoxo).

Antes porém o neófito já o tem em contato mas ainda sem o controle é aqundo dizemos que a pessoa "bolou no santo". A força é tamanha que o neófito não segura essa mistura de Ori com Sa.

É quando após iniciado o neófito mesmo em trase já com o seu Sa, ainda é conduzido pelo Mokan, uma trança de palha da costa onde mantem o mesmo afastado de toques excessivos.

Não é o sa quem irá aprender a dançar, apedir, ou a falar e sim o neófito misturado a ele com sua pré-consciencia a deixá-lo manifestar aos poucos seu ato.

Para tanto estabeleceu-se regras de danças e de apresentações no Sirè, onde o Sa irá se juntar e ai sim aprender a compartilhar seu espaço com outros Sa, por isso o imprtante trabalho das Ekedji em permanecer entre eles para evitar confrontos territoriais.

Estabeleceram no candomblé 7 anos para formação de um Sa, mas isso varia muito de casa pra casa e de filho para filho.

Logo podemos perceber que ambas as religiões são identicas no ensino e na doutrinação metódica da plenitude seja do Orixá ou mesmo do guia.

São forças muito parecidas e dependerá do aparelho mediúnico e do conhecimento Sacerdotal o bom desenvolvimento de ambos, filho e Orixá/Guia.

Abraços e axé!

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Leonardo Obatalá em Qui Mar 22, 2012 12:33 pm

Olá irmãos,
Na minha primeira casa de Umbanda linha das almas, a mãe de santo fazia um banho de descarrego para o filho assim que entrava.
Passado um tempo ele recebia a guia de oxalá e arriava uma canjica para o seu anjo da guarda (ori) e tomava o banho da água.
Após um tempo (1 a 3 anos) o Amaci era feito com as bebidas do santo de cabeça correspondente e lavava a cabeça do filho com manjericão e as ervas do mesmo, se fosse homem um charuto é esmigalhado no amaci. A cabeça era cruzada com pemba branca virgem, as ervas e as bebidas ficavam na cabeça do médium e no caso de filhos de ogun era colocada uma espada de são jorge nas costas do filho para ele deitar. Uma vela de cêra era acesa.
Um ritual sempre era feito a fim de fixar o preto velho como guia chefe do médium, assim que ele incorporasse pela primeira vez (não importa quanto tempo demorasse, talvez anos) era feita uma cruz com pemba - da testa à nuca e de uma orelha a outra) na cabeça do médium incorporado.
Numa confirmação maior a obrigação seguia como a de cima e oferendas ao pai e mãe de cabeça eram ofertadas no congá, caso houvesse necessidade o médium dormia na esteira com as oferendas o congá.
Para feitura de pai/mãe de santo ou pai/mãe pequena o mesmo ritual inicial mas com oferendas a todos os santos.

Com a minha ìyálòrìsá de Blé eu aprendi uma iniciação diferente, qual ela havia passado na Umbanda. Chamada de Makaia que consistia num ebori na mata com grãos (canjica branca cozida, milho de galinha, arroz, canjica vermelha, feijão fradinho.. todos cozidos) a esteira era forrada de 21 ervas (uma de cada santo, e uma árvore era plantada representando a erva de feitura do babá/iyá) e acendem-se 21 velas. A esteira era despachada na mata com todas as oferendas. A vidência da pessoa é despertada e o seu contato com o seu guia de frente (no caso caboclo).

Na Umbanda de Almas e Angola que eu frequento hoje (preservando os segredos que não me pertencem, mas aos ancestrais que fundaram este ritual...)
É feito o anjo da guarda primeiro. Um sacudimento é feito antes. Toma-se banho da cabeça aos pés com as ervas manjericão, elevante, colônia, abre caminho, oriri, fortuna, peregun... O médium é sentado num banquinho em cima da esteira é cruzado com pemba e amarrado com contra-egun (que foi passado no banho de ervas acima), é cruzado com pemba, azeite doce, vinho tinto, e essência do orixá de frente (na cabeça, peitos, costas, mãos e pés), curas são abertas, a cabeça é lavada com água mineral, vinho tinto (sangue de Cristo) e antigamente era usada a bebida do santo, hoje usamos somente a água e o vinho, A cabeça leva banha de ori, efun, azeite doce, vinho e essência, é amarrada com pano branco. É ofertada a seu ori um obi e um orogbo (dependendo do santo) água, canjica cozida com mel e algodão, arroz cozido com mel e algodão, vela, algumas coisas são colocadas na quartinha... O médium dorme de bruço com as oferendas na sua esteira por umas 6 horas. Recebe a guia de Oxalá e uma guia de fitas nas cores da raiz da casa (três cores de fitas trançadas - as duas já banhadas nas ervas correspondentes). Caso já tiverem sido confirmados o pai e mãe, é feita uma oferenda e uma guia para cada. Como nem sempre aparecem de primeira, mantém se Oxalá e o Orixá que estiver mais próximo da coroa. A quartinha é preenchida com água mineral, água de chuva, água de poço, água de cachoeira ou água do mar.

Depois é feita uma obrigação de sete linhas onde o mesmo ritual é feito acrescentando algumas ervas dos santos de cabeça, uma guia de sete linhas é feita, talvez haja assentamento do santo dependendo da necessidade e sacrifício animal para o mesmo. A quartinha de Anjo da guarda é amarrada com sete cores de fitas.

Na feitura de Iyawo (camarinha/muzenza) há um ritual de confirmação, onde todos os guias devem incorporar, dizer o seu nome, riscar o seu ponto e cantar o ponto. O filho deita por 24 horas, há sacrifício animal e oferendas a todos os orixás dependendo do fundamento da pessoa. Assenta-se o exu e pomba gira com sacrifício, quartinha, ferro ou tabatinga dependendo da necessidade e cargo. A pessoa recebe mão-de-faca. Os orixás são assentados com suas insígnias, favas, obi, orogbo, ervas, essências, metais e pedras. As ervas são fundamentadas no axé da casa, as ervas do orixá regente, ervas são colocadas embaixo da esteira, a coroa recebe uma consagração maior de feitura, com favas, pembas e pós. Todas as entidades recebem oferendas de frutas ou secas (preto-velho, caboclo, ibejada). Recebe seus fios de conta agora com mais de três fios nos ileke. Recebe um ileke de três fios de Oxalá com 7 a 16 firmas. Recebe uma Guia mestra com todos os orixás e firmas. No final é solto um pombo branco. Há uma saída no outro dia com festa. Depois há ebori de reforça dependendo do tempo que o guia chefe mandar. Pode ser 3 anos a 5 anos, depois têm a obrigação de sete anos onde ele recebe a mão de baba/iyá.

Tentei aqui exemplificar a beleza na multiplicidade de rituais que formam a nossa Umbanda. Cada um com a sua fé, a sua raiz, o seu entendimento, suas particularidades e principalmente como é bonito ser diferente, nenhum melhor ou mais importante. pois o que nos faz umbandistas não é a quantidade de oferendas, bichos, tempo ou roupas.
Mas a compreensão da lei de fraternidade, amor, caridade, união, verdade e fé. As diferenças apenas nos afastam.
O QUE NOS UNE SÃO AS SEMELHANÇAS.

Leonardo Obatalá

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por sandra maria figueiredo em Seg Abr 30, 2012 2:41 pm

Laércio. Ola grupo,
saudações a todos!
Pegando carona no tópico de Kambami, abro este debate.
Sabemos que a raiz advinda dos culto afros na Umbanda equivale a um bom peso, porém quais os delimitadores entre Candomblé e Umbanda nesta questão de "trato a Orisá"?
[b]Abraços
Que Olorun nos guie


Ola! Laércio
O que eu penso a respeito.
No Candomblé, seus iniciados trabalham com o Orixá que temos dentro de nós. Eles cultuam e alimentam as energias internas.

No Candomblé eles alimentam essas energias e não as incorpora, eles afloram todo o potencial energético que possuem e que comparam as energias similares dos Orixás.

Acredito eu que é por isso, que dão o nome de feitura ao ritual da fortificação da cabeça do médium que consegue se utilizar das energias similares aos de seus Orixás (energias internas bem direcionadas a resolução de problemas pessoais).

Na Umbanda trabalhamos com os Orixás externos forças da Natureza contida em locais de força e energia causada por fenomenos.

Candomblé trabalha com o Orixá interior.

Umbanda trabalha para os Orixás através de espíritos.

Na Umbanda não fazemos feituras, porque para nós os Orixás são forças independente de nós.Eles já estão lá, nas matas, nos mares, nas cachoeiras, nas pedreiras e etc...

E os espíritos aos quais trabalhamos se utilizam dessas forças para aterrar, o desperdício ou o acumulo de energias mal empregadas.

No ritual de Umbanda o que existe é a fortificação da cabeça do médium para a incorporação ficar cada vez mais clara, aprender a entender e se dividir com os benefícios e os contra tempos da incorporação.

Um médium de Umbanda ao passar dos anos, mesmo que não seja médium de incorporação, amadurece e se modifica se concentiza que é necessário uma auto diciplima moral e concensual de limites humanos.

A lida diária com nossos guias nos obriga ao amadurecimento.

Para mim as pessoas que se recusam a a crescer são aquelas que saem da religião ou aquelas que querem entrar mais possuem medo da responsabilidade. De qualquer forma em algum momento quem se achega a Umbanda é convidado a responsabilidade consigo e com outros.

No candomblé seus integrantes, aprende as lendas e a comparar suas energias vitais a Orixás provenientes dessas lendas e toda e qualquer magia é proveniente de estudos de seus ancestrias.

Dificilmente um membro do Candomblé, abre mão de seus vícios sociais ou morais, no máximo eles atribuem a seus Orixas tais particularidades.

Já o que não acontece com um membro da Umbanda que se cobra e é cobrado o tempo todo.

A magia é testada por todos o tempo todo, nem o próprio médium não se dá descanço.

A magia é orientada através de intuições e só pode ser comprovada através de sua aplicação, que por sua vez necessita de cumplicidades entre as partes.

O que faz a maioria dos médiuns um constante autodirecionamento moral e social.

A Umbanda não possui lendas e nem diciplinas a serem estudades, talvés isso que faça a Umbanda procurar os fundamentos do Candomblé na esperança de criar raizes.

Ou qualquer outra religião como o Kardecismo ou Cristianismo.

Em minha particular opinião não é a Umbanda que acolhe todas as outras religiões abrindo vertentes.

São todas as outras religiões que sentem falta da Umbanda em seus credos.

Espero ter conseguido explicar o que penso e sinto.

Abraços.

sandra maria figueiredo

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por José Roberto em Seg Abr 30, 2012 8:31 pm

Saudações a todos

Destaco a seguinte frase do irmão Claudio:
A Palavra Bábàlòrìsà tem o significado de o Pai que detem o poder do conhecimento dos Òrìsà o que sabemos ser apenas uma palvra já que na verdade para se ter conhecimento profundo de um determinado Òrìsà deve-se ser inicado ao mesmo e não apenas tê-lo em assentamento, mas isso são outros quinhetos...


Esse é um de meus ensinamentos, pois em minha vertente, Pai de Santo tem de ser iniciado em todos os Orixás por nos cultuados. A cada iniciação, uma recolha, seus preceitos, oferendas, entregas, etc, etc e etc.

Entendemos que só se pode ser um Bábàlòrìsà, quem se iniciou como sacerdote de cada Orìsá.

Aqui, após todos os rituais e anos que envolvem a iniciação sacerdotal, havendo pré-disposição do iniciado, confirmada pelo Orixá e por um de seus Guias, após a verificação e confirmação oracular, pode-se dar prosseguimento a uma nova fase de iniciações que vai de dois a três anos, podendo ser ao final desta fase, confirmado ou não como Bàbáláwò. Chamamos esta fase, de iniciação a Ifá.


Irmã Sandra, irei discordar de você um pouquinho...

Na Umbanda que eu pratico, trabalhamos o despertar do “Orixá Individual”, pois cremos que cada um de nós foi concebido enquanto espírito, através de uma das manifestações de Deus, a qual cultuamos por Orixá, não limitamos a atuação dos Orixás aos campos de força ou aos fenômenos naturais

Trabalhamos com os Orixás de forma independente a prática mediúnica de trabalho com os Guias das Linhas de Trabalho. Para nós, Orixá não é Egum Divinizado e não é Espírito Humano agregado a algum Fator Divino.

Não nos atemos somente a iniciação de médium, pois não cremos que a Umbanda se faz apenas de médiuns. Assim quando de um iniciação de um filho que não incorpora, todos os rituais pertinentes a seu Orixá é realizado objetivando-se uma maior proximidade para com a Essência Divina da qual foi criado. A melhoria do canal mediúnico é apenas uma das muitas coisas que se visa em uma iniciação.

Aqui também são ensinadas as Lendas dos Orixás, seus Itan são estudados, pois formam a base dos muitos fundamentos no trato ao Orixá e seus aspectos de reflexo comportamental em seus filhos. Excetuando-se o que foi nos deixado por nossos ancestrais, apenas a palavra de um Orixá é valida para alterações em seu culto.

A Umbanda se utiliza das lendas e disciplinas provenientes de tais lendas, de acordo com a ancestralidade de cada vertente, é improvável a existência de um Terreiro sem algo que o norteie. A Umbanda não busca no Candomblé seus fundamentos, o que ocorre é que o Candomblé também cultua Orixá e este panteão tem origem geográfica certa e conhecida, assim não há muito o que se diferenciar, apenas entendimentos pessoais, influencias culturais e outros fatores externos é que vem a criar algumas alterações quanto ao culto de Orixá.
Também temos fundamentos indígenas, trazidos por suas lendas e pelo remanescente de sua memória cultural, que tanto servem de base para a construção das praticas Umbandistas, como Candomblecistas.


Minha irmã, a Umbanda tem em comum com o Candomblé, o culto aos Orixás, o reconhecimento da simbiose neste mundo natural e o reconhecimento a ancestralidade, assim como tem em comum com a pajelança, o culto de incorporação, o reconhecimento a ancestralidade e o reconhecimento a simbiose entre os mundos natural e espiritual. Com o Kardecismo e o Cristianismo não reconheço a raiz, mas conheço a influencia posterior.
A Umbanda independe de outras religiões, assim como as outras religiões independem da Umbanda. O que ocorre é que algumas pessoas necessitam de informações externas para justificar suas praticas, por não encontrarem ou até mesmo não se aventurarem na busca daquilo que sua religião tem a oferecer.


Respondendo a pergunta inicial do irmão Laercio. A “Feitura”, ou como aqui é chamada, iniciação, tem por objetivo três atos distintos e complementares.

O Primeiro ato é o social, pois é nesse momento que um membro de nossa comunidade religiosa, transcende a um outro nível hierárquico, adquirindo responsabilidades e benefícios condizentes com seu novo nível, onde passará a exercer funções distintas das anteriores...

O Segundo ato é o religioso, momento no qual o iniciado se submeterá a liturgia especifica ao ato. Trata-se de uma sequencia ritualística com extrema significância religiosa, onde o iniciado é apresentado a seu Orixá e passa a ser tratado como parte do Orixá ao qual representará a partir dessa data...

O Terceiro ato é o magistico, por intermédio de subsídios rituais e materiais é dado abertura a um canal de aproximação entre a energia primaria imantada no ser “Orixá de Cabeça” ou “Centelha Divina”. Esta aproximação acarretará em uma sintonia mais frequente, um laço mais forte onde há pouca interferência...

Estes são os três atos complementares de uma iniciação ou “Feitura”.

No Candomblé, creio que não seja muito diferente, acredito que as principais diferenças estejam a nível de interpretações e objetos materiais utilizados.

Acredito que para se iniciar alguém em alguma coisa, no mínimo deverá ser iniciado no que se pretende. Não vejo necessidade de se ter iniciações em outras religiões a fim de se legitimar esta possibilidade, mas há de ser iniciado na Umbanda a fim de se iniciar alguém nesta religião.

O problema é que algumas pessoas por serem provenientes de Bandas onde não se inicia, ou por terem aberto Terreiros após cursinhos que lhes deu um certificado sacerdotal, chegam em algum momento a terem de iniciar seus filhos, e não tem muito a quem recorrer. Na maioria das vezes o ego impede de se pedir ajuda a um outro sacerdote umbandista, e é mais prático pagar por uma iniciação no Candomblé.

Em uma rara ocasião, fui procurado por uma Mãe de Santo, que tem sua Casa aberta a uns oito anos antes da minha. Ela me pediu para conduzir seus rituais de iniciação, pois sente a necessidade de iniciar seus filhos, mas não aprendeu como, pois nunca foi submetida a tais rituais. Isso acabou não se concretizando, pois ela pretendia que eu a recolhesse em sua Casa e em uma única semana conduzisse um único ritual de iniciação.
Expliquei a ela que não trabalhávamos dessa forma e que em meu entendimento haveria a necessidade de vários rituais que levariam um período mínimo de uns três anos para serem executados, afinal eu estaria atuando como Pai dela e minha responsabilidade não permitiria conduta diferente, mesmo relevando sua formação e seu cargo já exercido em sua Casa.
A irmã foi a um Terreiro de Candomblé, onde aceitaram recolhe-la por 15 dias e raspa-la, pagou oito mil reais e ficou feliz...

José Roberto

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por sandra maria figueiredo em Seg Abr 30, 2012 9:50 pm

Ola! mano José Roberto



Não senti em suas palavras discórdia.

E sim uma explicação muito bem embasada na sua experiência.

Já que mencionou em vertente, como denomina a vertente que pratica?

Mano eu gosto, quando discórdam eu aprendo muito mais com isso.



Abraços.

sandra maria figueiredo

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por José Roberto em Seg Abr 30, 2012 11:28 pm

Olá minha irmã Sandra.

Esteja certa do respeito que tenho para com você. Me propus a discordar e citei Bandas e vertentes, apenas para mostrar que existem vários entendimentos que cercam os rituais Umbandistas. Como o é, esse meu entendimento que descrevi. Mas a discordância fica a cargo da interpretação que tive de seu texto em entender que você afirmava ser assim na Umbanda como um todo. Jamais discordaria da interpretação pessoal ou da Banda a qual pratica, não comungaria da mesma opinião, mas não poderia discordar.

É graças as diferenças que podemos aprender, evoluímos em comum acordo com as diferenças que nos são apresentadas. Aqui neste fórum temos a rara oportunidade de trocarmos estas informações, e discordarmos uns dos outros nos garante no mínimo que façamos um exercício individual de raciocínio onde temos oportunidade de rever conceitos que carregamos e nos falta oportunidade a testa-los.
Tem muita coisa que eu acho que sei, que é fácil, corriqueiro, mas quando me deparo aqui com um questionamento de como, quando, onde, para quê e por quê... Lhe garanto que tenho de torrar a cabeça para tentar responder. E eis que minha atenção se volta ao tema e não é incomum com base nessas felizes discussões que eu encontre deficiências nos ensinamentos que tento transmitir a meu filhos e corro a tentar me corrigir.
Tenho a oportunidade aqui, de me testar, me provar, não em competência, mas em clareza, pois, se aqui, limitado as pretas teclas de meu computador, eu conseguir transmitir de forma clara e objetiva o que penso, mesmo não havendo concordância, já me satisfez ao menos nesse sentido.

Quanto a denominação de minha vertente... rsrsr Meu Bisavô de Santo a chamava de Umbanda, e assim foi passado de geração em geração. Nunca nos preocupamos em distingui-la por outro nome. Mas os praticantes de Umbanda Branca, Umbanda Sagrada e Umbanda Iniciática, que predominam em minha região, costumam nos qualificar como Umbandomblé ou Umbanda Traçada, sendo que estas denominações são utilizadas de forma pejorativa.
Esta qualificação ganha força a cada encontro com representantes destas vertentes, onde geralmente condeno publicamente a venda da religião, o despreparo e o absurdo aumento de Pais de Poste a oferecer serviços de magia, onde Terreiro vira espaço místico e banca de negócios...

Por incrível que possa parecer, meu relacionamento político é muito mais prazeroso e proveitoso, junto aos Sacerdotes do Candomblé e de alguns segmentos Cristãos, como as lideranças da Igreja Batista, Assembleia de Deus, Presbiteriana, Católica Apostólica Brasileira e Núcleos e Centros Kardecistas. Em alguns desses lugares fui convidado a palestrar sobre o que é Umbanda, numa tentativa de se tirar alguns paradigmas, conceitos pré-concebidos de nossa Religião. Os poucos Terreiros de Umbanda com quem mantenho um bom relacionamento, são os que não se tornaram filiais dos segmentos citados. Aqui uma prática esta ficando cada vez mais comum, que é a de se convidar o sacerdote a transformar seu Terreiro em filial e receber certificações da matriz, para cursos e outras coisas, em troca de um percentual na arrecadação total do Terreiro.

Espero ter lhe respondido a contento. Beijos em teu coração.

José Roberto

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Sab Out 27, 2012 1:31 pm

Gostei do alto nível dos debates, cada um colocando o seus "pontos de vista-experiencia" com coerência e respeito...Parabéns aos membros do Fórum.

Daniel A. Nascimento

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Dom Out 28, 2012 12:35 pm

Olá Daniel!
Bem vindo ao Fórum do Umbanda Livre!

E você, como entende a questão de " feitura de Orixá na Umbanda"?

Abração e axé!

Tania Jandira

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Dom Out 28, 2012 1:09 pm

Olá Tania muita Força e Paz.
Essa questão é polêmica e muito gostosa de ser debatido. Na minha concepção acho que todas são validas pois abraça todos os níveis de consciência que existe nessa nossa Umbanda, afinal ela é rica na sua diversidade de cultos e ritos. Eu particularmente tenho mais afinidades com Ritos em que não há a Sangue como elementos na iniciação, porém creio também que a troca com as Energias benéficas da natureza em seus diversos sítios vibracionais é de suma importância no desenvolvimento do médium e no decorrer da sua vida.


Muito Axé a todos.....

Daniel A. Nascimento

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por jairo em Qua Dez 12, 2012 12:23 pm

Bom dia aos irmãos parabéns a todos pelo farto e amplos modos de diferentes modos de pensamentos e o mais importante com respeito às diferenças trazendo a ‘mim’ todos vários modos de se entender e aprender.
Sou um aprendiz dos ensinamentos da umbanda iniciado por uma mãe que tem casa de umbanda como de nação "ketu".
Onde ela traz aos filhos quase a mesma linhagem da sua raiz matriz na forma de hierarquia, mas individualizando cada médio como ela fala "só respeito o que cada guia, cada orixá me passa para fazer na cabeça dos meus filos sou só o instrumento das ordens passado por ele" talvez esteja fugido um pouco do assunto rsrs, mas é para deixar registrado minha admiração a todos que aqui postaram e acrescentando formas e maneiras de se pensar.
Abraços a todos e desculpe se sai do assunto.
No assunto pelas vastas respostas acho que não existe certo e nem errado e sim o que cada um na sua individualidade aprendeu.
Como nosso irmão Daniel eu não gosto muito do rito do sangue, um dos motivos de respeitar minha mãe já que ela obedeceu meus mentores que são de uma corrente não sei se é assim que fala da linha do oriente mesmo tendo cargo de ogã Axogun ela só fez o bori na linha de umbanda.
Aproveitando aos irmãos rsrs
Gostaria de saber se é possível ser de uma nação sem o ritual do èjé

jairo

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Qua Dez 12, 2012 9:40 pm

jairo escreveu:Bom dia aos irmãos parabéns a todos pelo farto e amplos modos de diferentes modos de pensamentos e o mais importante com respeito às diferenças trazendo a ‘mim’ todos vários modos de se entender e aprender.
Sou um aprendiz dos ensinamentos da umbanda iniciado por uma mãe que tem casa de umbanda como de nação "ketu"....
Como nosso irmão Daniel eu não gosto muito do rito do sangue, um dos motivos de respeitar minha mãe já que ela obedeceu meus mentores que são de uma corrente não sei se é assim que fala da linha do oriente mesmo tendo cargo de ogã Axogun ela só fez o bori na linha de umbanda.
Aproveitando aos irmãos rsrs
Gostaria de saber se é possível ser de uma nação sem o ritual do èjé

Olá Jairo!

Bem vindo ao Fórum do Umbanda Livre!

A idéia do site é essa mesma que você colocou... debater, respeitando os vários modos de pensar e de se praticar a Umbanda que é múltipla.

Uma das coisas que você escreveu me deixou curiosa e me desculpe se pergunto... mas aprendi que o Ogan Axogun é o que é responsável pelas imolações animais necessárias aos trabalhos do Terreiro, seja dos filhos ou dos que os procuram em busca de auxílio espiritual.
Esse é o mesmo entendimento do seu Terreiro para seu cargo?
Se sim, como você está lidando com isso, já que disse que não gosta desse ritual?
Abração e axé!

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por jairo em Qua Dez 12, 2012 9:52 pm

Tania Jandira escreveu:
jairo escreveu:Bom dia aos irmãos parabéns a todos pelo farto e amplos modos de diferentes modos de pensamentos e o mais importante com respeito às diferenças trazendo a ‘mim’ todos vários modos de se entender e aprender.
Sou um aprendiz dos ensinamentos da umbanda iniciado por uma mãe que tem casa de umbanda como de nação "ketu"....
Como nosso irmão Daniel eu não gosto muito do rito do sangue, um dos motivos de respeitar minha mãe já que ela obedeceu meus mentores que são de uma corrente não sei se é assim que fala da linha do oriente mesmo tendo cargo de ogã Axogun ela só fez o bori na linha de umbanda.
Aproveitando aos irmãos rsrs
Gostaria de saber se é possível ser de uma nação sem o ritual do èjé



Olá Jairo!

Bem vindo ao Fórum do Umbanda Livre!

A idéia do site é essa mesma que você colocou... debater, respeitando os vários modos de pensar e de se praticar a Umbanda que é múltipla.

Uma das coisas que você escreveu me deixou curiosa e me desculpe se pergunto... mas aprendi que o Ogan Axogun é o que é responsável pelas imolações animais necessárias aos trabalhos do Terreiro, seja dos filhos ou dos que os procuram em busca de auxílio espiritual.
Esse é o mesmo entendimento do seu Terreiro para seu cargo?
Se sim, como você está lidando com isso, já que disse que não gosta desse ritual?
Abração e axé!

na realidade eu só tenho o "cargo" como minha linha oriental não aceita éjè desculpe se não é assim que escreve ok.
é este mesmo o conceito que escreveu irmã como citei ela só procedeu na linha de umbanda mesmo tendo o cargo

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Laércio em Qui Dez 13, 2012 11:53 am

jairo escreveu:(sic)
Gostaria de saber se é possível ser de uma nação sem o ritual do èjé.......

saudações jovem padwan, que a força esteja com vc!

Controverso, pois cada terreiro faz como quer e se uns colocam mel para Ogun, outros dizem que é quizila.
Dando um parecer pessoal, não entendo o "medo" das pessoas em usar o èjé, pois é algo tão comum no nosso cotidiano.Tudo depende na minha opinião de como são feitos os procedimentos.

Com relação a nação sem o uso, veja isto:
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O mestre didi e agenor já andava falando a respeito e nas redes deu altas "confusões" a respeito.
Contudo, o frango no alguidar vai bem, obrigado.

continuemos...

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por convidad em Sex Dez 14, 2012 11:18 pm

jairo escreveu:Bom dia aos irmãos parabéns a todos pelo farto e amplos modos de diferentes modos de pensamentos e o mais importante com respeito às diferenças trazendo a ‘mim’ todos vários modos de se entender e aprender.
Sou um aprendiz dos ensinamentos da umbanda iniciado por uma mãe que tem casa de umbanda como de nação "ketu".
Onde ela traz aos filhos quase a mesma linhagem da sua raiz matriz na forma de hierarquia, mas individualizando cada médio como ela fala "só respeito o que cada guia, cada orixá me passa para fazer na cabeça dos meus filos sou só o instrumento das ordens passado por ele" talvez esteja fugido um pouco do assunto rsrs, mas é para deixar registrado minha admiração a todos que aqui postaram e acrescentando formas e maneiras de se pensar.
Abraços a todos e desculpe se sai do assunto.
No assunto pelas vastas respostas acho que não existe certo e nem errado e sim o que cada um na sua individualidade aprendeu.
Como nosso irmão Daniel eu não gosto muito do rito do sangue, um dos motivos de respeitar minha mãe já que ela obedeceu meus mentores que são de uma corrente não sei se é assim que fala da linha do oriente mesmo tendo cargo de ogã Axogun ela só fez o bori na linha de umbanda.
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Olá Jairo!

Só fugindo um pouco ao tema do tópico e colocando o aprendisado que obtive na cultura aos Òrìsà o termo dado ASÒGÚN não é um termo que refere-se a sacrificador mesmo sendo nós sabedores que o sacrifício a ele pertence e sim a um adorador do Deus Ògún.
Porém para que seja um adorador do Deus Ògún é obrigatório estar pleno com sua cultura e seus elementos de culto.


Aqui no Brasil (Candomblé) houve uma deturpação de palavras até mesmo pelo desconhecimento ou esquecimento da linguá mater colocando primeiro Ogan como sendo alguém de cargo já preparado e não necessitando de iniciação e segundo usando-se de termos para darlhes a qualificação de algo que antes era efetuado pelo próprio sacerdote.

Então mano o que gostaria de deixar claro é que ser Ogan não o qualifica como nada desde que antes aprenda cada passo de sua função e a mesma seja aceita pelos Òrìsà principalmente a função de Asògún, pois esta antes de se dada deve-se iniciar o mesmo ao culto de Ògún que é uma trajetória bem longa e árdua. Isso falando em religião, pois sabemos que até açogueiro copa qualquer animal sem ser adorador de Ògún.

Você pode muito bem ser um atabaqueiro no seu terreiro e até ajudar em outras obrigações da casa, desde que o faça com conhecimento e dedicação, sem deixar que suba o ego que muitos carregam.

Nunca em sua vida tente fazer com que muitos fazem, em se colocar como pai de santo, jogar búzios e até iniciar alguém, sua função é clara, Baila e faça bailar.


Abraços e axé!

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por convidad em Sex Dez 14, 2012 11:27 pm

Laércio escreveu:
jairo escreveu:(sic)
Gostaria de saber se é possível ser de uma nação sem o ritual do èjé.......

saudações jovem padwan, que a força esteja com vc!

Controverso, pois cada terreiro faz como quer e se uns colocam mel para Ogun, outros dizem que é quizila.
Dando um parecer pessoal, não entendo o "medo" das pessoas em usar o èjé, pois é algo tão comum no nosso cotidiano.Tudo depende na minha opinião de como são feitos os procedimentos.

Com relação a nação sem o uso, veja isto:
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O mestre didi e agenor já andava falando a respeito e nas redes deu altas "confusões" a respeito.
Contudo, o frango no alguidar vai bem, obrigado.

continuemos...

Então mano e é aqui que com todo o respeito e admiração que tenho por ambos destes mestres Agenor Miranda e Mestre Didi que me pergunto, até quando de fato estamos prontos para manter a tradição em plena cosnciencia da mesma?
Penso que existe sim uma idade limite e que essa não necessariamente esteja ligada a morte para uma sucessão e sim aos procedimentos pela idade avançada.
Não posso ir contra ao sangue exatamente por entender muito be toda a magia que nele existe.
Uma vez descrevi sobre cada pedaço que ia da galinha no oberó junto a farofa, cabeça, miúdos, pés, asas e rabo e descrevi tudo dando a propriedade de cada uma e sua função magistica. Assim também se faz com cada elemento.

Pegue um vegetal, uma folha de cura e a arranque de qualquer forma sem usar do conhecimento liturgico e vejamos se o efeito é o mesmo.

Podemos ou melhor os céticos podem até duvidar, mas a dúvida é parte da ignorancia e compreendida pelos que estão de dentro, rsssssssssssssss.

Abraços e axé!

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por jairo em Sab Dez 15, 2012 7:36 pm

fico muito agradecido pelas respostas espero cada dia poder aprender com vcs é muito gratificante poder ler várias respostas sobre os temas fazendo tal qual nas pesquisas que faço até mesmo na nação "candomblé" existe diferentes formas de rituais assim como na umbanda tirando isso como lição não sei se é o certo mas vejo é uma questão de visão de aprendizado cada um faz da maneira que aprendeu ou com seus "iniciadores" ou com seus guias chefes.
seria mas ou menos isso que penso.

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Laércio em Qua Out 30, 2013 8:47 am

Ola, dando um UP neste tópico a pedidos advindos por email, creio que a questão está bem colocada e as explanações foram bem feitas até então.

Mas abro um pouco mais o debate pois ainda há dúvidas por parte de muitos leitores, afinal este tópico já teve mais de 10.000 visualizações!!!!

Uma das questões mais perguntadas é que além da dita "firmeza", "despertar" do orixá, se ele (orixá) SE MANIFESTA NA UMBANDA no mesmo espaço físico durante uma gira de ENTIDADES.
o manifestar a que me refiro seria dançar, gesticular, e até "falar".

Algumas casas fazem o recolhimento e depois a saída do Orixá, que passa a rodar na mesma gira junto com entidades, como caboclos e caboclas, ou antes de começar a roda de caboclos, tem um tempo o qual eles chegam.

continua...

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Felipe Nazario em Qui Out 31, 2013 3:01 pm

Olá manos Mukuiu!!!

Ainda não vou responder exatamente as perguntas, mas exporei uma auto reflexão...

Será que Umbanda é Candomblé?
R: Entendo que não... Umbanda lida com espíritos que vibram na essência dos Orisàs, mas os mesmos não são Oriàs, Nkises ou Voduns, mas sim se equivalem!!!

Qual o objetivo da Umbanda? Qual o objetivo do Candomblé?
R: A Umbanda é uma religião espiritualista, onde o médium interage com espíritos que se integraram a uma falange espiritual adotando uma nova identidade, mas não precisam ser ancestrais do médium. Já o Candomblé é um culto espiritualista, porém ao ancestral!!!

Obs: No Candomblé de Caboclo, observa-se caboclos e boiadeiros que não necessariamente precisam ser ancestral. Entretanto penso se não foi o Candomblé de Caboclo que deu origem a Umbanda não Zelita. 

Se o Candomblé, entender que Ogum fora um dia homem... Algumas questões precisam ser revistas... rsrsrs!!!

O Objetivo da Umbanda é atuar no resgate espiritual do médium e das entidades... Já o Candomblé é permitir que o médium siga com a tradição familiar...

Obs: Estes são meus entendimentos mas não os imponho a ninguém!!!


Continua...

Felipe Nazario

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Qui Out 31, 2013 3:15 pm

Olá mano Láercio!
Entendo que há várias formas rituais da Iniciação/Feitura de Orixá na Umbanda.
O que já vi se trabalhava com o que chamamos falangeiros de Orixá, ok?

Os ritos diferem em tempo de roncó/camarinha, de 24 hs há duas semanas.
Também diferem no dia da saída em público.
Os que vi o Orixá sai e é saudado por todos, dança. O dia é dele, cumprimenta axés e tal. Não vi eles falarem nada não, mesmo sendo um falangeiro de Ogum, por exemplo.
Alguns vi que só se manifesta sem dançar.
Como se canta curimbas para o Orixá, o de outros filhos podem se manifestar também. Como uma confirmação, pelo que entendo.

Depois em separado se canta para Entidades, Caboclos ou Preto Velhos, no que vi. A Entidade do iniciado se manifesta. E outras de outros irmãos também, como mesmo sentido para mim de confirmação.

Troca de roupas já vi acontecer também na Umbanda, mas não é muito comum.

Na mesma gira de Entidades e Orixás, ainda não vi.
O que vi é a separação que citei antes no tópico.
O Orixá da coroa, a correspondência de Pai/Mãe depois e uma Entidade que trabalharia com a pessoa.

Falar.... Bem, aqui soube que Orixá fala no Candomblé. Coisa que antes eu não conhecia.
Nas iniciações de candomblé que vi, o Orixá fala num rito próprio, onde um dirigente espiritual ( que não é o seu) é convidado a pedir o nome.  Acho que se repete a pergunta 3 vezes. O Orixá diz baixo até o Orixá falar alto e todos saudam.

Não sei se te respondi.
Entendo que há uma diferença de entendimento na Umbanda. Uns trabalham com caboclo de Orixá, outros com falangeiros de Orixá e ainda há quem diga que se trabalha com Orixá mesmo.
Então, entendo que as manifestações do Orixá no dia da feitura, assim como o rito, me parecem tem a ver com a concepção de que cada um trabalha.

Abraços, axé e continuemos...

Tania Jandira

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Sex Nov 01, 2013 10:30 am

Caros irmãos...
Mais complicado do que falar do ritual/processo de "iniciação" ou feitura de santo, como muitos chamam, é falar quanto ao Orixá propriamente dito...
 
Por exemplo: o ritual é dedicado ao Orixá ou ao "falangeiro" do Orixá? Quem é um falangeiro? É um espirito como qualquer outra entidade? Se sim, ele fala?
 
Bem... vou expressar aqui a minha forma de interpretar, acreditar e praticar... mas que fique claro que é apenas a forma que EU penso e que também aprendi e ouvi de outras pessoas, portanto, não tomem como verdade...
 
Para tentar deixar mais fácil o entendimento, vou utilizar Ogun (meu pai querido) e eu como exemplo:
 
Existe uma força única, potente e inacabável que lida, manipula e representa o ferro, os caminhos etc. Essa força é chamada de Ogun, para diferenciar costumo chamar de Orixá Maior...
Essa força tem uma história (itans) e pelos itans percebe-se que os Orixás tiveram muitas passagens... tempos mais tranquilos, tempos de revolta, tempos de conquistas, tempos de derrotas... Muitos interpretam essas passagens dos Orixás como "Qualidades"... Ogun Onirê, Ogun Já, Ogum Meje etc.
Eu entendo Ogun como único, ou seja, sua energia pode até dar uma alternada entre as passagens que Ogun teve, mas ele é único...
Eu sou filho de Ogun, assim como Ciclano, Beltrano e Fulano também são... Mas eu tenho o meu Ogun individual... assim como o Ciclano tem o seu, Beltrano o seu e Fulano o seu...
Esse Orixá individual chamo de "Orixá Menor"... Acredito que esse Orixá Menor seja um espírito sim... mas que tem uma vibração diferente de uma entidade... é como se hierarquicamente ele estive acima de um Caboclo...
 
Vejamos... Se temos o Orixá Maior e o Orixá Menor, quem é que invocamos e oferendamos num ritual de iniciação?
 
Vou falar como funciona na minha prática:
Temos assentamentos de todos os Orixás que cultuamos. Esses assentamentos ficam no Roncó (quarto de santo).
 
Louvamos o Orixá Maior, representado pelo assentamento, e fazemos os rituais parte no assentamento (Orixá Maior) e parte no corpo do filho de santo (Orixá Menor)... e pedimos para o Orixá Maior dar força e cada vez mais axé para o Orixá Menor, pois o Orixá Maior é a própria energia.
 
Basicamente é isso... Só que antes de tudo isso ocorrer entra o Ori... que por definição (lá em casa) o entendemos como um divindade... como a cabeça espiritual individual.
O Orixá dono da cabeça do filho, o Olori, faz morada no Ori... logo, antes de confirmarmos esse Orixá no Ori do filho, preparamos o Ori, equilibramos, imantamos... Funciona como se fizéssemos uma limpeza para depois consagrar no Ori do filho o Orixá. 
 
Tanto do ritual do Ori, chamado de Egbori ou Buri (corruptela), quanto do ritual de iniciação ou obrigação de feitura, saem quartinhas com elementos que entendo como "segredos", pois podem variar de acordo com o axé de cada um, que o Zelador e o filho devem sempre cuidar e dar manutenção...
 
Geralmente, esses rituais ocorrem depois de um sacudimento e obrigações para Exú.
 
A iniciação pode iniciar numa mata, por exemplo, mas os rituais mais secretos são realizados no roncó. O filho pode ficar 3 ou 7 dias recolhido... Quando finaliza o processo, pode-se realizar uma festa no terreiro ou não... Se o filho optar por festa, geralmente funciona assim:
Primeiro o filho sai do Roncó para o ‘salão’ sob um alá (pano branco) e pontos de Oxalá...
Depois o filho volta para o roncó... Sai com o Orixá dele (incorporado)....
E por último... sai com o Caboclo (incorporado)...
E depois de tudo isso ainda tem as entregas que devem ser realizadas... vários dos itens utilizados (comidas, flores etc.) precisam ser entregues... geralmente na "casa" do Orixá do filho.... na natureza!
Depois o filho retorna para sua casa, mas não ainda vivendo o dia-a-dia normalmente... fica de branco e com pano na cabeça (ori coberto) por alguns dias, tem a alimentação restrita e deve se alimentar ainda em esteira e com ritual próprio para alimentação... toma banho de agbô por dias seguidos... enfim... possui ainda pontos a serem evitados e rituais a serem seguidos... depois volta a vida normal.
 
Quanto a Umbanda fazer iniciação... Temos que separar as coisas... o processo de iniciação existe em várias religiões... A Umbanda tem o seu, que de verdade varia de casa para casa. Alguns fazem iniciação como no Candomblé, pois o dirigente pode ter sido iniciado no Candomblé, outros tiveram seus próprios rituais e passaram para seus filhos e assim o fazem até hoje, mantendo tradição...
Minha vó de santo era do Candomblé... Minha mãe de santo toca Umbanda, mas em um dado momento passou por iniciação no Candomblé, mas nunca mudou sua forma de tocar a Umbanda, só passou a ter roncó e assentamentos... Não tem um toque onde se chama Orixá nos moldes do Candomblé. Não tem pé de dança, paramentação etc. Cantamos apenas pontos de Umbanda...
Só fazemos ofós, orikis, aduras etc. dentro do Roncó, nos banhos de agbô, nos assentamentos e nas ervas.
Portanto, a Umbanda pode iniciar sim filhos e o que define como será composto esse ritual é a formação do dirigente.
Espero ter conseguido me fazer entender... alguns conceitos são difíceis de explicar em palavras... podem ficar confusos e/ou ambíguos...
 

Abraço e axé,

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Daniel Leite em Seg Nov 04, 2013 9:29 am

Tania Jandira escreveu:Olá manos, eu de novo!

Eu entendo a “ feitura de santo “
do candomblé como um ritual para o fortalecimento do Ori de uma pessoa, então minha interpretação é que na Umbanda há também rituais que tem esse significado, podendo haver um ritual especifico, para alguns chamado de Coroação, outros Iniciação.

Mas, e me perdoem se erro em minha interpretação, entendo que no Candomblé , esse ritual é “ porta de entrada” do Filho de Fé e na Umbanda tem um sentido mais de uma solidificação de um processo.

Como duas religiões diferentes há entendimentos diferenciados  também, da manifestação do Orixá da pessoa. “ Incorporação” na Umbanda, que vai se dando através de um processo de desenvolvimento mediúnico ( na maior parte das vezes) e “ possessão” no Candomblé que se dá pela 1ª vez ( na maior parte das vezes) a partir do ritual de feitura do Santo.

Penso que isso delimita uma parte do “ trato “ com os Orixás nas duas religiões. Daí dizerem que o Orixá “ nasce” no dia da feitura de santo” no Candomblé, precisando então, ser ensinado.  E na Umbanda há um trabalho de desenvolvimento mediúnico para maior “ afinização” com  o Orixá ( que se manifesta a partir de seus “ falangeiros”).

Só dando mais um pitaquinho, nessa prosa...

Abraços e axé!
Como bem colocado pela Mana Tânia, na Umbanda que pratico a coroação é um processo de solidificação da missão mediúnica.
Minha coroação aconteceu em 19/09 deste ano, foi um processo de 52 dias de preceitos, entregas para todas as linhas de Orixás trabalhadas na casa, recolhimento de 24 horas, catulagem e a saída.
Na casa em que trabalho o Ori pertence ao Orixá do qual a entidade se manifesta, risca e confirma o ponto por diversas vezes no recolhimento e depois na gira em que acontece a coroação (uma gira dedicada unicamente a isso), a entidade recebe sua coroa, seu punhal e grita a todos os presentes seu nome e sua linha.
No meu caso, a entidade que fez todo esse processo foi o Caboclo Vigia das Matas da linha de Oxóssi, assim sendo, torno-me automaticamente filho de Oxóssi.

Bem, é assim que funciona em minha casa, e este processo aumenta bastante a responsabilidade do médium, que deste dia em diante passa a ter suas obrigações feitas anualmente, além de lavagem do Ori, etc.

Minha coroação foi um dos momentos mais maravilhosos da minha vida e me fortaleceu grandemente como médium.

Um sarava fraterno!Very Happy

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Marco em Dom Dez 01, 2013 1:00 am

Mano, de todo o texto tenho de discordar de uma parte:
"a leitura já se torna cansativa"...


Antes de continuar a desenvolver o texto, e eu espero que continue, gostava de lhe por uma questão (nem podia deixar de ser..kkk) : Diz que Ogum foi o segundo na criação, presumo que o primeiro foi Exu, certo? Onde fica Oxalá nesse encadeamento? (sim eu sei foram duas questões..)


Abraço mano, 

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Dom Dez 01, 2013 6:47 pm

Caros,
Tudo sempre vai depender da linha ou ensinamento que cada um teve...
Falando de Exú, Ogum e Oxalá, que foram citados...
Na minha visão existe uma diferença entre Orixás e Eboras... esses dois formam os Irunmolés... 

Orixás eram as divindades existentes antes da criação da terra e dos seres-humanos, já os Eboras são as divindades criadas junto ou a partir da terra.
Por definição, varias divindades são hoje rotuladas como Orixá apenas, foi convencionado dessa forma, sem distinguir os de antes e depois da terra...

Oxalá, na minha forma de visão e pelo o que aprendi (não estou afirmando ser correto), pertence aos Orixás e não aos Eboras, já Exú e Ogum pertencem as Eboras...

Quando Eledunmaré tinha uma energia passiva apenas, sem movimento, existiam os Orixás funfun (Oxalá/Obatalá/Orinxalá), que eram ou representavam essa energia. Quando ele resolveu transformar parte dessa energia em uma energia contrária, ativa, existiu então Oduwa. Em determinado momento essas energias se complementaram e gerou então a terceira energia... o axé (a vida)... dessa energia foram criados os Eboras (Exú primeiro e depois Ogum e na sequência as demais divindades)...
Hoje, e já algum tempo, convencionou-se que todas as divindades são Orixás. Mas existia uma separação, como já citado mais acima. Todas elas eram irunmoles divididos em orixás e eboras.

Grande abraço,

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Seg Dez 02, 2013 10:00 am

José Roberto,
 
Se olharmos o cerne/âmago, sem olhar a história, de como ocorreram as criações é tudo muito parecido. No entanto, se olharmos as histórias que explicam o cerne/âmago... a coisa muda de figura.
 
No fundo, quando usamos dos fundamentos para realizarmos assentamentos ou qualquer outro trabalho mais específico, independente de qual história da criação acreditamos, faremos muito parecidos, pois utilizaremos basicamente os mesmos elementos e com o mesmo objetivo e "emanando" a mesma intenção/energia.
 
No que diz respeito a sua visão, baseada no Baba Oberefun Si Okojumide, ser mais plausível, pois tem fundo acadêmico, eu discordo.
A discordância não é da visão do Babalawô mencionado, mas é pelo fato de ser acadêmico, pois a impressão que dá de sua escrita é que tudo que é acadêmico é mais aceitável. Se a cultura Nagô Yorubá, assim como outras culturas, é baseada na oralidade, será que os trabalhos acadêmicos contemplam mais aspectos do que aquele Zelador que está ali quieto e passando no dia-a-dia e nas obrigações os ensinamentos para seus filhos?
Não podemos generalizar, mas existe um comércio muito grande de informação hoje. Sabendo a sede de informação e a necessidade de tê-la pelos Dirigentes do Brasil, várias pessoas da África vieram e estão vindos para o Brasil para fazer iniciações e passar informações.
Até entre os Babalawôs existem divergências de detalhes das histórias, o cerne/âmago é o mesmo, mas os detalhes diferem.
Existem diversos trabalhos acadêmicos a respeito do assunto, e divergências tal qual.
Logo, temos que conhecer as visões existentes, avalia-las e ver o que faz mais sentido em termos de história, pois a propensão é fato, ou seja, cada um vai optar por uma linha de visão/história, já que existem vários documentos acadêmicos com visões diferentes e vários Babalawôs com visões diferentes.
 
Talvez eu não tenha entendido o que você colocou, se foi isso, peço desculpas já de antemão.
 
No mais meu irmão, vamos em frente, na vida e nas discussões e troca de idéias, pois isso tudo é muito válido para nosso crescimento pessoal e espiritual, mesmo que indiretamente.
 
Essa minha visão de hoje não significa que é a correta e que não mudará. Em tendo mais relatos e conhecendo novas visões e explicações pode ser que ocorra algo que me desperte para outra visão.
 

Abraço e axé, 

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Seg Dez 02, 2013 1:34 pm

Zé Roberto,
Apenas para deixar claro... eu não disse que não devemos utilizar do conhecimento dos babalawos ou dos trabalhos acadêmicos. Eu acredito que se cultuamos os Orixás deveríamos buscar sim suas raizes, cultos etc. E acredito que nada melhor do que obter essas informações direto com pessoas de lá (fonte).
O que eu disse é que já ouvi discípulos de Babalawos e trabalhos acadêmicos dizerem coisas diferentes, não do cerne/âmago da gênese, mas daquilo que ilustra a gênese (histórias / itans).

De verdade, não tenho todos os trabalhos acadêmicos como fato, assim como também não tenho como verdade o que todas as pessoas iniciadas por babalawos africanos dizem.

Dúvida: Você conhece Olóyè Marcelo Monteiro Odearaofa?


Abraço e axé,

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Seg Dez 02, 2013 5:08 pm

Zé Roberto,
É exatamente essa situação que estamos discutindo nesses últimos posts que tentei escrever... Você não partilha da visão dele (Oloye), mas ele se baseia numa visão que provavelmente é de algum Babalawo. Logo, existem divergências sim nas visões acerca das gêneses.

Esse assunto de gênese é mais um caso daqueles que existem várias visões... tudo depende daquilo que se acredita, embora existam estudos mais aprofundados do que outros não podemos afirmar que tal visão é a correta. Estou certo na minha linha de pensamento?

Abc e axé,

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Ter Dez 03, 2013 7:58 am

Zé Roberto,

Só se ele (Oloye Marcelo Monteiro) diz uma coisa e faz outra... mas até onde eu acompanhei ele aborda a visão Yorubá. O Jeje que você leu quando pesquisou a respeito dele não é da nação e sim do nome do outro autor (Adebayo Jeje), parceiro do Daramola, que escreveram o livro Awon àsà ati Òrìsà ile Yorubá.

Outro ponto... ele fala de Orisas (Divindades Yorubá) e não de Voduns (Divindades Fon).

Zé... se souber ou tiver algo que evidencie que a visão dele não é Yorubá, agradeço muito.


Abraço,

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por José Roberto em Ter Dez 03, 2013 10:11 am

Irmão Igor e demais irmãos

Acredito que o irmão Igor esteja correto em suas afirmações.
Eu errei ao publicar aqui tais textos e errei em comentar origens de quem eu nem conheço e aqui não se faz presente para nos esclarecer.

Por esses motivos deletei minhas ultimas postagens, deixando apenas as publicações mais antigas quando do início deste tópico.

Deletando tais textos, evito que algum irmão possa ser influenciado por meu erro.

Novamente me desculpo para com todos os participantes deste fórum e lhes asseguro que isso não mais ocorrerá.

José Roberto

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Ter Dez 03, 2013 11:50 am

Zé Laércio,

A discussão, quando pautada em estressar um assunto de forma educada e civilizada, é muito rica... pois possibilita novas visões para uns e solidificação de conceito para outros... Nessa troca de mensagem que efetuamos eu aprendi muito...

Valeu meu irmão... abc e axé,

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Laércio em Ter Dez 03, 2013 11:42 pm

Prezados amigos,
Dando aval a este debate, vamos continuar prezando pelos conceitos do caput deste fórum, sem declinarmos a qualquer tipo de embate.
Todos nós de uma forma ou outra acabamos usando buscadores para tirar dúvidas em relação ao que estamos escrevendo, ainda mais em tema tão rico e controverso, que acredito que todos de uma forma ou outra estão a ganhar.

Felizmente, os moderadores pouca vezes tiveram que intervir em debates ou serenar os ânimos, pois estamos aprendendo a ter senso crítico de nós mesmos.
Eu mesmo já fiz alguns comentários que depois de ler com mais calma verifiquei que havia cometido exageros em observações.
Na internet, talvez pela pressa ou por ter a ideia fresca na mente, acabamos postando até movidos pelo ímpeto do momento e as vezes acabamos esquecendo de fazer as devidas citações, agradecimentos, pontuações, cometemos erros de ortografia graves, e o pior: temos apenas uma vaga ideia de quem seja nosso "irmão" de fé do fórum através de um perfil com poucas ou quase nada de informações, uma foto 3x4 e só...e acabamos nos precipitando em avaliações..falo isto porque estou na internet desde os modens de 28 kbps que só conectavam depois da meia noite e por um "A" mal colocado quase fui linchado..kkkk 
obvio, que devido as correrias do dia a dia, stress, emprego, familia e sem contar que tirando a noite, temos poucas horas para ficar debruçados na frente do PC dedilhando textos...um amigo me contou que quando consegue acessa de dentro do coletivo através do celular, pois tem dois empregos e o pouco tempo que resta, dorme...
e não entendo como tem 4 filhos..kkkkkkkk (não ia perder a chance..kkk)

bom los hermanos, adiante que atrás vem gente...

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Igor D´Ogun em Qua Dez 04, 2013 12:04 am

Igor D´Ogun escreveu:Zé Laércio,

A discussão, quando pautada em estressar um assunto de forma educada e civilizada, é muito rica... pois possibilita novas visões para uns e solidificação de conceito para outros... Nessa troca de mensagem que efetuamos eu aprendi muito...

Valeu meu irmão... abc e axé,
Caros,
Só agora percebi que ao invés de colocar Zé Roberto eu coloquei Zé Laércio...

Zé Roberto, eu tinha escrito para você e coloquei o nome errado, me desculpe...

abc e axé,

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por José Roberto em Qua Dez 04, 2013 11:25 am

Menos de 24horas em que retirei meu texto deste tópico, já se somam mais de 86 e-mails solicitando cópia do texto que deletei.

Já respondi a todos os e-mail's que recebi informando que assim que me sobrar um tempinho, escrevo um artigo melhor elaborado e o disponibilizo na área de BLOG - Textos e Artigos, deste fórum.

Estou escrevendo este breve comunicado, pois não darei conta de responder a contento o volume de e-mail's que recebo, pois somando-se aos e-mail's de outras origens, são centenas diárias e minha caixa de e-mail principal esta com um acumulo de 5 mil e-mail's a serem respondidos.

Antecipadamente agradeço a compreensão dos irmãos e farei o possível para disponibilizar o material, o mais breve que me seja possível.

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Felipe Nazario em Qua Dez 04, 2013 11:39 pm

Mano abre uma tópico com os seus escritos e todos poderão pegar e quem sabe surgir novas indagações!

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por José Roberto em Qui Dez 05, 2013 8:43 am

Texto disponível na área de Blog - Textos e Artigos 

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Laércio em Sab Jun 07, 2014 12:20 pm

Ola,
Gostaria de alavancar novamente este tópico para debates e trazer a tona talvez de forma remodelada a questão, dando a ela o nome de SAÍDA DE ORIXÁ na Umbanda.
Tenho ouvido, lido, pensando muito a respeito, alguns do candomblé repudiam, sugerindo até uma afronta as tradições afros e os da Umbanda também em alguns casos repudiam tal "mistura".

Em prol de entendermos o processo, gostaria da opinião de vários.
Segue um vídeo para ilustrar.

Nota da Administração:
Tal vídeo postado não deve ser visto com desdenho ou com críticas aos atos executados e muito menos julgamentos precipitados em relação ao terreiro em questão, como por exemplo fora feito nos comentários do Youtube.Esta rede de debates tem como meta o debate para entendimentos e esclarecimentos aos neófitos de Umbanda.Qualquer ato que venha a denegrir a imagem ou os membros da casa em questão, que seja postado por qualquer membro desta rede será moderado, sujeito as sanções.



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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Daniel A. Nascimento em Sab Jun 07, 2014 2:49 pm

Sarava a todo........



               Eu não participei do tópico antes, embora eu o estivesse acompanhando.


               A meu ver os Umbandistas de forma geral não dão muito valor a Orixá, preferem antes saber quem é Exu,Pombajira, Cigano, Caboclo Preto Velho e etc...... Pouquíssimas casas fazem firmeza de Orixá na coroa do médium, ou fazem assentamentos(fetiche).Também o que se vê pelas diversas casas são Falangeiros do Orixá(termo esse também não muito compreendido), sendo esses dignos também de todo o nosso respeito e devoção....Acredito que o Orixá por ser uma Divindade Africana, deve ser  cultuado como manda a ancestralidade...


                Deixo também esse vídeo como ilustração [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Tania Jandira em Sab Jun 07, 2014 2:50 pm

Oi mano,
A Umbanda assumiu seu sincretismo há muito tempo, mas recusa alguns em seu interior. O aspecto afro é o mais combatido. E a vertente Cristã tenta ser hegemônica.

Penso que o Candomblé é também sincrético embora alguns afirmem que não. Há uma predominância Yorubá, que tenta ser hegemônica.
Se você for estudar alguns mais velhos com nome do Jeje e do Banto, vão falar como se foi dando a mistura em seus terreiros e em suas vidas.
Mesmo alguns do candomblé yorubá vão buscar suas referências na Nigéria em busca da tradição e vão remodelando suas práticas, mas ficam ainda em busca de uma " pureza", uma " não mistura" que não acredito que haja mais.

Vejo a "saída de Orixá na Umbanda", como um momento de um processo das Umbandas que trabalham com o Ori da pessoa, que é uma tradição afro.

O processo de trabalhar o Ori pelo que vejo é diferente nas Casas de Umbanda que conheço que tem essa prática, assim como as saídas.

No vídeo que você trouxe, a cor da roupa de Iansã é candomblé yorubá, alguns trejeitos do médium com Yansã também. Por que? Talvez por que entendam que precisam cultuar Yansã desse jeito, foi assim que aprenderam, como saber?

Já assisti algumas saídas de Orixás na Umbanda desta forma e outras diferente, com o médium vestido com a cor de Yansã na Umbanda e entendendo que quem se manifesta é uma falangeira de Iansã com trejeitos característicos desta.

O Candomblé que repudia quer que o culto aos Orixás pertença apenas ao culto Yorubá? E da forma que acham que fazem...por isso julgam afronta.

Os da Umbanda que repudiam, se baseiam em que? Alguns por que acham que tem que se cultuar Orixá do mesmo jeito que o Candomblé, então, me desculpem esses, mas aí seria Candomblé e não Umbanda e outros... penso que rejeitam a parte afro mesmo.

Abraços e axé!

Tania Jandira

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por claudia fusetto em Ter Jul 22, 2014 9:37 am

Na Umbanda de Almas e Angola que eu frequento hoje (preservando os segredos que não me pertencem, mas aos ancestrais que fundaram este ritual...)
É feito o anjo da guarda primeiro. Um sacudimento é feito antes. Toma-se banho da cabeça aos pés com as ervas manjericão, elevante, colônia, abre caminho, oriri, fortuna, peregun... O médium é sentado num banquinho em cima da esteira é cruzado com pemba e amarrado com contra-egun (que foi passado no banho de ervas acima), é cruzado com pemba, azeite doce, vinho tinto, e essência do orixá de frente (na cabeça, peitos, costas, mãos e pés), curas são abertas, a cabeça é lavada com água mineral, vinho tinto (sangue de Cristo) e antigamente era usada a bebida do santo, hoje usamos somente a água e o vinho, A cabeça leva banha de ori, efun, azeite doce, vinho e essência, é amarrada com pano branco. É ofertada a seu ori um obi e um orogbo (dependendo do santo) água, canjica cozida com mel e algodão, arroz cozido com mel e algodão, vela, algumas coisas são colocadas na quartinha... O médium dorme de bruço com as oferendas na sua esteira por umas 6 horas. Recebe a guia de Oxalá e uma guia de fitas nas cores da raiz da casa (três cores de fitas trançadas - as duas já banhadas nas ervas correspondentes). Caso já tiverem sido confirmados o pai e mãe, é feita uma oferenda e uma guia para cada. Como nem sempre aparecem de primeira, mantém se Oxalá e o Orixá que estiver mais próximo da coroa. A quartinha é preenchida com água mineral, água de chuva, água de poço, água de cachoeira ou água do mar. 

Depois é feita uma obrigação de sete linhas onde o mesmo ritual é feito acrescentando algumas ervas dos santos de cabeça, uma guia de sete linhas é feita, talvez haja assentamento do santo dependendo da necessidade e sacrifício animal para o mesmo. A quartinha de Anjo da guarda é amarrada com sete cores de fitas.

Na feitura de Iyawo (camarinha/muzenza) há um ritual de confirmação, onde todos os guias devem incorporar, dizer o seu nome, riscar o seu ponto e cantar o ponto. O filho deita por 24 horas, há sacrifício animal e oferendas a todos os orixás dependendo do fundamento da pessoa. Assenta-se o exu e pomba gira com sacrifício, quartinha, ferro ou tabatinga dependendo da necessidade e cargo. A pessoa recebe mão-de-faca. Os orixás são assentados com suas insígnias, favas, obi, orogbo, ervas, essências, metais e pedras. As ervas são fundamentadas no axé da casa, as ervas do orixá regente, ervas são colocadas embaixo da esteira, a coroa recebe uma consagração maior de feitura, com favas, pembas e pós. Todas as entidades recebem oferendas de frutas ou secas (preto-velho, caboclo, ibejada). Recebe seus fios de conta agora com mais de três fios nos ileke. Recebe um ileke de três fios de Oxalá com 7 a 16 firmas. Recebe uma Guia mestra com todos os orixás e firmas. No final é solto um pombo branco. Há uma saída no outro dia com festa. Depois há ebori de reforça dependendo do tempo que o guia chefe mandar. Pode ser 3 anos a 5 anos, depois têm a obrigação de sete anos onde ele recebe a mão de baba/iyá. 

Tentei aqui exemplificar a beleza na multiplicidade de rituais que formam a nossa Umbanda. Cada um com a sua fé, a sua raiz, o seu entendimento, suas particularidades e principalmente como é bonito ser diferente, nenhum melhor ou mais importante. pois o que nos faz umbandistas não é a quantidade de oferendas, bichos, tempo ou roupas.
Mas a compreensão da lei de fraternidade, amor, caridade, união, verdade e fé. As diferenças apenas nos afastam.
O QUE NOS UNE SÃO AS SEMELHANÇAS.


Bom manos e manas, muito axé... 
Fico muito feliz que todas as "vertentes" possam participar de um diálogo tão saudavel como nesse forum. O mano citado acima Leonardo explicou bem como acontece conosco lá no nosso Terreiro, é uma decisão muito pessoal e muito séria, pois deixamos bem claro não s[o a beleza da Umbanda em si , mas da responsabilidade de se cuidar de outras pessoas que vem sofrendo , em busca de alento e de conforto. 
Hoje em dia reparo que muita gente e digo isso em todas vertentes Umbandistas e em todas a Nações de Candomblé que figura muito , como eu digo sempre  a "ostentação" e muita gente séria fica denegrida em meio a tanta imagem. Cabe a cada um , acredito eu, levar a sério os preceitos, os fundamentos que sua vertente lhe compete, mas acima de tudo o respeito e a dedicação em prol do verdadeiro objetivo de nosso culto que é levar o bem onde quer que seja, evoluir e iluminar o próximo.


Muito axé!!! Amo vcs!

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Thiago em Seg Jul 28, 2014 3:49 pm

Olá...

Pegando um gancho dentro do ritual que o mano Leonardo Obatalá citou sobre a feitura de santo em sua casa, o médium quando recolhido deita em esteira e sempre de bruços.

Para as umbandas que fazem recolha de filho em camarinha/roncó, seja para feitura, batismo, ebori, amaci ou qualquer outra obrigação que dependa do recolhimento do médium, enquanto ele permanece deitado, o mesmo não deve deitar de "barriga pra cima"? Alguém pode explicar o porque? Sempre ouvi por ai o termo que não podemos dar as costas ao santo.

Dentro dos padrões de suas casas, o correto é o médium sempre deitar de bruços quando recolhido?

Abraço!

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Laércio em Seg Jul 28, 2014 10:39 pm

Thiago escreveu:Olá...

Pegando um gancho dentro do ritual que o mano Leonardo Obatalá citou sobre a feitura de santo em sua casa, o médium quando recolhido deita em esteira e sempre de bruços.

Para as umbandas que fazem recolha de filho em camarinha/roncó, seja para feitura, batismo, ebori, amaci ou qualquer outra obrigação que dependa do recolhimento do médium, enquanto ele permanece deitado, o mesmo não deve deitar de "barriga pra cima"? Alguém pode explicar o porque? Sempre ouvi por ai o termo que não podemos dar as costas ao santo.

Dentro dos padrões de suas casas, o correto é o médium sempre deitar de bruços quando recolhido?

Abraço!
ola, breve pitaco dentro de meus conhecimentos e vivencias:

quando se está na esteira, é um processo de renascimento...
ficar "careca'" é uma rememoração ao estado uterino e se deita na maioria das vezes de lado,, como um FETO...

pensa ai...

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Thiago em Ter Jul 29, 2014 9:18 am

Laércio escreveu:
Thiago escreveu:Olá...

Pegando um gancho dentro do ritual que o mano Leonardo Obatalá citou sobre a feitura de santo em sua casa, o médium quando recolhido deita em esteira e sempre de bruços.

Para as umbandas que fazem recolha de filho em camarinha/roncó, seja para feitura, batismo, ebori, amaci ou qualquer outra obrigação que dependa do recolhimento do médium, enquanto ele permanece deitado, o mesmo não deve deitar de "barriga pra cima"? Alguém pode explicar o porque? Sempre ouvi por ai o termo que não podemos dar as costas ao santo.

Dentro dos padrões de suas casas, o correto é o médium sempre deitar de bruços quando recolhido?

Abraço!
ola, breve pitaco dentro de meus conhecimentos e vivencias:

quando se está na esteira, é um processo de renascimento...
ficar "careca'" é uma rememoração ao estado uterino e se deita na maioria das vezes de lado,, como um FETO...

pensa ai...

cont...

O que sempre achei em minhas buscas onde se referem a "virar as costas ao santo" é porque dizem que toda a terra é de responsabilidade do Orixá Onilé que literalmente seria a "Mãe Terra" e que quando no recolhemos não poderíamos virar as costas a Ela, por isso deveríamos nos deitar sempre de bruços.

Como é em vossos terreiros? O médium quando recolhido tem restrições de como deita ou lhe é permitido deitar na posição que desejar?

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por José Roberto em Ter Jul 29, 2014 10:52 am

Saudações a todos

O "deitar" ritualístico, toma significado de acordo para com o que se pretende e nesse processo, há diversas formas de deitar.

A exemplo disso, se deita em decúbito frontal (bruços), quando da realização de batismos, recebimento de amacis e etc... Se deita em decúbito dorsal (costas), quando da lavagem dos olhos, da transmissão de sinais e vários outros ritos... Se deita de decúbito lateral (lado), quando de rituais muito específicos, assim como se deita com o corpo inclinado por auxílio de uma prancha de madeira, pedra ou outro subterfúgio, em rituais de transferência que hoje são quase extintos.

Lembrando que honramos Onilé de frente e nos entregamos a ela de costas.

Quanto ao filho recolhido, ele toma a postura que lhe for indicada a cada ritual, porém nos momentos de descanso, em que ele vá dormir, não há imposição de uma postura, embora se verifique que filhos recolhidos para feitura, geralmente assumem de forma natural e espontânea a postura fetal ao dormirem.

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Re: "Feitura" de Orixá na Umbanda

Mensagem por Thiago em Ter Jul 29, 2014 11:07 am

Obrigado pela explicação Zé Roberto.

Então pelo que entendi não existiria uma falta de respeito para com o Orixá indiferente da forma que se recolha ou na posição em que o médium dorme.

O que difere seria apenas dependendo do ritual a ser realizado a recolha do filho na esteira se daria de frente, de costas ou de lado até mesmo para facilitar o ritual.

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